Links

ARQUITECTURA E DESIGN

Outros artigos:

2010-08-02


ENTREVISTA | FILIPA GUERREIRO E TIAGO CORREIA
 

2010-07-09


ATYPYK PRODUCTS ARE NOT MADE IN CHINA
 

2010-06-03


OS PRÓXIMOS 20 ANOS. NOTAS SOBRE OS “DISCURSOS (RE)VISITADOS”
 

2010-05-07


OBJECTOS SEM MEDO
 

2010-04-01


O POTENCIAL TRANSFORMADOR DO EFÉMERO: A PROPÓSITO DO PAVILHÃO SERPENTINE EM LONDRES
 

2010-03-04


PEDRO + RITA = PEDRITA
 

2010-02-03


PARA UMA ARQUITECTURA SWISSPORT
 

2009-12-12


SOU FUJIMOTO
 

2009-11-10


THE HOME PROJECT
 

2009-10-01


ESTRATÉGIA PARA HABITAÇÃO EVOLUTIVA – ÍNDIA
 

2009-09-01


NA MANGA DE LIDIJA KOLOVRAT
 

2009-07-24


DA HESITAÇÃO DE HANS, OU SOBRE O MEDO DE EXISTIR (Parte II)
 

2009-06-16


DA HESITAÇÃO DE HANS, OU SOBRE O MEDO DE EXISTIR
 

2009-05-19


O QUE É QUE SE SEGUE?
 

2009-04-17


À MESA COM SAM BARON
 

2009-03-24


HISTÓRIAS DE UMA MALA
 

2009-02-18


NOTAS SOBRE PROJECTOS, ESPAÇOS, VIVÊNCIAS
 

2009-01-26


OUTONO ESCALDANTE OU LAPSO CRÍTICO? 90 DIAS DE DEBATE DE IDEIAS NA ARQUITECTURA PORTUENSE
 

2009-01-16


APRENDER COM A PASTELARIA SEMI-INDUSTRIAL PORTUGUESA OU PORQUE É QUE SÓ HÁ UMA RECEITA NO LIVRO FABRICO PRÓPRIO
 

2008-11-20


ÁLVARO SIZA E O BRASIL
 

2008-10-21


A FORMA BONITA – PETER ZUMTHOR EM LISBOA
 

2008-09-18


“DELIRIOUS NEW YORK” EXPLICADO ÀS CRIANÇAS
 

2008-08-15


A ROOM WITH A VIEW
 

2008-07-16


DEBATER CRIATIVAMENTE A CIDADE: A EXPERIÊNCIA PORTO REDUX
 

2008-06-17


FOTOGRAFIA DE ARQUITECTURA, DEFEITO E FEITIO
 

2008-05-14


A PROPÓSITO DA DEMOLIÇÃO DO ROBIN HOOD GARDENS
 

2008-04-08


INTERFACES URBANOS: O CASO DE MACAU
 

2008-03-01


AS CORES DA COR
 

2008-02-02


Notas sobre a produção arquitectónica portuguesa e sua cartografia na Architectural Association
 

2008-01-03


TARZANS OF THE MEDIA JUNGLE
 

2007-12-04


MÚSICA INTERIOR
 

2007-11-04


O CIRURGIÃO INGLÊS
 

2007-10-02


NÓS E OS CARROS
 

2007-09-01


Considerações sobre Tempo e Limite na produção e recepção da Arquitectura
 

2007-08-01


A SUBLIMAÇÃO DA CONTEMPORANEIDADE
 

2007-07-01


UMA MITOLOGIA DE CARNE E OSSO
 

2007-06-01


O LUGAR COMO ARMADILHA
 

2007-05-02


ESPAÇOS DE FILMAR
 

2007-04-02


ARTES DO ESPAÇO: ARQUITECTURA/CENOGRAFIA
 

2007-03-01


TERRAIN VAGUE – Notas de Investigação para uma Identidade
 

2007-02-02


ERRARE HUMANUM EST…
 

2007-01-02


QUANDO A CIDADE É TELA PARA ARTE CONTEMPORÂNEA
 

2006-12-02


ARQUITECTURA: ESPAÇO E RITUAL
 

2006-11-02


IN SUSTENTÁVEL ( I )
 

