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O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 


CLÁUDIO GARRUDO

Sarkis




GALERIA DAS SALGADEIRAS (ATALAIA)
Rua da Atalaia nº 12 a 16 Bairro Alto


30 NOV - 22 JAN 2022


INAUGURAÇÃO: 30 de Novembro, na Galeria das Salgadeiras



«SARKIS» — CLÁUDIO GARRUDO
De 30 de Novembro de 2021 a 22 de Janeiro de 2022
Qua - Sáb 15h/20h, Galeria das Salgadeiras


Ao longo do seu percurso artístico, Cláudio Garrudo tem vindo a explorar o cruzamento da Fotografia com diferentes territórios como a Pintura e a Literatura, de onde se poderia destacar a série “Trinus”, na qual Miguel Torga e Gonçalo M. Tavares se cruzam com um oceano pictórico, ou essa “realidade para sempre reduzida ao seu enigma” que o Professor Eduardo Lourenço manifesta a propósito da série “Quintetos”. Em “Sarkis” estas e outras artes são convocadas, não como um epitáfio, antes pelo contrário, como uma homenagem aos criadores e aos agentes das diferentes áreas da criação, numa clara reflexão sobre a importância da Cultura e da Arte.

Cinema, Literatura, Artes Plásticas e Música numa exposição que formalmente tem a imagem fotográfica como fio que nos conduz pelo discurso expositivo.
Inerente a esta sua mais recente exposição, encontra-se outro dos grandes temas sobre o qual Cláudio Garrudo se tem debruçado: o tempo. Refere José Manual dos Santos, sobre a “Luz Cega”: “[Cláudio Garrudo] Gosta de encontrar o kairos (tempo qualitativo) do khronos (tempo quantitativo)”. Desta feita o tempo torna-se naquele véu diáfano através do qual outros objectos de revelam, da sua passagem da sua patine, dos versos tornados frentes, e destas transformados em reversos.
No início do seu texto sobre “Sarkis”, diz Manuel João Vieira: “Imagens, discursos, sons, processos, épocas. Gravadas pelo Tempo, gerador e triturador de imagens, peças de engrenagens da máquina da Vida. Ou digamos ramos secos ou viçosos da árvore da Morte.
Ecos de ecos e portas que dão para outras portas.
A fotografia é límpida, nítida, precisa, virgem, bidimensional, de superfície lisa e regular e capta o objecto que é o seu contrário.
A arte capta também o duplo, o outro que há em nós, um outro que simula e projecta pela primeira vez as suas impressões no seu jogo.”


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Cláudio Garrudo (Lisboa, 1976)
Fotógrafo, produtor cultural e editor, actividades a que se dedica de alma e coração.
Já expôs individualmente em Portugal, Espanha, República Checa, Eslováquia e Roménia, participou em feiras de
arte em Lisboa, Miami, Nova Iorque e Madrid, ganhou o primeiro prémio da VII edição da Bienal de Coruche e
editou diversos livros de fotografia.
Organizador do Bairro das Artes e do Mapa das Artes, membro da direção da associação Isto não é um
cachimbo e diretor editorial da Série Ph. da Imprensa Nacional.
O seu trabalho artístico assenta no cruzamento de diferentes territórios como a pintura e a literatura, sendo,
neste contexto, de destacar as séries “Quintetos” com texto de Eduardo Lourenço, “Os Senhores do Bairro”
com Gonçalo M. Tavares e “Trindade” para a Mensagem de Fernando Pessoa.