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OPINIÃO


Christian Marclay, The Clock, 2010. ILLUMInations, 54º Bienal de Veneza, 2011.


Dayanita Singh. ILLUMInations, 54º Bienal de Veneza, 2011.


Monika Sosnowska, Antechamber, 2011. ILLUMInations, 54º Bienal de Veneza, 2011.


Haroon Mirza. ILLUMInations, 54º Bienal de Veneza, 2011.


Reem Al Ghaith, What’s Left of Her Land, 2008. Instalação da exposição Second Time Around (Pavilhão dos Emirados Árabes Unidos).


Ahmed Basiony, Thirty Days Running in the Place, Cairo, 2010 e 2011 (Pavilhão do Egipto).


Rasa Todosijevic, Light and Darkness of Symbols, 2011 (Pavilhão da Sérvia).


Club Electro Putere, Romanian Cultural Resolution - documentary, 2011 (Roménia, apresentação não oficial).


Francisco Tropa, Scenario, 2011. Vista da instalação (Pavilhão de Portugal).


Sigmar Polke, Polizeischwein, 1986. ILLUMInations, 54º Bienal de Veneza, 2011.


Maurizio Cattelan, Others, 2011. ILLUMInations, 54º Bienal de Veneza, 2011.

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EMANUEL CAMEIRA

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54ª BIENAL DE VENEZA: ILLUMINATIONS



ROSANA SANCIN

2011-06-14




ILLUMInations é a premissa conceptual da 54ª Bienal de Veneza, proposta pela curadora Bice Curiger, aludindo ao Iluminismo, à Renascença e às ideias clássicas como também às nações “perdidas na tradução”. A exposição faz uma reavaliação da modernidade ocidental através das obras de 82 artistas contemporâneos, incluindo também três pinturas de old master Tintoretto, entre as quais A Última Ceia.

Apostar no retorno aos ideais de uma outra época, mesmo tendo estes sido na altura altamente visionários ou muito à frente, como se costuma dizer ainda - estou a referir-me particularmente às ideias de claridade, conhecimento, política e visão - é um acto duvidoso se não reaccionário. É retirar as ideias do contexto no qual surgiram e de um determinado momento histórico, quando as culturas se misturavam e através disso se enriqueciam mutuamente, e isolá-las. Pode ser visto como uma tentativa de recriar os fundamentos do pensamento e cultura europeia. Todos sabemos onde leva a obsessiva busca das origens e a falsificação da História. Mas por outro lado: o que há fazer? - como se perguntavam na última Documenta com o espírito de Lenine por dentro.

Entre as obras estáticas, mais ou menos correspondendo ao tema iluminista, ou servindo de argumento à sua tese, há também os chamados parapavilhões, ou seja, estruturas temporárias concebidas especialmente para la biennale com a intenção de acolher as obras de outros artistas. Como se podia esperar, o diálogo entre eles quase não existe. Franz West, o artista premiado nesta edição pela sua carreira, decidiu fazer a reconstrução da sua cozinha em Viena, virada ao contrário. No exterior do pavilhão, onde se encontra a projecção de slides de Dayanita Singh Dream Villa, são exibidas as obras de arte dos seus amigos que foram transportadas da cozinha directamente para a Bienal sem convite de participação por parte da curadora. A ligação com o trabalho de Singh (que merece um artigo por si) permanece misteriosa, como também as duas casas-de-banho que se encontram numa “rua sem saída” .

Por seu turno, Monica Sosnowska reflecte sobre o assunto e propõe uma cenografia inquietante, à maneira dela, que determina a nossa visita ao pavilhão e a maneira como as obras vão ser experienciadas, sem deixar o mínimo espaço de liberdade. Usando os truques da arquitectura, ela corta a visão, introduz desconforto, confunde-nos com a violência da sua visão, cobre o exterior da estrutura com um tapete decorativo e deixa claro: uma exposição de arte pode muito bem servir a um regime político duvidoso de qualquer época. A arte pode facilmente ser instrumentalizada e usada para fins indesejáveis. A nossa percepção das obras de arte e consequentemente da realidade é sempre condicionada e não é algo neutro, ao contrário do que se podia pensar... Para não sairmos da exposição a pensar que estamos a viver em democracia, mesmo sendo esta talvez a única aspiração realmente global dos nossos tempos.

