Links

Subscreva agora a ARTECAPITAL - NEWSLETTER quinzenal para saber as últimas exposições, entrevistas e notícias de arte contemporânea.



ARTECAPITAL RECOMENDA


Outras recomendações:

QUASE TUDO O QUE SOU CAPAZ


ÂNGELO DE SOUSA
Museu de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto

A Memória da Mão


Efrain Almeida
MCO Arte Contemporânea, Porto

O Som da Neve - The Sound of Snow


Michael Snow
Culturgest, Lisboa

Esgotaram-se os nomes para as tempestades


Tatiana Macedo
Culturgest (Porto), Porto

Vigilância


Júlia Ventura
Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, Coimbra

A terceira margem e as ruínas circulares


João Seguro
Galeria do Parque de Escultura Contemporânea Almourol, Vila Nova da Barquinha

ÁLVARO LAPA: NO TEMPO TODO


ÁLVARO LAPA
Museu de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto

Orbes


JORGE MARTINS/RITA TABORDA DUARTE
Galeria Ratton, Lisboa

Ver não é tão importante como sentir


MARIA LASSNIG
Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva, Lisboa

Todas as Histórias


Vasco Araújo
Fundação Carmona e Costa, Lisboa

ARQUIVO:

O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 

share |

JOÃO SEGURO

A terceira margem e as ruínas circulares




GALERIA DO PARQUE DE ESCULTURA CONTEMPORÂNEA ALMOUROL
Galeria do Parque - Edifício dos Paços do Concelho
2260-411 VILA NOVA DA BARQUINHA

17 FEV - 27 MAI 2018


INAUGURAÇÃO: 17 Fevereiro, 17h


A terceira margem e as ruínas circulares
de João Seguro



“João Seguro, em 2017, trabalhou algumas semanas nas Residências de Verão em Vila Nova da Barquinha. Deambulando pela vila e margens do rio em busca de objectos inesperados encontrou, no armazém do antigo INGA (Instituto Nacional de Investigação e Garantia Agrícola), o mais fecundo arquivo para realização do seu presente trabalho. A partir dele João Seguro criou um livro, que regista fotograficamente a sua viagem a esse mundo inacessível, e as peças de escultura-instalação que apresenta nesta exposição.
O referido armazém é um local em perda, um lugar de desperdício, desertificado de acção humana e onde os objectos se apresentam sem futuro. A tarefa do artista pode aqui assimilar-se à de uma campanha arqueológica: João Seguro sinaliza e recolhe dados sobre uma realidade (sociedade) desaparecida ou em vias de desaparecimento ou que se pode encenar como tal.
Tudo o que ali existe (carteiras, cadeiras, pranchas de construção civil, soalhos com marcações desportivas, mobiliário escolar, de escritório, desportivo, edições, …) integrou uma actividade social colectiva (ginásios, escolas, feiras, festas, campanhas cívicas, ...) extinta ou que prossegue de outra maneira, com outros materiais e outros objectos. Uma entropia evidente domina o conjunto: numas zonas, os materiais estão bem arrumado, noutras, são simplesmente atirados ao acaso; uns, estão em perfeitas condições de conservação, outros, em degradação acelerada.
Um questionamento económico, sociológico ou cultural interessar-se-ia pela origem e destino destes materiais. João Seguro, não esquece estas dimensões mas, no seu questionamento artístico, interessa-se antes por formas e volumes, materiais e objectos, padrões e texturas. E, através desse interesse, questiona uma realidade escondida do público, que podemos evocar como sendo uma “terceira margem” do real e que se oferece como uma “ruína circular”, no sentido de não ter nem princípio nem fim. Sem esconder as origens e os contextos em que tudo foi produzido, consumido, destruído e abandonado Guiado pelo amor das formas, pelo fascínio dos objectos, pelo (re)conhecimento e citação da história da arte o artista regista recolhe, reorganiza, reproduz, readapta e volta a apresentar-nos alguns desses materiais e objectos. O passado imediato contido naquele depósito arqueológico é-nos devolvido através de objectos dispersos, sem necessidade de integrar uma ficção coerente o que acentua a tarefa melancólica deste inquérito subjectivo.”

João Pinharanda
(João Pinharanda é o curador desta mostra, no âmbito da parceria da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha com a Fundação EDP para a programação artística do Parque de Escultura Contemporânea Almourol: www.barquinhaearte.pt)


:::


João Seguro (n.) 1979, vive e trabalha em Lisboa.
Licenciado em Pintura pela F.B.A.U.L. em 2003, Mestrado em Artes-Plásticas pelo Chelsea College of Art & Design, da University of the Arts London, em Londres em 2004. Em 2005, foi nomeado vencedor do prémio BES Revelação, Banco Espírito Santo / Museu de Serralves, Porto, tendo realizado, em 2004, uma residência artística na Budapest Galéria, em Budapeste, com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa. Entre as exposições em que tem participado, contam-se as exposições individuais Um dia de chuva, Appleton Square, Lisboa, 2013; Um dia não são dias/Once in a blue moon, Sala do Veado, Museu Nacional de História Natural e Ciência, Lisboa, 2013; Sobrecapa/subtexto, Galeria 102-100, Castelo Branco, 2011; O desconhecido desconhecido na Marz-Galeria em 2010; Six degrees of Separation, Marz-Galeria em 2008 Out of the corner of the eye, Empty Cube, Lisboa em 2007, Project Room, Centro de Artes-Visuais, Coimbra em 2005 e 360º Avalanche, Lisboa 20 Arte Contemporânea, Lisboa (2005); e das colectivas O MAR: muitas marés, uma única vaga de descontentamento, BES Arte & Finança; Display: Objects, Buildings and Space, Palácio de Quintela, Lisboa, 2010; Quantos-queres, Marz-galeria em 2010; Uma mesa e três cadeiras, Edifício ETIC, , Lisboa; 11ème Festival International Bandits-Mages, Château d’eau – Chateau d’art, Bourges,Colectiva de Desenho, 102-100 Galeria de Arte, Castelo Branco em 2009; I Can’t go on, I’ll go on , Sala Bebé, Lisboa em 2008, Q&A, Centro Cultural Galego, Lisboa, Objecto: Simulacro, H. J. M., Lisboa; Space Oddity, LX Projects, Lisboa. Interzonas 06, Palácio de Sástago, Zaragoza em 2006, BES Revelação, Casa de Serralves, Porto em 2005.