Inauguração "Morphogenesis - Placebo Effect and Binary Oppositions" de Natércia Caneira | Imagem: Fabio Salvo


"Morphogenesis - Placebo Effect and Binary Oppositions" de Natércia Caneira | Imagem: Fabio Salvo


"Morphogenesis - Placebo Effect and Binary Oppositions" de Natércia Caneira | Imagem: Fabio Salvo


"Morphogenesis - Placebo Effect and Binary Oppositions" de Natércia Caneira | Imagem: Fabio Salvo


"Morphogenesis - Placebo Effect and Binary Oppositions" de Natércia Caneira | Imagem: Fabio Salvo


"Morphogenesis - Placebo Effect and Binary Oppositions" de Natércia Caneira | Imagem: Fabio Salvo


"Morphogenesis - Placebo Effect and Binary Oppositions" de Natércia Caneira | Imagem: Fabio Salvo


Inauguração "Morphogenesis - Placebo Effect and Binary Oppositions" de Natércia Caneira | Imagem: Fabio Salvo


"Morphogenesis - Placebo Effect and Binary Oppositions" de Natércia Caneira | Imagem: Fabio Salvo


"Morphogenesis - Placebo Effect and Binary Oppositions" de Natércia Caneira | Imagem: Fabio Salvo

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MORPHOGENESIS - Placebo Effect and Binary Oppositions


Natércia Caneira

 


Arte, ciência e razão pós-humana


«A razão formal do corpo animal não consiste tanto na mistura (mixtio) quanto na estrutura (structura) peculiar». Georg-Ernst Stahl, Theoria medica vera (1708)

 

O projecto de instalação «Morphogenesis – The Placebo Effect and Binary Oppositions» da artista Natércia Caneira, baseia-se nos conceitos de «mecanicismo» e de «natureza» que, pelo menos desde o século XVIII, dividem o mundo da ciência (iluminista) do mundo da arte (subjectivista). É composta por dois núcleos que se distribuem por duas salas.
O primeiro núcleo da instalação, onde são expostos componentes de um fruto tropical comestível – a «múcua» do embondeiro –, lembra a natureza como «laboratório» da vida. Com efeito, o fruto tem propriedades comprovadamente benéficas (nutritivas e terapêuticas) para o ser humano quando usado em quantidades normais; no entanto, quando consumido em excesso pode ser maléfico (tóxico) para o organismo, o que acontece aliás com qualquer substância natural, comprometendo a vida humana.
O segundo núcleo lembra o sistema circulatório humano. É constituído por uma máquina bombeadora («coração») ligada a uma rede de tubagens («vasos») onde circula um líquido («sangue»), no qual são injectadas substâncias químicas com propriedades terapêuticas sobre organismos vivos, um dispositivo que desperta óbvias analogias entre a ideia de mecanismo e a de ser vivo, evocando o funcionamento mecânico-orgânico da circulação sanguínea no corpo humano, uma descoberta, feita por William Harvey no século XVII, que está na origem da moderna medicina científica.
Para pensar as dualidades «remédio-veneno» e «qualitativo quantitativo» existentes na natureza, a artista introduz no título da obra a ideia do «efeito placebo», que se baseia na crença (subjectiva) de que uma substância inócua pode ter um efeito terapêutico. Com efeito a eficácia terapêutica de qualquer substância, seja ela qual for (natural ou sintética), não depende apenas das características físico-químicas dos seus componentes, mas também da crença nos seus benefícios, que varia de acordo com a subjectividade individual. Mas com o veneno é diferente: a dose tóxica, embora sendo variável consoante as características biológicas inerentes às particularidades de cada organismo (peso, altura, patologias…), não depende do efeito placebo, ou seja de crenças ou quaisquer outros sentimentos que caracterizam a subjectividade individual. Religando conceptualmente ciência e arte, razão e fé, quantidades e qualidades, Natércia Caneira põe em causa os modos de olhar, pensar e investigar o ser vivo baseados em dicotomias – «natural-artificial», «orgânico-inorgânico», «corpo técnica» – abrindo assim as portas à ideia de uma pós humanidade digital, constituída por seres biotecnológicos, cujas capacidades de interactividade, fluidez, conectividade e outras emergentes associadas à lógica binária (computacional) poderão relegar o ser humano evolutivo tradicional para um plano secundário, de verdadeira obsolescência biológica.

