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ESTATÍSTICAS, MUSEUS E SOCIEDADE EM PORTUGAL – PARTE 1: O LONGO PRAZO



LUÍS RAPOSO

2017-01-13




 

Tive ocasião de participar recentemente (24 de Novembro de 2016) no “Encontro dos 50 anos de L’Amour de l’Art: Dívidas, críticas e desafios”, organizado conjuntamente pelo Centro de Investigação e Estudos de Sociologia - Instituto Universitário de Lisboa (CIES-IUL), o Instituto de História da Arte - Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - Universidade Nova de Lisboa (IHA-FCSH/NOVA) e a Direção-Geral do Património Cultural - Ministério da Cultura (DGPC-MC) – entidades que davam àquela jornada um certo carácter institucional, sentido na sua preparação e na amplitude e composição da sua audiência: Quem anda nestas coisas há muito tempo, sabe sentir “os sinais do tempo” – expressão conciliar que os próprios autores do livro evocado usam como começo da obra, publicada um ano depois de concluído o Vaticano II. Felizmente, os rituais de salão não impediram a qualidade notável das intervenções havidas, que abundantemente garantiram o êxito da iniciativa. Mas fizeram-se sentir, claro, na forma asséptica como se evitou desenvolver a pertença, ou mesmo militância, ideológica de Pierre Bourdieu, no seu declarado (e original, porque exterior às correntes político-partidárias estabelecidas ao momento) combate contra a “teodiceia liberal” – esse “mal radical” da “mundialização neoliberal”, que estaria na contingência de dirigir o mundo pela “mão invisível do mercado” (…e como todas estas expressões vieram a ganhar mais sentido no decorrer das décadas).

Tendo em conta a grandeza e intencionalidade de Bourdieu, entendi que a melhor forma de fazer o balanço de meio século passado sobre a obra seminal ali lembrada seria a de ser algo provocatório – o que desde logo deixei expresso no título da apresentação que fiz: “Do latim para o inglês: mudanças, permanências e oportunidades perdidas em meio século, na relação dos museus (de arte) com os seus públicos” (disponível em: https://www.facebook.com/raposo.luis/videos/1135772499874663/).

Retomo aqui alguns dos dados em que se estribou a minha contribuição. De uso, os números sobre visitantes a museus no longo prazo resumem-se à apresentação de valores globais, até porque não existem outros mais analíticos, na maior parte dos casos. É assim com o primeiro dos gráficos apresentados em anexo, com números trabalhados pela PORDATA a partir dos dados do INE: dir-se-ia que existiu no último meio século em Portugal um grande aumento do número de visitantes dos museus. Mas faltaria desde logo saber quantos destes visitantes são portugueses e quantos são estrangeiros. Estes dados não existem. Todavia, uma correção teórica e muito prudente, decorrente da aplicação de fórmula simples que parta das percentagens de turistas em alguns museus de que se conhecem os valores, há 50 anos e agora, permitirá concluir que o crescimento foi muito mais modesto (linha a branco no gráfico). E ainda assim, este crescimento apenas pode ser devidamente avaliado se cotejado com alguns indicadores básicos de desenvolvimento ocorridos no mesmo meio século, como sejam o PIB per capita, a alfabetização ou a frequência do Ensino Superior. É o que se faz num segundo gráfico, permitindo-nos cair na realidade, ou seja, concluir que o crescimento em visitantes dos museus é, no mínimo, altamente desapontador; no máximo, constitui uma catástrofe civilizacional. De toda a evidência, os museus portugueses, por sua culpa ou por culpa das políticas que lhes foram aplicadas, não estiveram à altura do desenvolvimento que o País conheceu nas últimas décadas.

