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As Práticas Propiciatórias dos Acontecimentos Futuros


Vera Mantero
Culturgest, Lisboa

ARQUIVO:

O seguinte guia de eventos é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando conferências, seminários, cursos ou outras iniciativas. Envie-nos informação (press-release, programa e imagem) dos próximos acontecimentos. Seleccionamos três eventos periodicamente, divulgando-os junto dos nossos leitores.

 


VERA MANTERO

As Práticas Propiciatórias dos Acontecimentos Futuros




CULTURGEST
Edifício Sede da Caixa Geral de Depósitos, Rua Arco do Cego
1000-300 LISBOA

29 MAI - 31 MAI 2018


Espetáculo integrado no Alkantara Festival: nos dias 29, 30 às 21h e 31 às 19h, na Culturgest

Ernesto de Sousa (1921-88), um artista multidisciplinar, curador, realizador e crítico de arte, próximo do movimento Fluxus, recebeu uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian para fazer um levantamento fotográfico à escala nacional da escultura portuguesa de expressão popular, entre 1966 e 1968. Fotografou trabalhos e entrevistou artistas de norte a sul do país, demonstrando um interesse semelhante ao que outros pensadores e artistas da sua geração desenvolveram por "uma outra História da Arte" ou até "anti-arte".

Paula Pinto, historiadora de arte e pesquisadora deste arquivo, propôs a Vera Mantero desenvolver uma apresentação performativa em torno deste material. Mantero viajou para alguns dos destinos visitados por Ernesto de Sousa, estudando as questões levantadas por este arquivo e iniciando em torno deste uma "pesquisa através do corpo e da ação".

As Práticas Propiciatórias dos Acontecimentos Futuros é o que Ernesto de Sousa dizia procurar na arte popular. Uma arte na qual ele reconhecia a existência de autores e não apenas formas tradicionais transmitidas, uma arte de soluções formais em vez de simples repetição de padrões.

Como habitualmente no seu trabalho, Mantero explora imagens, objectos e textos, além de materiais puramente coreográficos. Aqui, olha não só para os estudos de Ernesto de Sousa em torno da arte popular como também para o impressionante trabalho intermedia de Sousa, cartografando as ligações possíveis (e impossíveis) entre arte popular e erudita, arcaica e contemporânea.