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OPINIÃO


Pavilhão da Bienal de São Paulo. Edifício de Óscar Niemeyer


Ivo Mesquita e Manoel Pires da Costa


Pavilhão da Bienal de São Paulo

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LUÍSA SANTOS

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OS PRÉMIOS E A ASSINATURA INDEX:

CAROLINA RITO

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LÍGIA AFONSO

2009-08-03
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LUÍSA SANTOS

2009-07-10
A PROPÓSITO DO OBJECTO FOTOGRÁFICO

LUÍSA SANTOS

2009-06-24
O LIVRO COMO MEIO

EMANUEL CAMEIRA

2009-05-31
LA SPÉCIALISATION DE LA SENSIBILITÉ À L’ ÉTAT DE MATIÈRE PREMIÈRE EN SENSIBILITÉ PICTURALE STABILISÉE

ROSANA SANCIN

2009-05-23
RE.ACT FEMINISM_Liubliana

IVO MESQUITA E ANA PAULA COHEN

2009-05-03
RELATÓRIO DA CURADORIA DA 28ª BIENAL DE SÃO PAULO

EMANUEL CAMEIRA

2009-04-15
DE QUE FALAMOS QUANDO FALAMOS DE TEHCHING HSIEH? *

MARTA MESTRE

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PEDRO DOS REIS

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LÍGIA AFONSO

2007-12-24




Ivo Mesquita pede as palavras de Lourival Gomes Machado, director artístico da 1ª Bienal de São Paulo, emprestadas para legitimar a sua polémica opção curatorial: não expor qualquer obra na 28ª edição da mostra internacional. “Em Vivo Contato”, programa de Ivo Mesquita, pretende ser uma espécie de plataforma avaliativa do percurso da própria Bienal, já que, segundo o curador, o evento já atingiu todos os objectivos aos quais se propôs em 1951: “colocar a arte moderna do Brasil, não em simples confronto, mas em vivo contacto com a arte do mundo, ao mesmo tempo que, para São Paulo se buscaria conquistar a posição de centro artístico mundial”. Com a missão considerada cumprida, Mesquita aposta no simbólico esvaziamento do edifício de Óscar Niemeyer (o histórico arquitecto brasileiro que acaba de completar um centenário), como cenário potencial e “fonte geradora” de novas e múltiplas redefinições de sentido. Uma quarentena para curar (ou incubar) a crise endémica da Bienal de São Paulo ou a materialização, em luto, do tão anunciado esgotamento do modelo novecentista?

O ponto de partida do projecto é, dadas as circunstâncias externas (a internacionalização completa da bienal) e internas (uma mediática crise com contornos orçamentais, políticos e jurídicos), a profunda necessidade de auto-reflexão, revisão, actualização e recolocação propositiva e acertiva da bienal de São Paulo na geografia das quase duzentas bienais de arte contemporânea actualmente organizadas no mundo, que seguem, mais ou menos disfarçadamente, o modelo da pioneira Veneza (cuja reconversão em feira permanece em suspenso). Há uma homogenia desinteressante neste processo onde a arte é o produto mercantilizável. Para Mesquita, “os processos de globalização chegaram aos territórios da cultura e as bienais tornaram-se, desde os finais dos anos 80 do século passado, a estratégia mais usada por cidades e suas elites económicas e políticas para ganharem visibilidade na aldeia global” e afirma que as bienais apenas sobrevivem “como agentes de ponta de um mercado ávido por carne fresca e pela última insolência de artistas rebeldes, coladas com fita crepe, mas com potencial de mercadoria sofisticada”. Subvertidas todas as intenções, o que fazer: dar seguimento ou entrar em ruptura? Mesquita fez o mais improvável: optou por ambas.

