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ARQUIVO:

O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 


MICHAEL BIBERSTEIN

pressentir a paisagem. caminho atento para construir chão




MUSEU MUNICIPAL DE FARO
Praça Dom Afonso III 14
8000-149

11 JAN - 23 FEV 2020


Inauguração: 11 de Janeiro, às 18h00, no Museu Municipal de Faro

Michael Biberstein: pressentir a paisagem. caminho atento para construir chão, no Museu Municipal de Faro, integrando o ciclo de arte contemporânea Preces para afugentar tempestades, insectos malignos, etc., parte de uma parceria entre a Artadentro e a Appleton– Associação Cultural, pretendendo constituir-se como a proposta de um olhar integrador lançado à obra deste artista suíço-americano intimamente ligado a Portugal, onde viveu mais de três décadas e onde nos deixou prematuramente em 2013.

No espaço museológico – anteriormente votado ao culto religioso – apresentar-se-ão pinturas, desenhos, esculturas e objectos, organizados de forma não cronológica e circulando de modo não privilegiado entre os diferentes períodos de trabalho do artista: o conceptualismo analítico, fortemente marcado por uma investigação sobre os processos linguísticos e espaciais, ou a produção de génese paisagística pela qual, de resto, Michael Biberstein é amplamente reconhecido.

Perspectiva-se a possibilidade de experienciar o projecto artístico de Michael Biberstein como um todo orgânico, fruto de uma mundividência particular que toma a paisagem na sua condição de encontro potencial de uma qualquer radicalidade que subjaz ao indivíduo, ao mundo e à vida. Esse movimento rumo à paisagem, que se pressente em diferentes intensidades em todo o seu trabalho, é também ele o movimento de um outro pressentimento: aquele que construiu um caminho, de demora e atenção, e que definiu o lugar estético, mas sobretudo ético, do artista. Esse lugar, que Michael Biberstein procurou desenhar com a sua poética, é agora o ponto de partida para que, na exposição, possamos também desenhar o nosso. Um lugar marcado não só por uma afecção espiritual ou uma fissura ontológica, mas que possa ser, também e por isso, um lugar político. Posição daquele que, ao fazer o seu próprio percurso, sente o chão e olha o horizonte.

David Revés