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O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 

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PEDRO CASQUEIRO

Missão Fria




FUNDAÇÃO CARMONA E COSTA
Rua Soeiro Pereira Gomes, Lote 1- 6º A e D, Edifício de Espanha (Bairro do Rego)
1600-196 LISBOA

23 JUN - 29 JUL 2017


INAUGURAÇÃO: 23 Junho, 18h30


Pedro Casqueiro
Pintor português nascido em 1959, em Lisboa. Frequentou a Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa. A obra de Casqueiro é difícil de ser classificada como abstrata ou como figurativa. Desde a sua primeira exposição realizada em 1981 que a sua obra denota a capacidade do artista trabalhar cores, matérias, formas e espaço de uma forma abstrata mas atravessada por citações sígnicas criando uma corrente entre a vida e a obra, partindo da subjetividade que garante a universalidade da obra. A sua pintura provoca emoção e sensações imediatamente físicas. Numa primeira fase, a sua pintura possuía uma violência expressiva que foi sendo invadida por uma superfície branca como um véu que cobre de uma forma velada as estruturas subjacentes à composição das suas imagens. Mas ao longo dos anos noventa as suas pinturas vão-se estruturando, atingindo o equilíbrio entre uma pintura "arquitetónica" e elementos mais recuados. A pintura de Pedro Casqueiro parte de uma situação que, segundo a classificação tradicional seguida por Kuspit, é "orgânica" (kandiskiana) evoluindo para uma solução "geométrica" (malevitchiana/mondrianesa). Casqueiro aproxima-se dessa abstração geométrica desde os seus primeiros trabalhos definindo uma malha estruturante que sustenta as suas imagens e fazendo coincidir essa explicitação com exemplos da história da pintura abstrata, como é o caso de Mondrian, em relação ao qual Casqueiro confessa ter uma sensível e intuitiva relação.
A malha estrutura a visão mas é a cor que define as formas. Este desacerto entre o subjacente e o evidente, a diferença de peso específico que as duas componentes (estrutura-forma/cor) apresentam, são os elementos que constroem o seu discurso pictórico.
Em 1997, a pintura de Pedro Casqueiro adquire uma nova dimensão. Surge um luminoso espaço interior onde a dimensão da imagem sugere a ideia de um ecrã que regista um espaço cenográfico, virtual, pleno de possibilidades interativas e cada pintura é, em si mesma, a representação de um espaço para a exposição de obras de arte. Estes trabalhos, sendo pinturas, integram um modelo de visão que parece ser-lhe oposto, o da dinâmica dos jogos de vídeo.
Após 1997, os seus trabalhos prolongam a malha arquitetónica mas reduzindo-a novamente a uma dominante bidimensionalidade. Surge, então, uma abertura de dois novos caminhos: um regresso à palavra escrita na tela e uma vertente figurativa, apesar de mais rara. É a partir deste núcleo de pinturas onde a forma se faz palavra que Casqueiro prossegue a investigação de sinais de representação provenientes do mundo da BD como, por exemplo, fumos, explosões, sinais de movimento, sinais de choque, etc., onde a letra-palavra se faz imagem, articulando os elementos no espaço e a sua descontextualização, num estádio de desvalorização do valor significante da palavra.
[biografia https://www.infopedia.pt/$pedro-casqueiro]