COLECTIVANotas Sobre a Melodia das CoisasMUSEU ARPAD SZENES - VIEIRA DA SILVA Praça das Amoreiras, 56 1250-020 LISBOA 17 JUL - 28 SET 2025 INAUGURAÇÃO: 17 de julho, 22h, no Museu Arpad Szenes – Vieira da Silva Notas Sobre a Melodia das Coisas Ciclo 331 Amoreiras em Metamorfose - 4º CapÃtulo Curadoria: Nuno Faria ARTISTAS Vieira da Silva, Arpad Szenes, Ana Hatherly, Ângelo de Sousa, António Costa Pinheiro, Bela Silva, Belén Uriel, Bruno Pacheco, Carlos Botelho, Eduardo Batarda, Eugénia Mussa, Fernando Marques Penteado, Frida Baranek, Gilvan Samico, Ilda David’, Jorge Martins, José Escada, Louis-Cyprien Rials, Manon Harrois, Manuel Cargaleiro, Maria Capelo, Mário Cesariny, Mark Tobey, Mumtazz, René Bertholo, Vera Mota e Wells Chandler. O Museu Arpad Szenes – Vieira da Silva, em Lisboa, inaugura Notas Sobre a Melodia das Coisas, o quarto capÃtulo do projeto expositivo 331 Amoreiras em Metamorfose. Concebida por Nuno Faria, esta exposição assinala dois momentos marcantes: a celebração do 30.º aniversário da abertura do museu e o inÃcio da sua direção artÃstica à frente da instituição. Em exibição entre 17 de julho e 28 de setembro, Notas Sobre a Melodia das Coisas apresenta-se como um ensaio visual e sensÃvel sobre a demora, a quietude e o silêncio. Integrado no ciclo 331 Amoreiras em Metamorfose, este novo capÃtulo prolonga a reflexão sobre a transformação e a permanência, propondo uma leitura poética do espaço museológico como lugar de escuta, contemplação e metamorfose. ::: CapÃtulo IV — Notas Sobre a Melodia das Coisas Pedido de empréstimo a Rainer Maria Rilke, o poeta sublime, o mote deste quarto capÃtulo de 331 Amoreiras em Metamorfose detém-se sobre o processo de composição pictórica e põe acento no fascÃnio que a vida silenciosa dos objectos sempre suscitou nos poetas e nos pintores. Para além de dar a descobrir, ou a redescobrir, um conjunto de obras de Vieira e Arpad menos vistas ou conhecidas — ensaios sobre o tema da natureza- morta, experiências cromáticas ou composições de espaços interiores, por exemplo —, a exposição integra trabalhos de artistas próximos do casal como Manuel Cargaleiro, Jorge Martins, Carlos Botelho, Costa Pinheiro e René Bertholo. Integra, ainda, um conjunto de pinturas de Bruno Pacheco, também sobre histórias de metamorfoses narradas por OvÃdio, assim como pinturas de Eugénia Mussa e peças em cerâmica de Bela Silva. Poesia, pintura e musicalidade — o som que paira sobre as coisas — estão, desde muito cedo, inextricavelmente ligadas. O espÃrito de Orfeu — o poeta dos poetas, evocado em culto até aos nossos dias por tantos outros poetas, nomeadamente por Rilke —, “o vate da Trácia†que, como narra OvÃdio “conduzia, com tais canções, enfeitiçados, os bosques, as mentes dos animais e pedras que o seguiam†— continua a pairar sobre uma exposição que se declina em modo oral e que pede ao visitante que se entregue a um exercÃcio de escuta interior. |















