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O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 


NUNO DA LUZ

Poetry as an echological survival




GALERIA VERA CORTÊS
Rua João Saraiva 16, 1º
1700-250 LISBOA

21 JUN - 29 JUN 2019


A inauguração terá lugar dia 21 de Junho, solstício de Verão. As portas abrem logo após o ocaso do sol às 21h33. Assim que a noite cair às 22h13, terá início uma imersão sonora para 2 gongos suspensos, para celebrar a passagem do dia mais longo e dar lugar à noite mais curta do ano.


«Poetry as an echological survival» é uma citação retirada verbatim et literatim do texto «Nota solta sobre o possível “valor” das obras de arte, para o futuro», do artista e escritor Álvaro Lapa (incluída em Raso como o chão, 1977) que, por sua vez, cita – deturpando ligeiramente – o título do ensaio «Poetry and the Primitive: Notes on Poetry as an Ecological Survival Technique», do poeta e ambientalista norte-americano Gary Snyder (incluído em Earth House Hold, 1969).

O *h* extra, inserido no «ecological» original, contrai e alarga simultaneamente «eco-» (do grego oikos, «casa») e «eco» (do grego ēchos, «som»), num desvio poético no qual «casa» e «som» perfazem um mesmo movimento dúplice, entrosados por um *h* mudo. Esta dupla acepção de ecologia e ecoar como *uma e a mesma coisa* possibilita-nos repensar certos fenómenos acústicos, como reverberação e ressonância, enquanto processos ambientais e sociais, intimamente relacionados e constituíndo-se mutuamente.
Permite-nos entender os nossos modos de escuta – como localizamos, sentimos e somos afectados por vibrações sonoras – enquanto «geografias perceptivas» (cfr. o uso paralelo deste termo na Maryanne Amacher, «Composting Perceptual Geographies»).

Patente durante apenas uma semana, esta é uma exposição-como-evento: um momento especulativo sobre como este movimento dúplice pode ser uma ferramenta operativa para nos situarmos – e à nossa envolvente – em relações de reciprocidade e cooperação mútuas. O espaço circunscrito da galeria reverbera de acordo com frequências extremamente próximas ou distantes: as marés estimadas para o Porto de Lisboa; a agitação marítima ao largo da Nazaré; ou a cartografia do ruído do corredor de aproximação ao Aeroporto de Lisboa, que envolve o bairro de Alvalade onde se situa a galeria – com um trânsito actual de 2 minutos entre descolagens e aterragens.