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TATE NOMEIA VENCEDORES DOS PRÉMIOS DE £10.000 DO PRESTIGIADO PRÉMIO TURNER, APÓS ALTERAÇÃO DAS NORMAS

2020-07-06




A atribuição do Turner Prize em 2020, um dos principais prémios de arte da Europa, tornou-se um dos muitos eventos artísticos que foram alterados drasticamente. A Tate e a rede britânica de museus que gere este prémio, redefiniu a atribuição em função da nova realidade da pandemia do coronavírus. Em vez do principal prémio de £25.000 ser atribuído a um único artista,10 artistas e coletivos foram contemplados com os Turner Bursaries de £10.000.

Os vencedores tem que estar sediados no Reino Unido e ter sido recentemente objeto de uma importante exposição. Metade dos vencedores este ano são caucasianos (não-brancos) e contraria as tendências habituais do Prémio Turner que muitas vezes se inclina para a arte conceptual. Desta vez, a maioria dos contemplados não trabalha com técnicas tradicionais como são a pintura e escultura.

O prémio Turner Scraps 2020 Edition, atribui bolsas compartilhadas pelo segundo ano consecutivo. Alex Farquharson, que presidiu ao júri dos prémios e é o diretor da Tate Britain em Londres, disse em comunicado: “Após uma animada e rigorosa discussão virtual, o júri estabeleceu uma lista de 10 artistas fantásticos que refletem o excepcional talento encontrado na arte britânica contemporânea. Da cerâmica ao cinema, da performance à fotografia, eles representam as diversas formas emocionantes e interdisciplinares em que os nossos artistas trabalham hoje.”


Lista de vencedores do grupo inaugural da Tate Bursaries:

Arika: organização focada em incentivar mudanças sociais através de eventos artísticos.
Liz Johnson Artur: produz imagens fotográficas exuberantes e se concentra na comunidade negra britânica.
Oreet Ashery: trabalha com variadas técnicas e foca-se na temática do feminismo, nos estudos pós-coloniais, na teoria queer e reflexões sobre a relação entre vida e arte.
Shawanda Corbett: cerâmicas e performances que desenham conexões entre corpos e objetos.
Jamie Crewe: música e cinema que tem como tema as noções de relação de género e poder.
Sean Edwards: trabalhos escultóricos em redor de histórias ocultas de objetos e espaços - expôs recentemente no Pavilhão de Gales na Bienal de Veneza de 2019.
Sidsel Meineche Hansen: trabalhos digitais provocadores que destaca a forma como a nova tecnologia mudou a compreensão do género e sexualidade.
Ima-Abasi Okon: esculturas sonoras e vídeos com temáticas ligadas à diáspora negra.
Imran Perretta: filmes que exploram novos modos de vigilância em comunidades oprimidas.
Alberta Whittle: obras de vídeo, escultura, performance e que tem como tema o anti-negro sob variadas formas.






FONTE: ARTnews