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ENTREVISTA



PENELOPE CURTIS


Há um ano e meio à frente da colecção Gulbenkian, Penelope Curtis teve a oportunidade de conversar com a Artecapital e fazer um ponto da situação em relação a objectivos e projectos mais imediatos. Interessada em desenvolver a forma como a colecção se apresenta ao público, assim como promover a interseção da arte contemporânea com os objectos históricos, Penelope Curtis apresenta-nos a sua visão pessoal sobre a colecção e estratégias expositivas.
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O ESTADO DA ARTE



ANTÓNIO VIEIRA


INVISUALIDADE DA PINTURA – PARTE 1: «O REAL É SEMPRE AQUILO QUE NÃO ESPERÁVAMOS»
A pintura, de algum modo como o mundo, desenrola-se através de contornos, cores, volumes, perspectiva, luminosidade e sombra; afirma-se através de imagens, propõe-se à visualidade, que toma valor ontológico designado por Valéry na sentença imperiosa: «Basta ver, e saber que se vê!» – Voir suffit, et savoir que l’on voit! Mas, ao mesmo tempo que garante o ser-ali, o acto imediato de ver – de ver algo e, neste contexto, de ver uma obra – suscita um sem-fim de fantasmas exteriores à visão em sentido próprio e estrito.
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::: NEW PLACES, OLD BONES ::: SÃO TRINDADE
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PERSPETIVA ATUAL

MARC LENOT


FRANCISCO BRENNAND, MEGALOMANIA CERAMICA E TROPICALISMO
Francisco Brennand, herdeiro de uma família rica de Pernambuco, transformou, a partir de 1971, uma antiga fábrica de família, de tijolos e de telhas, num local de exposição das suas obras, numa área de 15 km². É uma encenação impressionante do seu trabalho em escultura, essencialmente em cerâmica, um templo cheio de símbolos, de traços de rituais, com as marcas de um tropicalismo pagão e sensual.
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OPINIÃO

SERGIO PARREIRA


ENTREVISTA COM AMANDA COULSON, DIRETORA ARTÍSTICA DA VOLTA FEIRA DE ARTE
Amanda Coulson é crítica de arte e curadora, sendo actualmente a directora artística da feira VOLTA em Basel, na Suiça, da qual foi uma das co-fundadoras em 2005. Escreveu para uma variedade de revistas de arte, incluindo a Frieze, Frieze d/e, Modern Paintings, Contemporary, Lápiz, Art Review e ARTnews. [English version available]
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ARQUITETURA E DESIGN

PAULA PINTO


“ÁRVORE” (2002), UMA OBRA COM A AUTORIA EM SUSPENSO
Se no espaço público o objecto ou monumento artístico se discutem sobre uma linha de envolvência cultural, parece não existir qualquer entidade responsável pela sua preservação nem um espaço físico e intelectual para a discussão desta problemática. A progressiva destruição de “Árvore” (2002) evoca o desaparecimento de obras únicas, que existem ou foram construídas para o espaço público e que por consequência, são irresgatáveis para o contexto responsável e controlado do espaço museológico.
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MÚSICA

RICARDO ESCARDUÇA


PONTIAK – UM PASSO EM FRENTE
O oitavo longa-duração do trio, aos quais acresce uma mão cheia de EP’s, chega-nos como o envelope sugestivo de uma mensagem. As palavras de Van assim o confirmam “It’s not a political album. The message we want to get across is the importance of being present in the moment. Maybe everything is fucked. But you can do something about that.”
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BLOGSITE EM RESIDÊNCIA

How to see Francis Picabia — with Lisa Yuskavage and MoMA curator Anne Umland







:: U.N.K.L.E. – Novo álbum em Junho

:: Plano das Coisas, de Jorge Dias | 4 Abr-4 Mai, Camões – Centro Cultural Português em Maputo



PREVIEW

“A Desmontagem” da exposição de Los Carpinteros | 1 Maio, Carpintarias de São Lázaro


Todos os visitantes da exposição de Los Carpinteros poderão retirar uma das 5.000 peças que compõem esta obra e levá-la consigo.
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EXPOSIÇÕES ATUAIS

COLECTIVA

DO IT


FBAUP - Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, Porto

Do it apresenta-se como uma exposição itinerante que se move por cidades, países e tempos distintos. O seu ponto de partida foi traçado em 1993, em Paris, durante uma conversa entre Hans Ulrich Obrist e os reconhecidos artistas Christian Boltanski e Bertrand Lavier.
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PEDRO CABRAL SANTO

UNFORESEEABLE


Ruínas de Milreu, Faro
Unforesseable fala-nos de um tempo imprevisível, mas, simultaneamente previsto por todos aqueles, filósofos ou artistas, que anteciparam com suas inquietações o que vivemos neste preciso instante. Se o tempo não é abarcável nas suas 3 dimensões, passado, presente e futuro, é porque ele é cíclico e funciona em camadas que se sobrepõem: ora aparecem umas, ora aparecem outras.
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COLECTIVA

QUOTE/UNQUOTE


Galeria Municipal do Porto, Porto
Partindo de uma inicial seleção de 200 obras, expõem-se 84, datadas dos anos 60 até aos dias de hoje, assinadas por 49 artistas. Pertencentes à coleção da Fundação EDP, apresentam uma narrativa sobre a mesma, sobre o seu crescimento e significado. Perante a dimensão do espólio e de acordo com o tema proposto, as curadoras procuraram identificar as peças que detêm um gesto apropriativo.
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VALTER VENTURA

OBSERVATÓRIO DE TANGENTES


MNAC - Museu do Chiado , Lisboa
Em português, como em inglês, «tirar», «disparar», aplica-se tanto a uma bala como a uma fotografia, enquanto que em francês, tirar uma fotografia, é fazer-se uma tiragem. Na maioria das línguas há também palavras comuns ao tiro, à caça e à fotografia: o fotógrafo é um caçador de imagens.
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MANUELA MARQUES

MANUELA MARQUES E VERSAILLES A FACE ESCONDIDA DO SOL


Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa
Na Galeria do Piso Inferior, Manuela Marques apresenta o seu projecto, num rizoma conceptual e visual. A deambulação e a intimidade emergem na passagem entre os espaços de Versailles: «corredores destinados ao uso da antiga corte». Desta forma, a artista torna-se uma «flâneur».
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FILIPE MARQUES

FEEL IT, NO FEAR. THE FLESH YIELDS AND IS NUMB/TOCA, SEM MEDO. A CARNE É MACIA E NÃO SENTE DOR


Galeria Fernando Santos (Porto), Porto
Palavras e imagens, físico e fotográfico, visual, auditivo e sensorial, realidade e ilusão unem-se numa harmonia invulgar que cativa, ao mesmo tempo que inquieta, movendo o espetador que se permite a tal experiência. A galeria, habitada por uma luz natural que faz o seu caminho através das grandes montras e se projeta ao longo das paredes brancas, encontra-se desta vez perante uma proposta invulgarmente mais escura.
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ÂNGELO DE SOUSA

ÂNGELO DE SOUSA, UN EXPLORATEUR DÉROUTANT


Fundação Calouste Gulbenkian – Delegação em França, Paris
A sua prática cobriu uma ampla variedade de «mediums», pintura, escultura, desenho, fotografia, instalação, filmes experimentais. Depois de varias exposições retrospectivas da sua obra em Portugal, a Delegação da Fundação Calouste Gulbenkian em França dá a oportunidade aos parisienses de descobrir uma parte do seu trabalho com a sua primeira exposição monográfica naquele país.
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