Manuel Valente Alves

 

Natércia Caneira, "Morphogenesis - Placebo Effect and Binary Oppositions" | Fabio Salvo

 

BIOGRAFIA

/// Em 2001 completou o curso Avançado de Artes plásticas no Ar.Co em Lisboa. Após vários cursos temáticos centrados na Arte Conceptual, Minimalismo e Land Art, participou no curso “Desenho da Paisagem Urbana” na Escola do Museu de Belas Artes em Boston (SMFA) e concluio em 2004 o curso “Monumentos enquanto Símbolos Culturais e Emblemas de Poder” na Universidade de Harvard também em Boston, Estados Unidos da América.

Com particular interesse pela relação entre o individuo e o espaço que o rodeia, o seu trabalho tem-se desenrolado em torno das questões do corpo e da paisagem, assim como da importância que a deslocação geográfica tem no desenvolvimento do processo criativo de um artista. Desde 2006, os projectos que realizou estão directamente relacionados com os seus momentos de vivência entre outras culturas, onde explora os limites da sua capacidade de adaptação física e psicológica, resultando posteriormente em trabalhos de instalações site specific, fotografia, desenho, pintura e mais recentemente vido-arte. Ultimamente Natercia Caneira tem vindo a abordar o corpo biológico e as suas limitações, concentrando-se na morfogénese e nos avanços científico-tecnológicos como catalisadores de ideais supra-humanos.

Desde 1999 que participa em exposições colectivas, das quais se destacam o Prémio Celpa, Museu Arpad Szenes / Vieira da Silva, em Lisboa e The Line Show na Galeria Genovese / Sullivan, Boston ambos em 2004. Participou também no Sines Local, Verão de Arte Contemporânea, Centro Cultural Emerico Nunes, em 2007. Em 2008 participou na exposição Alternativa 1, no Pavilhão 28, Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa. Por fim, e já em 2013, esteve na exposição Open House decorrente da Residência Pedra Sina no Funchal, Madeira.
Das exposições individuais evidenciam-se a sua primeira instalação site-specifc nos Estados Unidos, intitulada Limits of Softness, que decorreu em 2004 na Genovese/Sullivan Gallery, em Boston, Fibra de Luz, em 2006 no Museu Nacional do Traje em Lisboa, No Limits em 2007 no Centro Cultural de Odivelas; Détais Du Maroc, no Instituto Camões - Centro Cultural Português em Rabat, Marrocos e em 2009 Skyline Connect, na Fundação D. Luis I - Centro Cultural de Cascais. Em 2010 a instalação Random no Museu Bernardo das Caldas da Rainha, Portugal

 

 

NOTA: A exposição está aberta até sábado, 3 de maio 2014. (ver horários abaixo) 

 

Plataforma Revólver (para a arte contemporânea)
Rua da Boavista 84 1200-068 Lisboa Portugal

Horário // Opening Hours:
Ter/Sáb: 14:00 - 19:00 // Tue/Sat: 2pm -7pm
(última entrada: 18:30 // last entrance: 6:30pm)
Encerrado nos feriados // Closed on public holidays

Como chegar // How to get here:
Autocarro // Bus: 774, 714
Eléctrico // Tram: 25E
Metro // Subway: Cais do Sodré 

Mais informação // For more information: 
http://transboavista-vpf.net/exposicoes
https://www.facebook.com/PlataformaRevolver

E: plataformarevolver@gmail.com

T:+351 213 433 259 | +351 961 106 590 

 


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