Links

PERSPETIVA ATUAL


Usha Seejarim - Keepers of the Commons, 2018, instalação com ferros de engomar e cabides.


Usha Seejarim - Affairs of the Home, 2012, escultura com tábua de passar a ferro e elementos de sinalética.


Usha Seejarim - Hairstyles Heart, 2012, esfregonas.


Usha Seejarim - Squeeze, 2012, escultura com mopas.


Senzeni Marasela – Theodorah comes to Johannesburg, 2003.


Senzeni Marasela – Sarah, Senzeni and Theodorah come to Joburg, 2011, bordado sobre linho.


Twelve Acts of Theodorah in Johannesburg. Act 1 Scene 5.


Twelve Acts of Thedorah in Johannesburg. Act 1 Scene 6.

Outros artigos:

2019-04-03


DONNY CORREIA


2019-02-15


JOANA CONSIGLIERI


2018-11-22


NICOLÁS NARVÁEZ ALQUINTA


2018-10-13


MIRIAN TAVARES


2018-09-11


JULIA FLAMINGO


2018-07-25


RUI MATOSO


2018-06-25


MARIA DE FÁTIMA LAMBERT


2018-05-25


MARIA VLACHOU


2018-04-18


BRUNO CARACOL


2018-03-08


VICTOR PINTO DA FONSECA


2018-01-26


ANA BALONA DE OLIVEIRA


2017-12-18


CONSTANÇA BABO


2017-11-12


HELENA OSÓRIO


2017-10-09


PAULA PINTO


2017-09-05


PAULA PINTO


2017-07-26


NATÁLIA VILARINHO


2017-07-17


ANA RITO


2017-07-11


PEDRO POUSADA


2017-06-30


PEDRO POUSADA


2017-05-31


CONSTANÇA BABO


2017-04-26


MARC LENOT


2017-03-28


ALEXANDRA BALONA


2017-02-10


CONSTANÇA BABO


2017-01-06


CONSTANÇA BABO


2016-12-13


CONSTANÇA BABO


2016-11-08


ADRIANO MIXINGE


2016-10-20


ALBERTO MORENO


2016-10-07


ALBERTO MORENO


2016-08-29


NATÁLIA VILARINHO


2016-06-28


VICTOR PINTO DA FONSECA


2016-05-25


DIOGO DA CRUZ


2016-04-16


NAMALIMBA COELHO


2016-03-17


FILIPE AFONSO


2016-02-15


ANA BARROSO


2016-01-08


TAL R EM CONVERSA COM FABRICE HERGOTT


2015-11-28


MARTA RODRIGUES


2015-10-17


ANA BARROSO


2015-09-17


ALBERTO MORENO


2015-07-21


JOANA BRAGA, JOANA PESTANA E INÊS VEIGA


2015-06-20


PATRÍCIA PRIOR


2015-05-19


JOÃO CARLOS DE ALMEIDA E SILVA


2015-04-13


Natália Vilarinho


2015-03-17


Liz Vahia


2015-02-09


Lara Torres


2015-01-07


JOSÉ RAPOSO


2014-12-09


Sara Castelo Branco


2014-11-11


Natália Vilarinho


2014-10-07


Clara Gomes


2014-08-21


Paula Pinto


2014-07-15


Juliana de Moraes Monteiro


2014-06-13


Catarina Cabral


2014-05-14


Alexandra Balona


2014-04-17


Ana Barroso


2014-03-18


Filipa Coimbra


2014-01-30


JOSÉ MANUEL BÁRTOLO


2013-12-09


SOFIA NUNES


2013-10-18


ISADORA H. PITELLA


2013-09-24


SANDRA VIEIRA JÜRGENS


2013-08-12


ISADORA H. PITELLA


2013-06-27


SOFIA NUNES


2013-06-04


MARIA JOÃO GUERREIRO


2013-05-13


ROSANA SANCIN


2013-04-02


MILENA FÉRNANDEZ


2013-03-12


FERNANDO BRUNO


2013-02-09


ARTECAPITAL


2013-01-02


ZARA SOARES


2012-12-10


ISABEL NOGUEIRA


2012-11-05


ANA SENA


2012-10-08


ZARA SOARES


2012-09-21


ZARA SOARES


2012-09-10


JOÃO LAIA


2012-08-31


ARTECAPITAL


2012-08-24


ARTECAPITAL


2012-08-06


JOÃO LAIA


2012-07-16


ROSANA SANCIN


2012-06-25


VIRGINIA TORRENTE


2012-06-14


A ART BASEL


2012-06-05


dOCUMENTA (13)


