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OPINIÃO


César Schofield Cardoso, Enclosing Sea (from the Rust series), 2017, Intervenção.


César Schofield Cardoso, Hard Water (from the Rust series), 2017, Intervenção.


Djam Neguin, oCORPação, 2017, Performance.


Djam Neguin, oCORPação, 2017, Performance.


Irineu Destourelles, Metathesiophobia - Splitting a Substance and Aleatory Cut-up of an Appropriated Audio Recording of a Text by Descartes, 2011, HD video (still)


Miguel Leal, How to turn dust into gold, 2017, Intervenção.


Nelson Santos, Tchon Cubed, 2017.


Patti Anahory, Volumes [empty] of Memories, 2017 Mixed media.

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A PROPÓSITO DO OBJECTO FOTOGRÁFICO

LUÍSA SANTOS

2009-06-24
O LIVRO COMO MEIO

EMANUEL CAMEIRA

2009-05-31
LA SPÉCIALISATION DE LA SENSIBILITÉ À L’ ÉTAT DE MATIÈRE PREMIÈRE EN SENSIBILITÉ PICTURALE STABILISÉE

ROSANA SANCIN

2009-05-23
RE.ACT FEMINISM_Liubliana

IVO MESQUITA E ANA PAULA COHEN

2009-05-03
RELATÓRIO DA CURADORIA DA 28ª BIENAL DE SÃO PAULO

EMANUEL CAMEIRA

2009-04-15
DE QUE FALAMOS QUANDO FALAMOS DE TEHCHING HSIEH? *

MARTA MESTRE

2009-03-24
ARTE CONTEMPORÂNEA NOS CAMARÕES

MARTA TRAQUINO

2009-03-04
DA CONSTRUÇÃO DO LUGAR PELA ARTE CONTEMPORÂNEA III_A ARTE COMO UM ESTADO DE ENCONTRO

PEDRO DOS REIS

2009-02-18
O “ANO DO BOI” – PREVISÕES E REFLEXÕES NO CONTEXTO ARTÍSTICO

MARTA TRAQUINO

2009-02-02
DA CONSTRUÇÃO DO LUGAR PELA ARTE CONTEMPORÂNEA II_DO ESPAÇO AO LUGAR: FLUXUS

PEDRO PORTUGAL

2009-01-08
PORQUÊ CONSTRUIR NOVAS ESCOLAS DE ARTE?

MARTA TRAQUINO

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DA CONSTRUÇÃO DO LUGAR PELA ARTE CONTEMPORÂNEA I

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PEDRO DOS REIS

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UM LAMPEJO DE LIBERDADE



MARZIA BRUNO

2017-05-31




A exposição “Um Lampejo de Liberdade”, organizada por Marzia Bruno e patente no Campo de Concentração do Tarrafal de 8 de Abril a 6 de Maio deste ano, foi vencedora do Franchise Exhibition Program 2016-17 da apexart (Nova Iorque).

O conceito de exposição “Um Lampejo de Liberdade” é usar o antigo Campo de Concentração do Tarrafal, na Ilha de Santiago (Cabo Verde), como um laboratório para analisar a história do local e questionar as experiências e as realidades que coexistem ali. Seis artistas são convidados a criar intervenções artísticas site-specific que contenham elementos de reflexão, criação, produção e interação com o espaço, com a intenção de tornar tangível a identidade e a memória dos 1.700 hectares de campo fortificado.


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Tarrafal é uma cidade pequena agradavelmente situada no norte da ilha de Santiago, Cabo Verde. É um lugar marcado pela história. Na sua prisão, dois continentes - Europa e África - encontraram-se. Entre 1936 e 1954 abrigou presos políticos portugueses. A Colónia Penal do Tarrafal ficou conhecida como o "Campo da Morte Lenta" justificado pelas péssimas condições climáticas, saúde, alimentação e um regime prisional marcado por um extrema violência. Mais tarde, de 1962 a 1974, sob o novo nome, "Campo de Trabalho de Chão Bom", foi usada para aprisionar líderes das guerras pela independência em Cabo Verde, Angola e Guiné-Bissau. No total foram lá presos mais de 340 antifascistas portugueses e cerca de 230 nacionalistas africanos.

Hoje em dia, as instalações preservam a estrutura arquitetónica das celas onde os prisioneiros eram confinados e as celas de tortura têm as grades originais. Os escassos recursos do país e projetos que ficaram em espera por tempo indeterminado deixaram o espaço no atual estado de abandono parcial. Uma exposição mal concebida deixou afixados cartazes nas paredes de algumas células com narrações pessoais de experiências e pensamentos de ex-prisioneiros. Estas histórias de sobrevivência, os códigos secretos de comunicação, amizade e camaradagem, envolveram aspectos culturais como foi o caso do COMUSA (Conjunto Musical do Sentimento Africano).