Dentro da estrutura situada na “transição para a democracia” encontra-se a obra de Haroon Mirza (Leão de Prata), nada menos inquietante, com o seu pulsar tecno e imagens aceleradas, difíceis de apanhar ou fixar, e a série de fotografias Ex-Offenders at the Scene of Crime de David Goldblatt em que ele revisitou lugares de crime com os assassinos, violadores e outros criminosos do género, uns anos depois, à maneira do melhor documentarista. Sem moralismo ou inventando desculpas baseadas nas condições da vida desfavoráveis dos seus “clientes”, mas deixando claro que a própria sociedade contribuiu para estes crimes acontecerem, o artista entrega antes um raw material para ser investigado. Contudo, a indiferença no olhar deles choca profundamente.

A visita aos pavilhões nacionais, por sua vez, tem sido comparada com o teatro do absurdo. Diria antes que faz lembrar uma feira de curiosidades e não me surpreenderia se em algum pavilhão nacional encontrasse o “elephant man” ou o seu equivalente do século XXI.
Se antigamente se costumava exibir os negros, os anões, as mulheres, os doentes mentais e físicos, aliás, todos aqueles que não correspondiam exactamente aos ideais da época, hoje em dia simplesmente apaga-se tudo que não for “a religião maioritária” ou que não esteja ao seu dispor, enquanto o gosto pelo excesso, sensacionalismo, propaganda, populismo, exibicionismo, choque, e kitsch (uma estética fascista), permanece. É institucionalizado.

Algumas das excepções seguem em baixo:

Second Time Around (Emirados Árabes Unidos): ao contrário de ILLUMInations, esta exposição parte das respectivas posições artísticas, em vez de formar conceitos curatoriais ou fundamentos teóricos à partida, para depois serem ilustrados através das obras. Trata-se de três projectos independentes que formam uma estrutura expositiva coerente a girar em torno das obras dos artistas, segundo o curador Vasif Kortun (Istambul) .
Lateefa bint Maktoum está interessada em transformações do ambiente urbano da cidade onde vive e faz fotografias em grande escala que captam esta metamorfose e mulheres no acto de reflexão sobre as mudanças.
A prática espacial de Reem Al Ghaith redefine a paisagem urbana e as suas instalações que surgem de um contexto local específico podem ser transpostas para um outro contexto sem grande esforço. De facto, as suas instalações remetem para as maquetes de arquitectos, com uma ligeira diferença: vemos prédios literalmente a serem construídos, os prédios inacabados em vez de protótipos polidos que se tornam algo utópico a partir daí, vemos também os prédios demolidos e as ruínas... tudo em grande escala.
Abdullah Al Saadi vive fora do mundo da arte e não liga nada às suas convenções. A sua prática diária de gravação, nomeação ou classificação de espécies vai muito para além dos inquéritos científicos.


Thirty Days Running in the Place (Egipto): estamos de novo na praça Tahrir, no Cairo, no dia 25 de Janeiro de 2011, ou seja, a assistir de perto à revolução egípcia, filmada pelo artista Ahmed Basiony (1978- 2011) com a câmara digital e o telemóvel enquanto milhões de jovens exigiam a mudança... e conseguiram.
As imagens nos múltiplos ecrãs são acompanhadas pelas imagens de uma performance do artista no âmbito dos novos media, antecipando os eventos, que traduzia o movimento do seu corpo através de uso de open source software em diagramas visuais. As imagens abstractas e dinâmicas reflectem a sociedade em questão, e podem ser vistas como um tentativa de mapeamento da informação social. Ahmed Basiony foi morto pela polícia no dia 28 de Janeiro, enquanto se manifestava pela liberdade.

Light and Darkness of Symbols (Sérvia): na altura em que foi apanhado um dos piores criminosos de guerra de sempre, Ratko Mladic, responsável pelo genocídio em Srebrenica, o artista da retrovanguarda (um termo fictício da História da Arte, referindo-se ao grupo de artistas da ex- Jugoslávia), Rasa Todosijevic demonstra mais uma vez como os próprios símbolos podem ser facilmente usados para fins políticos. Ao entrar na sala de exposição somos imediatamente confrontados com uma enorme suástica vermelha virada ao contrário. Só para terem uma ideia. Was ist kunst? O que é arte?

