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FESTIVAL WALK&TALK COMEÇA A 29 DE JUNHO E CONSTRÓI `NOVA CASA´

2018-04-17




Em 2018 o Walk&Talk - Festival de Artes dos Açores, chega mais cedo a São Miguel, com a oitava edição a acontecer de 29 de junho a 14 de julho e na qual se destaca a construção de um pavilhão em Ponta Delgada, que será a “nova casa” e o palco central do programa do evento. A passagem pela ilha Terceira, pelo terceiro ano consecutivo, está marcada para 10 a 13 de outubro.

A construção de um pavilhão temporário no Largo de São João em Ponta Delgada, junto ao Teatro Micaelense, com um projeto inédito assinado pelos Mezzo Atelier e que será o principal palco das atividades do programa do Walk&Talk, volta a sublinhar o espaço público e as suas dinâmicas de ocupação como questões centrais do festival. O novo pavilhão vai permitir estreitar a relação de parceria com o teatro, ao mesmo tempo apoia a renovação das vivências de uma praça da cidade, através do acolhimento de residências artísticas, de oficinas e espaços de trabalho para a equipa de produção, da apresentação de espetáculos, performances, concertos, conversas, entre múltiplas atividades do evento.



DESTAQUES DO PROGRAMA DO FESTIVAL WALK&TALK 2018:

Ainda em Ponta Delgada, é para o quarto andar do Sol Mar Avenida Center, que se encontra atualmente desocupado, que a dupla de curadores João Mourão e Luís Silva, responsáveis pelo Kunsthalle Lissabon, está a preparar a mostra coletiva que será cartaz do programa de exposições. O programa integra ainda as exposições individuais de Manuela Marques na Galeria Fonseca Macedo, o projeto desenvolvido pela artista Maya Saravia em residência no festival e que será apresentado no Instituto Cultural de Ponta Delgada, no ARCO8 estará patente o trabalho de Margarida Andrade, vencedora dos Jovens Criadores Walk&Talk 2017 e, finalmente, a proposta coletiva da plataforma We Came from Space, sob a coordenação da Alejandra Jaña Montecinos, para a galeria Miolo.

Campozaz, Daniel Rourke, Nora Al-Badri + Nikolai Nelles, Shift Register (Jamie Allen & Martin Howse), são artistas com participações já confirmadas no Circuito de Arte Pública Walk&Talk, que atualmente é constituído por dezenas de intervenções que podem ser visitadas nas ilhas de São Miguel e Terceira, e que em 2018 conta com a cocuradoria de Dani Admiss. A RARA - Residência de Artesanato da Região dos Açores, volta a reunir o apoio da Embaixada dos EUA e de Miguel Flor na curadoria do grupo de artistas e designers que serão convidados a cruzar técnicas, matérias-primas e “saber fazer” açoriano para a criação de objetos contemporâneos inéditos.

O programa do Festival Walk&Talk integra também a apresentação de trabalhos desenvolvidos ao longo do ano, em parceria ou em coprodução com artistas e outras estruturas culturais. Iniciado em residência na edição de 2017 e após a estreia em maio, noTeatro Nacional D. Maria II em Lisboa, Cortado por todos os lados, aberto por todos os cantos de Gustavo Ciriaco regressa ao Teatro Micaelense para a abertura do festival, no dia 29 de junho. No Arquipélago – CAC, estreia em absoluto Burn Time de André Uerba, uma performance-instalação duracional coproduzida com o Tanzfabrik de Berlin. Após a apresentação de Romance, em Angra do Heroísmo em 2017, a artista, dramaturga e encenadora Lígia Soares, prepara a apresentação de um novo projeto especialmente comissariado para o festival. No cruzamento entre cinema e artes visuais, a artista de origem açoriana, Sofia Caetano, finalista do Prémio Sonae Media Art 2017, conta com o apoio do Walk&Talk para produção do seu novo filme The Happiest Man.



EM AGENDA:

23 DE ABRIL_Abertura Open Calls W&T 2018: Reabrem no dia 23 de abril, através das plataformas digitais do Festival Walk&Talk – site e página do facebook, três chamadas destinadas a integrar no cartaz e programa do evento jovens artistas açorianos ou sedeados na região e, de qualquer local do globo, projetos e portefólios de artistas e propostas de cobertura de jornalistas de arte e cultura.

5 DE JUNHO_Apresentação Festival W&T 2018: A apresentação do festival reúne no dia 5 de junho, pelas 11h, no Teatro Micaelense em Ponta Delgada, os diretores artísticos Jesse James e Sofia Carolina Botelho, artistas, parceiros e mecenas do projeto, para dar a conhecer em pormenor o novo pavilhão, a identidade visual, o programa e cartaz de artistas e curadores participantes na oitava edição do evento.



SOBRE O WALK&TALK – FESTIVAL DE ARTES DOS AÇORES:

De carácter experimental e participativo, em 2018 o Festival Walk&Talk volta a motivar um programa que propõe novas centralidades para a produção artística contemporânea, promove a criação de objetos inéditos em diálogo com a geografia e as culturas locais, pulveriza espaços e comunidades através das artes.

Das artes visuais às artes performativas, o Walk&Talk convida o público a assistir à adição de novos projetos no Circuito de Arte Pública, a acompanhar trabalhos desenvolvidos em residência por artistas de diversas proveniências e a participar num programa alargado a exposições, concertos, performances, conversas, atividades de conhecimento em torno das artes ou que acontecem em simultâneo em múltiplos espaços culturais da região.

A primeira edição do festival realizou-se em 2011 em São Miguel e em 2016 alargou a sua dinâmica à ilha Terceira. Ao longo de sete edições, o Walk&Talk já acolheu mais de duas centenas de artistas e tem dado forma a um Circuito de Arte Pública que atualmente é formado por cerca de 70 intervenções, de carácter mais ou menos efémero, mapeadas e visitáveis todo o ano entre as duas ilhas do arquipélago.

Para além de um evento, o Walk&Talk constitui-se uma plataforma que incentiva a criação artística em diálogo permanente com o território, as culturas e comunidades açorianas. Atua em rede e coproduz com outras estruturas de programação, promove um ambiente favorável ao intercâmbio e à cocriação artística, que gerada a partir dos Açores é partilhada com o mundo.

O festival é membro da EFFE – Europe for Festivals Festivals for Europe e a sua realização assinala o culminar do trabalho da Anda&Fala - Associação Cultural, sem fins lucrativos, declarada de utilidade pública pelo Governo dos Açores. No biénio 2018/19, a atividade e projetos da Anda&Fala são apoiados pelo Ministério da Cultura – Direção-Geral das Artes.