2012-04-26


PATRÍCIA ROSAS


2012-03-18


SABRINA MOURA


2012-02-02


ROSANA SANCIN


2012-01-02


PATRÍCIA TRINDADE


2011-11-02


PATRÍCIA ROSAS


2011-10-18


MARIA BEATRIZ MARQUILHAS


2011-09-23


MARIA BEATRIZ MARQUILHAS


2011-07-28


PATRÍCIA ROSAS


2011-06-21


SÍLVIA GUERRA


2011-05-02


CARLOS ALCOBIA


2011-04-13


SÓNIA BORGES


2011-03-21


ARTECAPITAL


2011-03-16


ARTECAPITAL


2011-02-18


MANUEL BORJA-VILLEL


2011-02-01


ARTECAPITAL


2011-01-12


ATLAS - COMO LEVAR O MUNDO ÀS COSTAS?


2010-12-21


BRUNO LEITÃO


2010-11-29


SÍLVIA GUERRA


2010-10-26


SÍLVIA GUERRA


2010-09-30


ANDRÉ NOGUEIRA


2010-09-22


EL CULTURAL


2010-07-28


ROSANA SANCIN


2010-06-20


ART 41 BASEL


2010-05-11


ROSANA SANCIN


2010-04-15


FABIO CYPRIANO - Folha de S.Paulo


2010-03-19


ALEXANDRA BELEZA MOREIRA


2010-03-01


ANTÓNIO PINTO RIBEIRO


2010-02-17


ANTÓNIO PINTO RIBEIRO


2010-01-26


SUSANA MOUZINHO


2009-12-16


ROSANA SANCIN


2009-11-10


PEDRO NEVES MARQUES


2009-10-20


SÍLVIA GUERRA


2009-10-05


PEDRO NEVES MARQUES


2009-09-21


MARTA MESTRE


2009-09-13


LUÍSA SANTOS


2009-08-22


TERESA CASTRO


2009-07-24


PEDRO DOS REIS


2009-06-15


SÍLVIA GUERRA


2009-06-11


SANDRA LOURENÇO


2009-06-10


SÍLVIA GUERRA


2009-05-28


LUÍSA SANTOS


2009-05-04


SÍLVIA GUERRA


2009-04-13


JOSÉ MANUEL BÁRTOLO


2009-03-23


PEDRO DOS REIS


2009-03-03


EMANUEL CAMEIRA


2009-02-13


SÍLVIA GUERRA


2009-01-26


ANA CARDOSO


2009-01-13


ISABEL NOGUEIRA


2008-12-16


MARTA LANÇA


2008-11-25


SÍLVIA GUERRA


2008-11-08


PEDRO DOS REIS


2008-11-01


ANA CARDOSO


2008-10-27


SÍLVIA GUERRA


2008-10-18


SÍLVIA GUERRA


2008-09-30


ARTECAPITAL


2008-09-15


ARTECAPITAL


2008-08-31


ARTECAPITAL


2008-08-11


INÊS MOREIRA


2008-07-25


ANA CARDOSO


2008-07-07


SANDRA LOURENÇO


2008-06-25


IVO MESQUITA


2008-06-09


SÍLVIA GUERRA


2008-06-05


SÍLVIA GUERRA


2008-05-14


FILIPA RAMOS


2008-05-04


PEDRO DOS REIS


2008-04-09


ANA CARDOSO


2008-04-03


ANA CARDOSO


2008-03-12


NUNO LOURENÇO


2008-02-25


ANA CARDOSO


2008-02-12


MIGUEL CAISSOTTI


2008-02-04


DANIELA LABRA


2008-01-07


SÍLVIA GUERRA


2007-12-17


ANA CARDOSO


2007-12-02


NUNO LOURENÇO


2007-11-18


ANA CARDOSO


2007-11-17


SÍLVIA GUERRA


2007-11-14


LÍGIA AFONSO


2007-11-08


SÍLVIA GUERRA


2007-11-02


AIDA CASTRO


2007-10-25


SÍLVIA GUERRA


2007-10-20


SÍLVIA GUERRA


2007-10-01


TERESA CASTRO


2007-09-20


LÍGIA AFONSO


2007-08-30


JOANA BÉRTHOLO


2007-08-21


LÍGIA AFONSO


2007-08-06


CRISTINA CAMPOS