Romanian Cultural Resolution- documentary (Roménia, apresentação não oficial): com o objectivo de criar uma plataforma para a documentação e pesquisa da arte contemporânea romena no contexto internacional, a actividade de Club Electro Putere (um centro de arte independente) é transferida para a Bienal de Veneza. Assuntos a debater: o interesse crescente pela arte da Europa de Leste depois de 1989, o nacionalismo, a História, as posições artísticas actuais, a transição para a democracia, a emancipação, a revolução no mundo árabe, etc.

Scenario (Portugal): Francisco Tropa propõe um cenério que consiste em sete projecções executadas a partir de pequenas esculturas, adoptando a lógica das lanternas mágicas, que projectam as imagens oscilando entre a abstracção, a especulação e a natureza morta (no caso da mosca). Nas palavras do curador Sérgio Mah a obra “ ... remete para a construção de um espaço, para a indicação de um espaço em suspenso, que sugere uma imensa possibilidade...” Não está a acontecer o mesmo no Cairo? Igualmente podia-se dizer que existem paralelismos entre o trabalho de Francisco Tropa e de William Kentridge, se pensarmos por exemplo no Day for Night, onde o artista filmou uma cena muito simples: formigas a movimentarem-se no açúcar espalhado pela mesa, resultando em imagens abstractas a preto e branco, onde o original é trocado pelo negativo numa referência ao cinema e ao seu truque que permite filmar as cenas nocturnas durante o dia.

L’ arte non é cosa nostra (Itália): A arte não é o nosso assunto ou o que acontece quando o primeiro-ministro resolve meter-se na cultura, um assunto que desconhece profundamente, mas tem noção do seu poder ideológico. O pavilhão de Itália é o único pavilhão nacional nesta bienal protegido pela polícia. Polícia com cães, para entendermos melhor. Faz lembrar algo? Pois. É isso mesmo.
O conceito (ou a falta dele) fabricado pelo historiador de arte reaccionário e empresário de TV, Vittorio Sgarbi, refere-se, como sugere o título, à Cosa nostra. Segundo Paolo Pezzino a Máfia é “ ... um tipo de crime organizado não apenas activo em vários campos ilegais, mas também com tendências a exercer funções soberanas - normalmente pertencentes a autoridades públicas - sobre um território específico...” Sugiro a seguinte leitura: a corrupção em vez de “crime organizado” ou “actividade ilegal”, sendo a arte neste caso o “território específico” sobre a qual se exercem “funções de soberania”, o que normalmente cabe ao governo de um estado. A mostra, integrando as pinturas expressionistas e esculturas figurativas de mais de 250(!) artistas italianos, é um bombardeamento feito de imagens banais e compulsivas de sexo, religião e “acto de criação” , capaz de concorrer com qualquer canal de TV sensacionalista. Eis a nova estética fascista.


Bice Curiger sugeriu um discurso baseado no empenhamento, na discussão e na reflexão sobre um determinado momento histórico que assistiu à efervescência sem precedentes na arte, ciência e política europeia, ou um outro anterior a este, que promovia o intercâmbio intelectual e opunha-se à intolerância e abuso por parte do Estado e da Igreja.

A resposta veio subitamente, mesmo que não fosse intencional, do trabalho de Sigmar Polke incluído em ILLUMInations: Polizeischwein ou “porco de polícia” refere-se ao Estado-polícia e aos “porcos” que o governam, mas também à repressão política em geral. Falando nisso, entre os visitantes da Bienal havia também crianças a andar com sacos que diziam “Free Ai Weiwei” .

Esquecendo por um momento que a partilha não era exactamente bidireccional, faz todo o sentido reconsiderar as ideias de uma outra época, quando as culturas se misturavam e se enriqueciam mutuamente através disso, com base no comércio e troca de mercadorias, relações amorosas ou viajantes como Marco Polo, que espalhavam as informações sobre as “cidades invisíveis” pelo mundo fora. Afinal, tal como os símbolos, também as ideias são capazes de migrar e de se integrar nos fluxos globais.


Rosana Sancin