Acredita, apesar de tudo, na instituição bienal. O discurso com que apresenta o conceito para o seu programa é actual, prudente e defensivo (talvez é a palavra de ordem), mas sobretudo sedutor. Pondera que “talvez, neste momento, todas as bienais careçam de uma pausa para reflexão, de sistematizar conhecimento e experiência, e procurar especificidade, pertinência, uma vez que diante do fluxo incessante da produção de imagens e trabalhos, da diversidade das práticas artísticas, da voracidade da economia que alimenta o circuito, talvez as bienais pudessem ser ainda agentes da internacionalização e do cosmopolitismo, se fundadas nas singularidades do seu lugar de origem, nas demandas imediatas da região em que se inscrevem, no conhecimento e aprofundamento de questões, sintomas, referências que informam a produção de visualidade no mundo contemporâneo”. Da pura invisibilidade (ou invisualidade) do primeiro piso, ao arquivo anamnésico (compilação e disponibilização da informação publicada sobre esta e sobre todas as outras bienais do mundo) a disponibilizar no segundo, ao espaço térreo reconvertido ao seu desenho original como plataforma de encontro (para quem ali procurar outro alguém) e celebração (de algo que, a existir, ainda está por discutir). Este será o lugar de confinamento das únicas soluções artísticas passíveis de ali se apresentarem: concertos, performances, espectáculos multimédia e outras efemeridades listáveis. Serão estas linguagens menos indigestas que as outras? Carecerão de um menor entendimento? Não implicarão, elas também (ou talvez), uma recepção consciente e reflexiva? Não serão elas, afinal, as mais alinhadas com o fluxo e a voracidade a questionar já que se fundamentam, na sua génese, na própria ideia de movimento?

Esta é a bienal possível mascarada com um discurso inteligente. Uma quarentena pela continuidade de uma bienal auto-contaminada. Mesquita aceita trabalhar com o mesmo presidente, Manoel Pires da Costa, que foi acusado de nepotismo, julgado e absolvido pelo Ministério Público, tendo sido posteriormente reeleito. As contas continuam, no entanto, por saldar. Da última bienal, em 2006, comissariada por Lisette Lagnado, remanescem ainda as dívidas relativas aos honorários da co-curadora Rosa Martínez, de transportes, e por publicar as edições previstas (catálogos, actas de conferências e projectos artísticos), mais de um mês após a apresentação do novo projecto. Mesquita aceita desenvolver em dez meses um projecto que era previsível durar dois anos, com os restantes catorze meses inutilizados pelo desenvolvimento do processo de investigação e pelas indecisões administrativas relativas à aprovação das contas da bienal anterior. Aceita apresentar, após declinar (em concordância com todos os outros curadores convidados a um concurso também polémico), um projecto à fundação. Aceita fragmentar a ideia concebida em compromisso com Márcio Doctors, de uma bienal com duas fases distintas: uma primeira, em 2008 em que se discutiria publicamente o evento; e uma segunda, em 2010, em que se efectivariam os resultados do debate numa exposição. Aceita, finalmente, responsabilizar-se, após a demissão do co-redactor da proposta, por dar seguimento a uma ideia fracturada por imposição da Fundação Bienal (que não garantiu a sua exequibilidade financeira, muito embora continue a promover uma bienal não estatutária de Arquitectura). A não existência de obras é uma condição orçamental; a sua transformação em conceito uma contingência necessária; a sua teorização um brilhante exercício acrobático-intelectual.

Para Nelson Aguilar, Ivo Mesquita quer transformar a mostra em “algo virtual, uma second life, substituindo formas por discursos e atualizando de maneira macabra o debate sobre a morte da arte”. Para o curador das 22ª e 23ª Bienal de São Paulo, o programa não substitui “a experiência estética, a visita de críticos de arte, de artistas dos países participantes, dos respectivos curadores, o posicionamento dos brasileiros diante da cena internacional, a frequentação de galerias, ateliês, museus, coleções particulares exercida pelos que vêm conhecer ou restabelecer contato com a segunda Bienal mais conhecida do circuito”. Tadeu Chiarelli, da direcção do Museu de Arte Moderna de São Paulo, diz que a proposta pretende “transformar um colóquio produzido para refletir sobre uma instituição que está falindo a olhos vistos, em um substituto de uma edição de Bienal”. Afirma que a solução passaria antes pelo seu cancelamento e, em seu lugar, ocorreria o colóquio, “prestando atenção para que uma parcela grande do público das bienais seja informada claramente do que está ocorrendo, das razões para que esta Bienal determinada, submetida a um gerenciamento determinado, não ocorreu. Instrumentalizar o colóquio, aliá-lo a um espaço físico vazio para que juntos substituam aquilo que deveria ser a 28ª Bienal seria, no mínimo, um desrespeito ao público e aos artistas”.

