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O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 


COLECTIVA

Mandei-o matar porque não havia razão




ESPAÇO AVENIDA 211
Avenida da Liberdade, 211, 1º Dto
LISBOA

17 JUN - 19 JUN 2011


Abertura: 17, 18 e 19 Junho de 2011, das 19 às 22h


Artistas:
Ana Pissarra
Cristina D’Eça Leal
Flávia Vieira
Lara Portela
Nuno Mendonça
PIDE
Rachel Korman
Tiago Mestre

Curadoria: Emília Tavares



PRESS RELEASE


A exposição “Mandei-o matar poque não havia razão” apresenta 10 trabalhos de 8 artistas, a partir da reflexão sobre o tema da (In) Tolerância, na sequência dum projecto inicial site specific na Torre do Tombo, em Março de 2011.

A (In)Tolerância é um espaço comportamental, moral, político, cultural e social de fronteira, a cuja vivência subjaz uma tensão latente, que assistem a todos os territórios de fronteira. O título da exposição e da publicação a ela associada, evoca a obra teatral de Albert Camus, Calígula, personagem marcada pelo universo do absurdo total, que representa uma filosofia auto-crítica regida pela ideia de que “somos todos culpados”, do direito e a liberdade de pensar o mal, de experimentar todas as mais intensas e fracturantes contradições da existência humana.

A (In)Tolerância está presente do público ao privado, em todos os confrontos, em todas as pacificações, nos regimes políticos de ontem, nos do presente. A sua dinâmica é a das contradições, dos juízos morais, do exercício da opressão e da libertação dos mesmos, duelo permanente entre o certo e o errado, sabendo que todo um mundo de incongruências, veleidades, erros e tentativas se instala na sua definição e prática quotidiana.

As obras apresentadas nesta exposição condensam, no seu próprio processo criativo, a tensão e confronto inerentes ao conceito de (In)Tolerância, o que resulta numa multiplicidade de abordagens que vão desde o público ao universo intimista, do social, político e histórico ao sexual, do real ao imaginário, expondo a maleabilidade do conceito e os métodos da sua representação.

(Emília Tavares)