2006-10-01


VISÕES DO FUTURO - AS NOVAS CIDADES ASIÁTICAS
 

2006-09-03


NOTAS SOLTAS SOBRE ARQUITECTURA E TECNOLOGIA
 

2006-07-30


O BANAL E A ARQUITECTURA
 

2006-07-01


NOVAS MORFOLOGIAS NO PORTO INDUSTRIAL DE LISBOA
 

2006-06-02


SOBRE O ESPAÇO DE REPRESENTAÇÃO MODERNO
 

2006-04-27


MODOS DE “VER” O ESPAÇO - A PROPÓSITO DE MONTAGENS FOTOGRÁFICAS
 
share |

À MESA COM SAM BARON



JOANA ASTOLFI

2009-04-17




A linha que adoptei para a secção Design da Artecapital parte da transversalidade do design contemporâneo, o design conceptual, o design que combina o pensamento com uma dimensão verdadeiramente artística. A construção de cada um dos artigos baseia-se num ‘ping-pong’ de imagens – lanço cerca de 20 imagens ao designer convidado, e este responde com uma imagem do seu trabalho (ou não), e um comentário para cada situação.

Sam Baron (1976), criador de peças de ‘autor’ e director do Departamento de Design da Fabrica - o Centro Criativo da Benetton, em Itália, é o meu primeiro designer convidado.

Sam Baron divide o seu tempo entre Treviso (terra da Benetton), Lisboa - onde tem colaborado com várias empresas, entre as quais a Vista Alegre e a Atlantis, criando colecções que reflectem a sua visão sobre o universo dessas marcas, e Paris - onde joga em casa.
Baron é um designer com atitude. O seu trabalho tem a capacidade de fazer muito com pouco. Aponta sempre para a simplicidade, a economia, e o ‘twist’ conceptual no seu trabalho. Ganhou vários prémios, entre os quais o Grand prix de la Création la Ville de Paris 2008 e o Award Elle Decor France ‘Art de la Table’ 2008. ‘Penso que mesmo num objecto muito básico, é possivel ser-se elitista’, diz Baron. Tem trabalhado com vários materiais, mas é com a cerâmica que se sente mais ligado: ‘... é um material humano, sensível, pode ser seco, doce, pode ser brilhante ou branco, pode ser decorado, pode ter cor. Faz parte da vida quotidiana.’ Baron não pára, tem uma energia contagiante, e gosta de surpreender.
Sam Baron participará na exposição 'A Beleza do Erro' (curadoria da PuppenHaus), no LX Factory em Lisboa, em Setembro de 2009.


"‘É importante prestar atenção aos pormenores do quotidiano. Um pequeno pormenor pode mudar o nosso dia."


"Semblant faux semblant. Quanto mais o design se aproxima da arte mais ele se torna reconhecido."


"Estava a descobrir uma nova cultura. Queria explorar novas formas de usar a porcelana, criando um landscape inovador para um mercado clássico."


"O design é basicamente a prática de combinar elementos de uma forma, idealmente, nunca antes vista."


"Objectos ‘velhos ricos’ versus objectos ‘novos ricos."


"Hoje em dia é cada vez menos importante onde estamos ou quem somos, o que é importante é o que fazemos, sem nunca esquecermos as nossas raizes."


"Portugal foi uma grande descoberta."


"Para mim o designer é alguém que responde a uma pergunta. O que os ‘brands’ querem no fundo é saber qual é a resposta do designer para um produto. Tudo se resume a uma troca."


"O design é um trabalho sério – envolve a responsabilidade de lançar produtos num mercado que está superlotado. É importante pensarmos que temos já muitos objectos em casa. É urgente que sejamos responsáveis e não acrescentar coisas inúteis."


"Tudo partiu de querer salvar uma série de objectos que eram muito importantes para nós quando éramos adolescentes, neste caso o telefone (hoje substituido pelo i-phone), congelando-o em cerâmica e passando a assumi-lo como bibelot."


"Manipular o clássico e a estética do still life."


"O design propõe uma nova realidade, feita de uma combinação de sinais."


"A minha avó tinha um candeeiro cuja base era uma garrafa de vinho do porto que terminava num abat-jour. Aqui o champanhe é a inspiração da peça e evoca uma celebração. A luz sai das garrafas como champanhe a explodir."


"É importante o encontro entre o produto e o seu contexto sociocultural."


"Aqui brinquei com a tradição das artes decorativas e inspirei-me nos objectos da casa, do candelabro à fruteira. Esta colecção baseia-se no encaixe das peças umas nas outras, criando jogos de composição."


"A simplicidade é sempre um bom ponto de partida para a resposta a uma pergunta."


"O humor é muito importante, acrescenta leveza à vida."


"Ás vezes é importante olhar para as coisas como se fosse a primeira vez."


"Assumir o erro e celebrá-lo: a beleza do erro."


"Cada objecto conta uma história. Adoraria que as pessoas que compram o meu rádio em loiça o fizessem porque as faz pensar no passado, na forma de consumir, no desejo, na música."


"Moderation Kills the Spirit."