Mas Ivo Mesquita é claro: “o meu compromisso, e o do projeto, é com a instituição e o valioso serviço que ela tem prestado à cidade, ao país e à arte contemporânea. Na Bienal, aprendi a história dessa arte e os princípios da minha profissão. É por acreditar que ela, ante uma crise vocacional quase endêmica (…) e que, por ter lastro de trabalho feito e história construída, merece o investimento na busca de novas possibilidades para a instituição”. O curador é um insider da Fundação desde 1969; primeiro como monitor; depois como investigador (realizou um trabalho sobre a Bienal na imprensa brasileira); mais tarde como assessor da presidência e, posteriormente, como responsável pelo arquivo até meados da década de 80. Após um longo interregno, surge agora como o polémico protagonista e solitário viabilizador da bienal de 2008. Serão emocionais as razões que levaram Ivo Mesquita a dar seguimento ao projecto?

Em 1968, durante o governo militar, os artistas brasileiros determinaram o boicote total à Bienal de São Paulo, assim como a quaisquer outras formas de representação nacional. Hoje, após o término das representações, é a própria Fundação que, por gestão danosa juridicamente fundamentada na dificuldade na angariação de fundos, boicota a participação dos artistas. Mas não de todos. Da arte. Mas não de toda. Com uma solução evidentemente plástica. Afinal, o que significa uma radical estetização do edifício de Niemeyer?


Lígia Afonso




FONTES
“Projecto Curatorial 28ª Bienal de São Paulo – Em vivo contato” – Ivo Mesquita, Ana Paula Cohen e Thomas Mulcaire in www.canalcontemporaneo.art.br

“A Void in São Paulo” – Fábio Cypriano in www.frieze.com, 20 Novembro 2007

“Perda irreparável” – Nelson Aguilar in www.canalcontemporaneo.art.br

“Temos que enfrentar o horror ao vazio” – Ivo Mesquita in www.canalcontemporaneo.art.br

“Novo curador quer colocar a Bienal em “quarentena”” - Fabio Cypriano in Folha de São Paulo, 8 de Novembro de 2007

“Em crise, 28ª Bienal não terá exposição” - Fabio Cypriano in Folha de São Paulo, 8 de Novembro de 2007

“Bienal de 2008 promete abrir as portas sem expor obras de artea” - Márcia Abos in Globo Online (www.oglobo.globo.com), 9 de Novembro de 2007

“Não há tempo para Bienal tradicional” - Gustavo Fioratti in Folha de São Paulo, 10 de Novembro de 2007

““Agora a casa está arrumada”, diz presidente” - Gustavo Fioratti in Folha de São Paulo, 10 de Novembro de 2007

“Curadores anteriores criticam proposta” - Fábio Cypriano in Folha de São Paulo, 12 de Novembro de 2007

“Bienal na mira” - Fabio Cypriano in Folha de São Paulo, 12 de Novembro de 2007

“Una bienal de arte sin obras de arte”- Juan Árias / Fietta Jarque in EL PAIS, 13 Novembro 2007

“Bienal de SP: solução ou decadência?” - Suzana Velasco in O Globo – Segundo Caderno, 14 Novembro 2007

“O vazio não deve ser visto como o nada” - Marcio Doctors in Folha de São Paulo, 14 de Novembro de 2007

“O nada como tema para reflexão” - entrevista de Anna Bella Geiger, Gabriel Pérez-Barreiro, Ivo Mesquita, Lia Chaia, Paulo Portella Filho, Tadeu Chiarelli a Camila Molina in O Estado de São Paulo, 26 de Novembro de 2007