2007-07-15


JOANA LUCAS


2007-07-02


ANTÓNIO PRETO


2007-06-21


ANA CARDOSO


2007-06-12


TERESA CASTRO


2007-06-06


ALICE GEIRINHAS / ISABEL RIBEIRO


2007-05-22


ANA CARDOSO


2007-05-12


AIDA CASTRO


2007-04-24


SÍLVIA GUERRA


2007-04-13


ANA CARDOSO


2007-03-26


INÊS MOREIRA


2007-03-07


ANA CARDOSO


2007-03-01


FILIPA RAMOS


2007-02-21


SANDRA VIEIRA JURGENS


2007-01-28


TERESA CASTRO


2007-01-16


SÍLVIA GUERRA


2006-12-15


CRISTINA CAMPOS


2006-12-07


ANA CARDOSO


2006-12-04


SÍLVIA GUERRA


2006-11-28


SÍLVIA GUERRA


2006-11-13


ARTECAPITAL


2006-11-07


ANA CARDOSO


2006-10-30


SÍLVIA GUERRA


2006-10-29


SÍLVIA GUERRA


2006-10-27


SÍLVIA GUERRA


2006-10-11


ANA CARDOSO


2006-09-25


TERESA CASTRO


2006-09-03


ANTÓNIO PRETO


2006-08-17


JOSÉ BÁRTOLO


2006-07-24


ANTÓNIO PRETO


2006-07-06


MIGUEL CAISSOTTI


2006-06-14


ALICE GEIRINHAS


2006-06-07


JOSÉ ROSEIRA


2006-05-24


INÊS MOREIRA


2006-05-10


AIDA E. DE CASTRO


2006-04-20


JORGE DIAS


2006-04-05


SANDRA VIEIRA JURGENS



SINAIS FEMINISTAS NA ARTE SUL-AFRICANA: SEGREDO, PROTESTO E MEMÓRIA



LAURA CASTRO

2018-12-22




O posicionamento social da mulher, a luta pela igualdade de direitos, a consciência ambiental, o activismo pacifista, o protesto político e a afirmação cultural das práticas artísticas no feminino diluem-se hoje em propostas individuais e grupos de artistas, em acções efémeras e peças duradouras, longe já da procura de definições essencialistas da arte feminista ou da conceptualização própria de momentos pioneiros. Em contexto pós-colonial, o feminismo abriu-se à demonstração da construção social, cultural e, também política do género.

 

Uma conferência sobre arte feminista organizada pela South African Research Chair in South African Art and Visual Culture, da University of Johannesburg, em Novembro, foi a oportunidade para encontrar e ouvir artistas sul-africanas falar sobre a sua obra.

A conferência visava trabalhos feministas icónicos, tendo reunido comunicações oriundas de Portugal, México, Rússia, Estados Unidos da América, Inglaterra e África do Sul, sobre artistas e obras situadas entre os anos 70 e a actualidade. Foi possível testemunhar a familiaridade de artistas com actuação em contextos distantes, mas aproximados pelo espírito do tempo.

Da apresentação de projectos artísticos na primeira pessoa, salientaria duas artistas contemporâneas: Usha Seejarim e Senzeni Marasela, ambas a trabalhar em Joanesburgo, a primeira, descendente de família indiana e residente na cidade, e a segunda residente no Soweto.

