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ARQUIVO:

O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 


PEDRO LAGOA

ARQUIVO DE DESTRUIÇÃO




CULTURGEST
Edifício Sede da Caixa Geral de Depósitos, Rua Arco do Cego
1000-300 LISBOA

18 JUN - 18 JUL 2020


Lançamento do site e exibição do vídeo: 18 Junho

QUI 11:00 (lançamento site)
QUI 22:00 (exibição vídeo)


Vídeo em streaming no YouTube da Culturgest: https://www.youtube.com/c/Culturgestcgd
(disponível apenas até às 23:59 de 18 JUN)



O primeiro projeto que a Culturgest apresenta com curadoria de Bruno Marchand - novo programador de artes visuais - é "arquivo de destruição: Departamento de IEC", do artista Pedro Lagoa, esta quinta, 18 de junho, em dois momentos: às 11:00, é lançada a página www.arquivodedestruicao.culturgest.pt, e às 22:00, é exibido o vídeo "a cut through the archive of destruction", em streaming, no YouTube da Culturgest (disponível apenas até às 23:59 do mesmo dia).



arquivo de destruição: Departamento de IEC
de Pedro Lagoa


O novo projeto "arquivo de destruição: Departamento de IEC" - uma encomenda da Culturgest ao artista - é o lado virtual em formato website da obra arquivo de destruição que Pedro Lagoa tem vindo a desenvolver desde 2007, ano em que foi apresentado, pela primeira vez ao público, numa instalação, em Londres.

Como o título indica, o arquivo de destruição é um repositório de textos, imagens, filmes ou sons, de natureza documental e ficcional, que sinalizam gestos de destruição na forma física, ideológica ou simbólica, com conteúdos da autoria de Walter Benjamin, Le Corbusier, François Reisz, Stephen Hawking, Henry Adams, Giorgio Agamben, Georges Bataille, Pierre Bourdieu, João Vasco Paiva, Mike Leigh, entre outros.

Pedro Lagoa continua a trabalhar na pesquisa de conteúdos e o site será atualizado com novos conteúdos todas as semanas, um convite a visitas regulares por parte do público, que pode viajar livremente e ao seu gosto não havendo uma ordem definida de consulta.

Funcionando como um anti-monumento, esta obra não celebra nem glorifica a destruição: ela dá corpo ao singelo paradoxo que é guardar, para memória futura, uma coleção de atos que procuraram instituir apagamentos, ruínas ou aniquilações.

Estrutura sem morada fixa, o arquivo de destruição é dedicado à recolha de documentos referentes a ações e ideias que representam uma negação da sua função básica: a preservação da memória.

O tópico da destruição presta-se a questões éticas particularmente sensíveis. O arquivo lida com esta inevitabilidade da única forma possível: trabalhando o volume crescente de existências que o integram de modo a que entre elas se construa um campo isento do mais ínfimo sinal de moralismo. Isso implica, por um lado, protegê-las de tudo o que lhes possa aplicar um juízo ou atribuir-lhes um valor e, por outro, consagrar-lhes condições de apresentação que possibilitem que, no intervalo entre elas, se abra espaço para a subjetividade do espectador – o mesmo espaço de liberdade e extrapolação onde se funda o verdadeiro sentido desta obra.

Será apresentado ainda o vídeo a cut through the archive of destruction, de Pedro Lagoa, que faz parte do Serviço Educativo do arquivo de destruição, e consiste numa colagem e edição de diversos materiais – imagens, textos, sons – que fazem parte da coleção do arquivo. Através de linhas associativas subjetivas, efetua um corte – no sentido geológico do termo – através de algumas das principais ideias contidas no arquivo. O vídeo tem sido apresentado em conjunto com instalações do arquivo de destruição e, da mesma forma que o arquivo, tem-se desenvolvido num processo de contínua mudança e re-edição, nunca tendo a mesma versão do vídeo sido apresentada mais do que uma vez.

Este projeto é comissionado pela Culturgest e faz parte de um conjunto de iniciativas que procuram responder ao contexto imposto pela COVID-19. A pandemia trouxe-nos uma imagem de destruição bastante distinta daquela a que nos habituámos. Esta não é uma destruição espetacular nem parece acontecer em tempo real. À semelhança do agente que a provoca, a destruição da COVID-19 é invisível e sorrateira: instala-se sem dar sinal e os seus danos são diferidos.

Ao mesmo tempo, as medidas de controle desta pandemia parecem ameaçar, elas mesmas, destruir disposições e valores que dávamos por garantidos. O mundo sairá da pandemia necessariamente diferente de quando entrou. Lidar com essa diferença e construir sobre os seus escombros será uma tarefa tão mais lúcida quanto mais clara se nos afigurarem a mecânica e a ambivalência da destruição.

A primeira apresentação pública do arquivo de destruição teve lugar em 2007, em Londres, foi sendo desenvolvido, e conta, atualmente, com vários departamentos e secções, um serviço educativo e um selo editorial. Entre materializações esporádicas e manifestações efémeras, encontram-se locais como: Gasworks, Londres (2014); Museu de Serralves, Porto (2014); Galeria Boavista, Lisboa (2012); Nam June Paik Art Centre, Gyeonggi-do (2010); Städel Museum, Frankfurt (2008); Formcontent, Londres (2007).



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Pedro Lagoa é um artista visual cujo trabalho tem sido desenvolvido maioritariamente em torno de conceitos de destruição. Explorando o potencial que o ato destrutivo contém de constituir-se como expressão de recusa e ferramenta crítica transversal a temporalidades diversas, a sua prática compreende uma diversidade de media, apresentando-se frequentemente sob a forma de instalação, publicação ou vídeo.