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O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 


BERNARDO SIMÕES CORREIA

Predador Perdido




A MONTANHA
Rua Lucinda Simões 2


08 NOV - 02 DEZ 2018


Inauguração quinta-feira dia 8 de Novembro às 19h


A Montanha apresenta Predador Perdido, uma exposição de desenhos, esculturas e vídeos de Bernardo Simões Correia.


O predador aventura-se na selva. Está perdido porque não sabe por onde quer ir mas procura alguma coisa. Algo de específico? Tudo? Ele próprio sabe? Seja como for, a sua intuição faz com que esteja sempre pronto. Passa por outros seres, mas serão todos potenciais presas? Quando é que o predador ataca? Sempre que precisar, ou tem escolha? E estes outros seres dizem alguma coisa acer- ca do predador? E o facto de os ver ou os que escolhe (ou não) atacar? Refletem algo sobre o ser do predador? Ao caçar para se alimentar, o predador não estará, fundamentalmente, à procura de si próprio?

Bernardo Simões Correia apresenta n’A Montanha uma série de desenhos, esculturas e vídeos que formam pontos actuais e contíguos do percurso que tem vindo a fazer. Como já identificado em instâncias anteriores, Simões Correia alimenta-se das mais variadas culturas visuais (e não só), às quais faz referência no seu trabalho com um tom de familiar miscigenação, tornando-se ele próprio num predador. Elementos díspares unem-se para criar novas entidades, novos seres, objetos banais ganham relevância, tornam-se modestos e instáveis monumentos a si próprios e revelam o olhar do artista, o qual está sempre ligado e atento, como um predador a deambular pela selva. Sempre pronto para qualquer oportunidade, qualquer ruído, qualquer movimento rápido que lhe passa na peri- feria da visão, qualquer sinal. Sinal de que ele e o mundo existem, e que se observam reciprocamente.

A selva parece estar à mercê deste artista predador, mas na realidade ele não pode existir sem ela. Ele depende dela, integra-a, faz parte do ecossistema. Poder-se-á dizer que esta natureza de artista enquanto predador reflete a fé de Simões Correia, em termos da atenção e do interesse dados ao mundo, “comer” tudo, absorvendo e integrando o mundo que o rodeia, adorando com o corpo.

O artista predador entrega-se à sua fé e ao mundo, sem projeções para o futuro, e portanto está perdido. As projeções são feitas através das obras, mas, além desta multiplicidade de referências e desta fluidez, as obras projetam mais alguma coisa? Talvez que entre os variados eus haja uma certa selvageria, e que, por isso ou pela sua fé, o artista predador nunca tem medo.


http://www.bernardosimoescorreia.com


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Bernardo Simões Correia (1980), vive e trabalha em Lisboa.
Licenciado em De-sign Gráfico pelo IADE. Trabalhou como designer em publicidade e em 2007 iniciou-se como freelancer e a desenvolver projectos próprios com base em fotografia. Em 2008 iniciou o Projecto Individual em Artes Plásticas na escola AR.CO. Em 2017 foi um dos seleccionados do prémio Novos Artistas Fundação EDP.