Os relatos de histórias pessoais das pessoas e o espaço físico são um legado do colonialismo e pretendem ser um veículo para a reflexão deste projeto curatorial. O nome Tarrafal, por si só, refere-se à Luta e Liberdade, e a exposição irá explorar a visão dos artistas sobre estas questões, articulando o espaço físico com questões contemporâneas de hoje. Relacionando-se com a memória do espaço, quatro artistas serão desafiados a criar obras de “Land Art”, técnica também conhecida como “Earth Art” ou “Earthworks”, na paisagem envolvente, dentro dos limites de prisão.

A exposição oferece várias instalações “site-specific” a ser realizadas no interior das celas, vistas como laboratoriais e de criação, enquanto as paredes exteriores exibirão mapeamentos de projeção digital ("Video Mapping" ou " Projection Mapping"). Ainda, como as celas terão intervenções com base em vários temas, os artistas inspirar-se-ão na génese das celas, como por exemplo o refeitório, enfermaria ou a infame cela "frigideira" (a forma mais atroz de punição perpetrada no Campo).

Em última análise, estas instalações “site-specific”, feitas com materiais locais, os efeitos sonoros e os mapeamentos de projeção irão fornecer a desejada manipulação do espaço. Além disso, serão levadas a cabo iniciativas como música tradicional, dança, contação de histórias e a criação de um espaço para estimular conversas interessantes com ex-prisioneiros.

Notável e lamentavelmente, Cabo Verde não tem um espaço formal para a arte contemporânea. Assim, este projeto pretende ser uma experiência única que incentive a evolução contínua e a inovação nesse sentido. Além disso, foi concebido como uma estratégia para questionar novas criações, olhar para o passado, integrar e melhorar problemas e desafios atuais, e ser um lampejo de novas expressões de liberdade.


Marzia Bruno

Marzia Bruno é italiana e doutoranda na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (UP) enquanto bolseira da FCT. Ela possui o grau de Mestre em Estudos Artísticos - Estudos Museológicos e Curadoriais da Faculdade de Belas Artes, também na UP. Na sua investigação, Marzia Bruno concentra-se em entender a dinâmica da internacionalização da arte contemporânea e os aspectos relevantes das estratégias expositivas. Recorrendo as exposições itinerantes como ponto de partida prático, ela desenvolve uma estrutura alternativa para a análise dos constrangimentos, mecanismos e processos de implementação de exposições de arte contemporânea. Através de uma mudança de configurações e a implementação de uma exposição itinerante cuja peculiaridade é o fato de que há uma ideia que viaja, ao invés de obras de arte, ela planeou, executou e geriu com sucesso uma série de três exposições de arte contemporânea (duas em Portugal e uma em Cabo Verde), e levou a cabo experiências educativas e iniciativas paralelas para os seus visitantes.

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Sobre a apexart

A apexart é um espaço artístico sem fins lucrativos situado na Baixa Manhattan, Nova Iorque. Fundada pelo artista Steven Rand em 1994, foi concebido para oferecer oportunidades aos curadores independentes e artistas emergentes e estabelecidos, bem como para desafiar ideias sobre a arte, a sua prática e curadoria. A apexart realiza esta missão através de exposições, um programa internacional de residência, uma iniciativa de publicação de livros, programas públicos e eventos. Apresentando nove eventos por ano, o programa de exposições de arte da apexart procura colocar novas pessoas no cargo de curador através de três iniciativas diferentes: a série “Curador Convidado” (Invited Curator Series), o “Programa Proposta Espontânea” (Unsolicited Proposal Program) e o “Programa Franquia” (Franchise Program). Todos os anos a apexart apresenta duas exposições organizadas por curadores convidados, três no âmbito do Programa Proposta Espontânea e quatro para o Programa Franquia. Estes dois últimos programas são oportunidades abertas que permitem que qualquer pessoa de qualquer lugar do planeta possa propor uma exposição a ser apresentada pela apexart na sua sede em Tribeca (no caso do Programa Proposta Espontânea), ou noutras partes do mundo (no caso do Programa Franquia). A apexart, até ao momento, já trabalhou com mais de 1.500 artistas de todo o mundo nos seus programas de exposições e de residência.


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Mais informação:

apexart: http://apexart.org/fp2016/results.php
Projeto de investigação de Marzia Bruno: http://www.conceitoitinerante.net/