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ARTE LISBOA 08. Fotografia: Mário Martins


ARTE LISBOA 08. Fotografia: Mário Martins


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ARTE LISBOA 08. Fotografia: Mário Martins


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ARTE LISBOA 08 - SEM TERRAMOTO



SÍLVIA GUERRA

2008-11-25




A minha chegada à ARTE LISBOA deste ano foi mais tardia, dois dias após a sua inauguração, e com um debate para moderar sobre as feiras de arte e a sua actualidade mundial.

As novidades este ano são o aumento dos metros quadrados dedicados aos Project Rooms e Paco Barragán sucede a Isabel Carlos no comissariado de um espaço único horizontal, que faz eco à sua dedicação à pintura expandida. “Painting and other Stories...”, apresentava trabalhos de dez artistas: Rui Macedo, Rodrigo Oliveira, Toño Barreiro, Lidia Benavides, Chus García-Fraile, Sara & André, Fabrizio Matos, Inês Botelho, Ruth Root, Steve Schepens.


Noto que a cenografia de exposição da ARTE LISBOA tem melhorado ano após ano. Fico agradavelmente surpreendida pelo novo espaço do bar, um espaço branco e recolhido com um belo design muito diferente do sombrio café do último ano, que parecia um bar de estação em dias de chuva. Encontro-me com os convidados nesse local e estamos de acordo para trocar ideias sem discursos institucionais. Considerado o número 25, no ranking mundial dos 100 mais poderosos no meio artístico de 2008 (pela revista britânica Art Review), Matthew Slotover aceita o desafio que lhe lanço e discute com Jennifer Flay da FIAC outras realidades artísticas nas feiras de arte. Paco Barragán defende as especificidades das feiras pequenas e descentradas mundialmente juntamente com Magda Danisz da Show Off de Paris. Todos discutem cenários possíveis para os próximos anos em que parece ter desaparecido a famosa “mão invisível” de Adam Smith.


O que mantém vivas as feiras de arte?
As feiras de arte enquanto locais de encontro e de trocas económicas e sociais; espaços de discussão do estado da arte, da sociedade e da economia. Continuo a defender que é também nestas imensas tendas de comércio artístico que encontramos alguns dos sintomas do tempo. Como o século passado nos legou a proliferação de objectos artísticos que irrompem de stand em stand, seja nas ricas feiras de Basileia ou na FIAC de Paris, neste fluxo que percorremos sem itinerário fixo, vendo e perdendo muitas obras, somos capazes de encontrar as marcas do contemporâneo pois “só se pode dizer contemporâneo aquele que não se deixa cegar pelas luzes do seu tempo e consegue vislumbrar nelas a parte de sombra, a sua sombria intimidade... como algo que lhe diz respeito e que não deixa de o interpelar, algo que mais do que qualquer luz, está directamente e singularmente virado para ele. Contemporâneo é aquele que recebe, em pleno rosto, o feixe de trevas que nascem com o seu tempo”. Esta citação de Giorgio Agamben ( em “Qu’ est-ce que le contemporain?”), define o que se procura também na arte contemporânea. E é por vezes no meio da confusão de uma feira e da sua oferta superlativa de obras que encontramos essas trevas. Nem sempre é fácil...


Este ano e consultando as estatísticas com a sempre activa directora da feira, Ivânia Gallo, constatei que houve uma subida do número de visitantes apesar do receio inicial. Falando com galeristas da Módulo, da 111, da Sicart de Barcelona, soube que as vendas se mantiveram apesar do ritmo ter sido mais cauteloso. A palavra de ordem foi: lentamente.


Os coleccionadores espanhóis continuaram a apreciar o programa que lhes foi dedicado e lhes permitiu ver o que se passava pelas instituições artísticas lisboetas. Num fim-de-semana de sol, com um pueril simulacro de terramoto que impedia a circulação nalgumas artérias da cidade, o Parque das Nações foi um destino para muitos visitantes nacionais e estrangeiros. Encontro com grande espanto a cineasta Agnès Vardà na exposição de Isaac Julien no Museu do Chiado, e talvez também se tenha passeado pela feira.


E o que se podia ver na ARTE LISBOA:
Três galerias coreanas, com peças cheias de glitters, que como diria Paco Barragán no livro que apresentou na ARTE LISBOA, “La era de la ferias”, oferecem um “mito de exotismo” aos coleccionadores. A Muvart, associação de artistas moçambicanos, também se encontra representada e como novidade visível pelo cuidado na apresentação do stand esteve a espanhola Heinrich Ehrhardt.


E o que encontro na minha visita?
As obras de Daniel Melim na Galeria Módulo que ressaltam pela técnica utilizada e por uma reinterpretação da iconografia medieval das iluminuras e seus soldados; também o artista Jarbas Lopes representado pela Baginski, que revisita este espaço de iluminura surreal onde frigoríficos navegam pelo espaço da Curimba ou seja do cântico religioso do Brasil. Nestes dois artistas encontramos um pouco destas trevas contemporâneas e note-se que a religião é o tema de exposições e ensaios neste final de 2008.


Depois vejo as novas pinturas, em comunhão americana, de Hugo Canoilas na Quadrado Azul e o navio vermelho de Miguel Palma na Baginski. João Pedro Vale continua a reflectir as questões que eternizam a cultura portuguesa, apresentando “O Encoberto” (2008), uma instalação luminosa com luzinhas de natal.


A feira na sua globalidade esteve melhor do que a do ano anterior e continuando a afirmar o seu território ibérico aumenta o espaço lusófono dos participantes.

Uma feira atlântica que começa a discutir com o resto do mundo.



Sílvia Guerra