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Earthkeeping/Earthshaking - arte, feminismos e ecologia


COLECTIVA
Galeria Quadrum, Lisboa

ARQUIVO:

O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 


COLECTIVA

Earthkeeping/Earthshaking - arte, feminismos e ecologia




GALERIA QUADRUM
Rua Alberto Oliveira nº 52, Palácio dos Coruchéus
1700-019 LISBOA

25 JUL - 04 OUT 2020


INAUGURAÇÃO: 25 de Julho, 14h30-19h



Earthkeeping/Earthshaking - arte, feminismos e ecologia

Curadoria: Giulia Lamoni e Vanessa Badagliacca


Artistas: Alexandra do Carmo, Alicia Barney, Ana Mendieta, Bonnie Ora Sherk, Cecilia Vicuña, Clara Menéres, Emilia Nadal, Faith Wilding, Gabriela Albergaria, Gioconda Belli, Graça Pereira Coutinho, Irene Buarque, Laura Grisi, Lourdes Castro, Maren Hassinger, Maria José Oliveira, Mónica de Miranda, Rui Horta Pereira, Teresinha Soares, Uriel Orlow





A Galeria Quadrum inaugura no dia 25 de julho a exposição intitulada "Earthkeeping/Earthshaking - arte, feminismos e ecologia", com curadoria de Giulia Lamoni e Vanessa Badagliacca.

A exposição reúne obras de artistas como Alexandra do Carmo, Alicia Barney, Ana Mendieta, Bonnie Ora Sherk, Cecilia Vicuña, Clara Menéres, Emilia Nadal, Faith Wilding, Gabriela Albergaria, Gioconda Belli, Graça Pereira Coutinho, Irene Buarque, Laura Grisi, Lourdes Castro, Maren Hassinger, Maria José Oliveira, Mónica de Miranda, Rui Horta Pereira, Teresinha Soares, Uriel Orlow.

Em 1981, a revista de arte feminista norte-americana Heresies dedicou a sua 13.ª edição à exploração das relações entre feminismo e ecologia. Intitulada “Earthkeeping / Earthshaking”, esta edição contou com a contribuição de autoras de várias nacionalidades, entre elas a crítica de arte Lucy Lippard, as artistas Ana Mendieta, Faith Wilding, Bonnie Ora Sherk, Cecilia Vicuña, e a escritora Gioconda Belli.

A partir da pergunta “O que é que as mulheres podem fazer acerca da direção desastrosa que o mundo está a tomar?”, Heresies #13 pretendia questionar as relações entre feminismos e ecologia através de múltiplas perspectivas, desde a necessidade da teoria feminista “integrar a vida social, a história e os ambientes naturais” até à resistência à exploração capitalista dos recursos dos países do então chamado “Terceiro Mundo” e à preocupação com o crescente militarismo da administração norte-americana.

Tomando Heresies #13 como ponto de partida e como arquivo histórico e político capaz de estimular uma reflexão fértil acerca da triangulação entre arte, ecologia e feminismos, a exposição “Earthkeeping /Earthshaking - arte, feminismos e ecologia” pretende afirmar o papel pioneiro desempenhado por numerosas artistas neste âmbito específico e, ao mesmo tempo, problematizar a operacionalidade do seu contributo no presente. Assim, a exposição reúne um conjunto de obras e de material documental de artistas que – através da articulação de olhares e práticas bastante heterogéneos – questionaram, nos anos 70 e início dos anos 80, a relação do indivíduo ou colectividade com o ambiente natural, as dicotomias entre natureza e cultura, a associação tradicional do feminino com as forças da natureza, as relações complexas entre capitalismo avançado, histórias coloniais e destruição do ambiente.

Algumas das artistas cujo trabalho é aqui apresentado contribuíram de forma diversa para Heresies #13, outras foram selecionadas por causa do diálogo desafiante que a sua prática desta época tece com as questões abordadas. Com obras produzidas especificamente para a exposição, participam também alguns artistas de gerações mais novas, e residentes em Lisboa, cujo trabalho mostra uma preocupação específica com esta temática no presente. Além de traçar linhas genealógicas significativas, o cruzamento entre perspectivas desenvolvidas nos anos 70 e 80 e na actualidade tem o objectivo de inscrever as problemáticas exploradas numa contemporaneidade situada e reivindicar a urgência da sua discussão no contexto português.

A exposição tem o apoio do Istituto Italiano di Cultura – Lisbona, da FLAD – Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento e da Pro Helvetia.

Horário: terça a domingo, das 14h30 às 19h até 04 de outubro.