Mas, ainda antes de comentar as suas propostas, gostaria de referir uma visita ao reputado centro de criação, edição e distribuição de gravura – o Artist Prof Studio (APS) [1] – que permitiu, através da observação do trabalho de muito jovens artistas, confirmar o que, na obra daquelas já consagradas figuras, se evidencia. No trabalho, ainda embrionário, de monitoras e estudantes do APS (como Heidi Mielke, Precious Mahapa ou Maromena Malakoane), espreitam já sinais que caracterizam uma parte assinalável da arte sul-africana contemporânea que sintetizaria em três eixos:

- Uma arte do segredo envolvida nos processos de esconder, revelar e reconhecer.
- Uma arte de protesto determinada em testemunhar, confrontar e denunciar.
- Uma arte da memória empenhada em documentar, assinalar e lembrar.

Estes três eixos perpetuam-se num ciclo dinâmico de espera e acontecimento, de pausa e acção, de interiorização e comunicação. É neste precário e frágil equilíbrio que nascem e se desenvolvem inúmeros projectos artísticos, sejam aqueles enraizados em episódios de natureza biográfica que abordam o mundo conhecido e os problemas experienciados, sejam aqueles fundados em questões sociais e políticas, numa perspectiva menos biográfica, mas igualmente situada.

Intimismo e exposição pública são, portanto, os agentes transformadores do campo artístico, algo que não pode deixar de recordar o contexto sul-africano pós-apartheid, bem como as actividades da Truth and Reconciliation Commission da segunda metade dos anos 90 e as audições públicas das vítimas e dos carrascos do regime segregacionista.

Usha Seejarim (1974) [2] ocupa dois estúdios, um dos quais na Bag Factory [3], estrutura cultural instalada numa antiga fábrica, numa das zonas que, antes de ser desmembrada pela política de segregação racial, era uma área multicultural onde diferentes comunidades viviam e trabalhavam.

A sua actividade é indissociável de uma leitura de género transversal às dimensões social, racial e de classe. A artista aproveita objectos do quotidiano, instrumentos de trabalho doméstico imediatamente conotáveis com as repetitivas tarefas tradicionalmente e culturalmente cometidas às mulheres. Vassouras e mopas, ferros de engomar e molas de roupa, servem para o fabrico de objectos escultóricos a que atribui, quase invariavelmente, títulos irónicos contaminados pela crítica social e política, e recuperam, igualmente de modo irónico, os formatos modernistas do ready-made e do objet trouvé. Tais referências, inevitáveis no quadro da tradição ocidental, não são incompatíveis – antes pelo contrário – com o questionamento de género e o sentido classista e racial, o que resulta em trabalhos coerentes e unos em que forma e problemática se articulam de modo singular. Plenos de alusões à trajectória modernista, os seus objectos valem pelas interrogações e pela instigação que despertam. Nas séries temáticas que tem desenvolvido, proliferam meios distintos, abertos a uma pluralidade de leituras, em o mesmo tópico é tratado em desenhos, gravuras ou esculturas, mediante uma utilização engenhosa das suas potencialidades plásticas e uma riqueza semântica e metafórica do seu mundo de sugestões.

O caso concreto de utilização de vassouras esclarece a sua abordagem: se a utilização das vassouras gera esculturas e os pelos da vassoura servem para desenhar, também é o objecto vassoura – inevitavelmente usado pela empregada negra – que recorda a figura da bruxa e, ao mesmo tempo, a de uma mulher com poder.

Retrato de uma expectativa gorada, marcada pela incansável repetição, o trabalho de Usha Seejarim sobre o universo feminino é igualmente um retrato da sociedade sul-africana em que os objectos remetem sistematicamente para a raça e/ou a classe. A artista afirma que foi interessante perceber as conotações racistas e classistas dos instrumentos de limpeza, uma vez que a esfregona é conotada com a empregada negra e a mopa com a mulher branca. Inscritos num contexto doméstico e familiar, os objectos que utiliza remetem, finalmente, para o gesto e o seu manuseamento. Talvez por isso, paira sobre a sua obra um desejo performativo que nunca se cumpre, sinal, também, de uma espera.

Diante de cada projecto o espectador evolui da surpresa para um sorriso benevolente e, finalmente, para um reconhecimento amargo do estado de coisas.

A sua iconografia e as incontáveis ressonâncias simbólicas corporizam um trânsito entre estatutos, que é menos o da passagem do estado de objecto vulgar a objecto artístico, do que o das circulações e das exclusões de que a história da África do Sul oferece inúmeros exemplos. A deslocação, o despojamento e o apagamento de comunidades e de identidades, ou a sua reabilitação, e a devolução da sua voz, são a outra face da transformação dos objectos que Usha Seejarim elege.

