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David Etxeberria, "Waking Around v.03", 2007. Vídeo, 2´55´´

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ARQUIVO:

O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 


DAVID ETXEBERRIA

Walking Around








15 NOV - 20 NOV 2007


Inauguração: 15 de Novembro (Quinta-feira), 21h


PRESS RELEASE

CICLO DE EXPOSIÇÕES 2 X 8

O Centro de Artes das Caldas da Rainha tem vindo a apresentar o Ciclo de Exposições 2 x 8, onde serão apresentados trabalhos de Pintura, Instalação, Fotografia, Vídeo-Arte e Escultura, de diferentes autores.

Este ciclo expositivo que iniciou com a Artista Plástica Susana Rosa, passando pelos seguintes artistas: Filipa César e Susana Pires.

No próximo dia 15 de Novembro no Atelier - Museu António Duarte, a exposição “Walking Around” do Artista Plástico David Etxeberria até dia 20 de Novembro, sendo na semana seguinte o Artista Eusébio Almeida a apresentar o seu trabalho.



DAVID ETXEBERRIA

David Etxeberria (1977) nasceu em San Sebastian (Pais Basco). Vive e trabalha nas Caldas da Rainha. Licenciou-se em Artes Plásticas na Escola Superior de Arte Design (ESAD; Caldas da Rainha) e Encontra-se a terminar o Mestrado em Cultura Contemporânea e Novas Tecnologias – FCSH, Lisboa). Participou em diversas exposições das que se destacam: Temporary Cities (Kentucky, EUA, 2007), Intervenciones TV.8¸ (Fundação Rodriguez, Vitoria, Espanha, 2007), Opções & Futuros (Arte Contempo, Lisboa, 2006). Anteciparte, (Estufa-Fria, Lisboa, 2005), Athens Video Art Festival (Atenas, Grécia, 2005), Labor.04 (Galeria Fernando Santos, Porto, 2004).


(…) A obra de David Etxeberria, “Walking Around”, propõem-nos uma curta viagem em circuito fechado. Numa cidade, num espaço habitado por gente que não conheceremos nunca. Com casas de porta aberta onde estão a passar-se acções, reuniões, ou o que quer que seja. Sabemos que está a passar-se algo, mas só o sabemos por instantes. E isso é tudo o que saberemos em definitivo.

Ao longo do caminho, que o autor nos propõe, produz-se uma certa ambiguidade que emerge da posição que ocupamos como espectadores. O ponto de vista é muito baixo, rente ao chão. Ao nível da rua, mesmo nos lugares públicos para onde somos levados como se fossemos um qualquer animal rastejante.

A diferença está na presença de um par de sapatos, que numa primeira abordagem não nos revela nada. São sapatos que não andam, nem correm, mas sapatos que deslizam. Por vezes movem-se a grande velocidade, mas não correm, porque não há corpo, pé, tornozelo, ou meia que calce estes sapatos. Outro factor disruptivo de uma pretensa narrativa, e que se torna intrigante, e até por breves momentos irritante, tem a ver com o tipo de sapatos. Estes, são um modelo mais apropriado para dançar o Swing, ou semelhantes a um outro destinado a pisar campos de golf (há ainda infinitas hipóteses para o seu uso). David Etxeberria empurra-nos, ou melhor aspira-nos, para um ambiente de estranheza, quase absurdo, imerso por um invólucro sonoro que nos induz numa atmosfera típica de uma twilight zone. O que ele procura é o que resta da nossa memória pela similitude com elementos fetichizados que se referem a alguns exemplos do universo cinematográfico. Os sapatos funcionam como um cliché que empresta uma figuração, uma presença falsa ou ficcional de uma personagem. Masculina? Um gangster ou um dandy de porte aprumado? Outras personagens ocorrem em narrativas ligadas a um estatuto de diferença apartada do quotidiano do homem comum. (…)