Aprofundando mais o nível de análise, usando para o efeito dos dados sociológicos preliminares disponibilizados por recente inquérito, que foi qualificado pela DGPC como o “primeiro de estudo de públicos em museus nacionais” (!), incidindo sobre catorze dos ditos, de Dezembro de 2014 a Dezembro de 2015 (mas de que os resultados extensivos ainda não são conhecidos), e cotejando-os com os que são fornecidos na obra de Bourdieu e Darbel, obtemos a (quase) surpresa que consta do gráfico que apresentamos no terceiro gráfico: a estrutura de públicos nacionais dos mais fundamentais museus portugueses desta segunda década do século XXI é basicamente equivalente à que os autores franceses citados notavam há meio século nos museus franceses! Ou seja: enorme sobre-representação de segmentos de elevada qualificação escolar e enorme sub-presentação, quase ausência, de públicos com baixas taxas de escolaridade – daqueles que há cinquenta anos não sabiam latim e hoje talvez continuem sem saber inglês. As duas maiores diferenças são ambas penalizadoras para o lado português: 1) a percentagem de população com estudos “pós-secundários” era muito maior em França já há meio século do que a população com estudos superiores em Portugal hoje, sendo que os museus portugueses que servem de base ao inquérito em referência têm mais de 70% de visitantes com frequência de Ensino Superior, para menos de 20% dos mesmos na população em geral; 2) tendo-se reduzido imenso em Portugal o grupo dos “sem escolaridade”, em favor dos que possuem frequência do Ensino Básico, dir-se-ia que poderia aqui haver um ganho para os museus – o que de todo não acontece porque estes representam mais de metade da população portuguesa e apenas menos de 10% dos visitantes dos museus.

Os dados apresentados permitem melhor compreender os termos que usei no resumo da apresentação que fiz no Encontro que tenho vindo a referir: Há cinquenta anos, Bourdieu e Darbel informavam, quase incidentalmente, que quase metade (40%) dos visitantes dos museus de arte possuía algum tipo de estudos de latim. Hoje poderemos sem risco de erro afirmar que talvez o dobro terá conhecimentos de inglês – no que facilmente se conclui que nem antes nem agora ambos representam a realidade social. A verdade é que se algo mudou no campo dos museus de arte neste meio século, foi em sentido provavelmente inverso ao da democratização da cultura através deste tipo de ferramenta. Talvez mudança tenha existido, sim, mas em museus de novas temáticas e geração nova - não nos museus tradicionais. Os dados estatísticos portugueses comprovam-no de forma eloquente e fazem-nos reflectir sobre o cruel fundamento da ironia, quase sarcasmo, dos autores citados quando fazem o retrato de museus centrados em “grupos tradicionais” e “corporações de conservadores” – as de profissão e as de ser.

Claro que, hoje, a classe dos conservadores de museus, ou dos museólogos como se preferem crescentemente chamar (quando não “curadores”), não é o que era há cinquenta anos, em França e em Portugal. Não o é sobretudo nas centenas de museus que foram surgindo em relação directa com comunidades locais. Mas os museus mais tradicionais, entre eles os museus de “belas artes”, máxime quando nacionais, continuam a ser principalmente frequentados por “belas gentes” – e os conservadores de museus com isso convivem bem, remetendo tudo o que fica de fora para o conceito rebarbativo de “não-públicos”. Mantem por isso alguma actualidade, nos ditos museus de "belas artes e belas gentes", a seguinte observação de Bourdieu e Darbel : "Se entre as duas políticas objectivamente possíveis, os conservadores quase sempre escolhem a que objectivamente tende a aumentar o carácter aristocrático do museu e do seu público, sem dúvida que não é porque tenham consciência que a acção directa do conservador não pode, por si só, contribuir decisivamente para a democratização da cultura de que eles são os guardiões; pelo contrário, é muitas vezes em nome de uma representação carismática da relação dos conhecedores com a obra de arte... De facto, a escolha dos conservantes e bem assim a ideologia pela qual eles as justificam fica a dever menos à lógica da deliberação racional do que às condições objectivas que definem a profissão e mais ainda às características sociais que fazem dela uma ilha de tradicionalismo."

Chegados aqui, seria útil perguntar se pode algo ser feito em favor de novas plataformas de democratização dos museus, se não no plano da acção política geral. Se no plano mais restrito das políticas museológicas, podem existir medidas para pelo menos mitigar o elitismo social que continua a prevalecer nos museus de arte, mormente nos nacionais. Tratei disso na intervenção que fiz no Encontro que tenho vindo a referir no presente texto. Voltarei ao assunto no texto seguinte, agora com dados do curto prazo.

 

 

Luís Raposo
Presidente da Aliança Europeia do Conselho Internacional dos Museus (ICOM Europa)