De Senzeni Marasela (1977) [4], os desenhos, as aguarelas, os bordados e os panos cosidos com tintas e linhas de cor vermelha, alguns de grande formato, evocam tecnologias artesanais femininas e histórias de mulheres africanas anónimas ou tornadas célebres, por vezes, por razões sinistras e comportamentos humilhantes relacionadas com o racismo e o género. Tais meios, com a fotografia e o vídeo, constituem diários de conversas imaginárias, gestos de reparação artística e rituais de expiação.

 

Senzeni Marasela – Waiting for Gebane, 2017, bordado sobre tecido.

 

Nos seus projectos reúne-se, com o seu nome próprio, a Theodorah, nome da sua mãe, e a uma figura raptada no século XIX para ser exposta em Inglaterra como aberração e curiosidade anatómica e tribal, Sarah Baartman que ficaria conhecida como a “Hottentot Venus”.

Noutros projectos assume o nome de Theodorah como seu alter-ego. Depois de Theodorah comes to Johannesburg, projecto de 2003, Waiting, Searching for Gebane, que desenvolve desde 2013 e que deverá terminar em 2019, é um extraordinário projecto que aborda a espera enquanto estado crónico na sociedade sul-africana, a espera que protagonizaram as mulheres separadas dos seus maridos pela procura de trabalho, pela prisão e pelo exílio, a espera de que Winnie Mandela se tornou ícone. Ao encarnar a figura de Theodorah enverga um traje de mulher casada que nunca despe, de que nunca se alheia, transformando a sua vida numa performance perpétua [5]. No início da performance ofereceu todo o seu vestuário e adereços e passou a usar exclusivamente esses vestidos. Trata-se, nomeadamente, de peças usadas por outras mulheres que lhe têm sido enviadas, encontrando-se muito próxima de reunir 150 exemplares, cada um com a sua história, uma história que carrega, exibe e conta uma e outra vez, permanentemente. Assim se expõe, no seu quotidiano, a críticas, incompreensões, paternalismos e exclusões que encara num sentido de resistência e missão. A exposição pública ocorre igualmente na sua conta no Twitter. Os vestidos são cicatrizes de uma condição expectante, reveladas para debater questões da sociedade sul-africana.

De contornos muito diferentes, a prática das duas artistas evidencia a vitalidade da arte sul-africana de sentido feminista e o modo como em tempos pós-coloniais se lida com o segredo, o protesto e a memória.

 

 

 

Laura Castro

 

 


:::

 

Notas

[1] O Artist Prof Studio surgiu em 1991, por iniciativa de uma artista recém-regressada de Boston – Kim Berman que trazia a ideia de um centro de impressão de excelência – e de Nhlanhla Xaba – que contribuiu com um conhecimento invejável do meio e o engajamento comunitário. O centro, que ocupa desde há alguns anos, o espaço de uma antiga estação de autocarros em Newtown, é uma organização apoiada por fundos governamentais e pela National Lotteries Comission, tendo cerca de 50% do seu financiamento assegurado pelas vendas de trabalhos produzidos. Tem uma estrutura de formação (de nível profissional) que acolhe presentemente cerca de 80 alunos que, para lá das actividades dentro de portas, desenvolve acções de rua, de vocação social e comunitária.
[2] http://www.ushaseejarim.com/
[3] A Bag Factory possui uma estrutura de residências artísticas, estúdios, áreas de exposição e venda, dotada de uma comissão de académicos, críticos, historiadores e artistas que reúne periodicamente para analisar e secleccionar as propostas de residência que ali chegam. Uma renda é estabelecida de acordo com o momento da carreira em que o artista se encontra e de acordo com as valências que pode oferecer à estrutura, reconhecida pela sua cultura de colaboração e mentorado informal entre artistas já estabelecidos e artistas emergentes.
[4] http://www.theartofsenzenimarasela.co.za/
[5] Tsumele, E. ‘Senzeni Marasela: In character and in a perpetual state of performance’, Business Day, August 21, 2014.