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O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 

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COLECTIVA

INCERTEZA VIVA: UMA EXPOSIÇÃO A PARTIR DA 32ª BIENAL DE SÃO PAULO




MUSEU DE SERRALVES - MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA
Rua D. João de Castro, 210
4150-417 PORTO

30 JUN - 01 OUT 2017


INAUGURAÇÃO: 30 de Junho, 22h



Artistas
Gabriel Abrantes, Jonathas de Andrade, Sonia Andrade, Cecilia Bengolea / Jeremy Deller, Alicia Barney, Lourdes Castro, Öyvind Fahlström, Priscila Fernandes, Carla Filipe, Leon Hirszman, Grada Kilomba, Lais Myrrha, Vídeo nas Aldeias, Bárbara Wagner / Benjamin de Búrca


Depois da bem-sucedida parceria com a Bienal de São Paulo em 2015, o Museu de Serralves apresenta uma nova exposição a partir da mais recente edição da Bienal, com o título “Incerteza viva: Uma exposição a partir da 32ª Bienal de São Paulo”.

A edição de 2016 da Bienal de São Paulo realizou-se entre setembro e dezembro no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, em São Paulo, no Brasil, e reuniu aproximadamente 90 artistas e coletivos, entre eles os portugueses Gabriel Abrantes, Lourdes Castro, Priscila Fernandes, Carla Filipe e Grada Kilomba.

Com projetos de 14 artistas e coletivos, a exposição em Serralves é uma realização da Fundação Bienal de São Paulo em colaboração com o Museu de Serralves. Organizada tendo em vista um entendimento comum sobre a importância das relações entre Brasil e Portugal no plano artístico, a iniciativa procura ampliar o impacto e a abrangência da Bienal e evidencia o compromisso de ambas as instituições com a difusão da arte contemporânea a nível global.

A 32ª Bienal de São Paulo foi comissariada por Jochen Volz, juntamente com os co-curadores Gabi Ngcobo, Júlia Rebouças, Lars Bang Larsen e Sofía Olascoag. Em Serralves, a exposição resulta de um diálogo entre Jochen Volz e o diretor adjunto do Museu de Serralves, João Ribas, e foi reconfigurada de acordo com o contexto único do Parque e do Museu. As obras apresentadas – pinturas e esculturas, vídeos e instalações – condensam os principais conceitos da exposição que se realizou no Brasil, nomeadamente uma reflexão sobre as atuais condições de vida e as estratégias presentes na arte contemporânea para acolher ou habitar a incerteza.

Para a apresentação no Parque de Serralves foram encomendados cinco pavilhões a ateliês de jovens arquitetos do Porto (depA, Diogo Aguiar Studio, Fahr, fala atelier e Ottotto). Estas estruturas, distribuídas por vários locais do Parque, vão apresentar obras de Gabriel Abrantes, Jeremy Deller / Cecilia Bengolea, Priscila Fernandes, Barbara Wagner / Benjamim de Burca e Jonathas de Andrade. Ainda no Parque, Carla Filipe irá apresentar uma obra construída a partir da recolha de plantas comestíveis não-convencionais (PANCS), Alicia Barney mostrará o Vale de Alicia e estará também patente uma obra sonora de Öyvind Fahlström. No Museu, serão mostradas obras de Lais Myrrha, Lourdes Castro, Vídeo nas Aldeias, Leon Hirszman, Grada Kilomba e uma instalação de Sonia Andrade na Galeria Contemporânea.

Esta segunda apresentação da Bienal de São Paulo em Serralves será acompanhada por um catálogo amplamente ilustrado com imagens de todas as obras em exposição. Inclui textos do curador Jochen Volz, da co-curadora Júlia Rebouças e de João Ribas, diretor adjunto e curador sénior do Museu de Serralves. Contém ainda informação detalhada sobre os pavilhões especialmente encomendados para a mostra no Parque de Serralves e entrevistas aos arquitetos conduzidas por João Ribas.


Sobre a Fundação Bienal de São Paulo
Responsável pela segunda Bienal mais antiga no mundo, a Fundação Bienal de São Paulo é uma das mais influentes instituições de arte contemporânea na América Latina. Desde a sua primeira edição, em 1951, foram produzidas 32 Bienais, com a participação de aproximadamente 160 países, 67 mil obras, 14 mil artistas e 9 milhões de visitantes. A instituição abriga ainda um arquivo histórico de arte moderna e contemporânea que é referência na América Latina e recebe pesquisadores de todo o mundo.

A Bienal tem como objetivo aproximar a arte brasileira do público internacional e vice-versa. Ao refletir sobre as tendências mais marcantes no cenário artístico global é considerada, juntamente com a Bienal de Veneza e a Documenta de Kassel, um dos três principais eventos do circuito artístico internacional.