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O seguinte guia de eventos é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando conferências, seminários, cursos ou outras iniciativas. Envie-nos informação (press-release, programa e imagem) dos próximos acontecimentos. Seleccionamos três eventos periodicamente, divulgando-os junto dos nossos leitores.

 


JONATHAN ULIEL SALDANHA

Visita Guiada




SOLAR - GALERIA DE ARTE CINEMÁTICA
Solar de S. Roque Rua do Lidador
VILA DO CONDE

12 JAN - 12 JAN 2020


A Solar — Galeria de Arte Cinemática recebe, no próximo dia 12 de janeiro, às 16h, uma visita guiada pelo próprio artista à exposição “Locus Amoenus, Locus Horribilis”, de Jonathan Uliel Saldanha e, em seguida, o lançamento da revista Contemporânea #4.

A exposição, que teve a sua inauguração a 22 de novembro, estará patente até 12 de janeiro, prolongando-se por um dia, sendo esta a última oportunidade de visitar “Locus Amoenus, Locus Horribilis”. O lançamento da 4ª edição da Contemporânea contará com um painel de debate em torno do uso da imagem-movimento nas artes plásticas, com a presença da editora Celina Brás, Sara Castelo Branco, Mário Micaelo e Jonathan Uliel Saldanha.

A Contemporânea, em publicação desde 2015, é uma revista mensal dedicada à divulgação e promoção da contemporaneidade das artes plásticas e de outras práticas artísticas em Portugal. A revista inclui crítica, ensaio, entrevista e reflexões várias sobre arte e cultura contemporânea.

A exposição tem organização da Curtas Metragens CRL no âmbito da programação da Solar — Galeria de Arte Cinemática, cujos grandes apoiantes são a Câmara Municipal de Vila do Conde e a Direção-Geral das Artes.

Em “Locus Amoenus, Locus Horribilis”, observam-se excertos selecionados a partir das experiências fílmicas desenvolvidas por Jonathan Uliel Saldanha nos últimos anos, as quais foram digitalmente trabalhadas em várias etapas, por camadas, e nas quais explora ambientes insólitos, como o de um tribunal afásico e desmembrado, lugar de inquérito a um objeto estático e ausente. Para esta exposição, articulando a projeção vídeo – em um ou vários canais– e criação sonora, com o espaço e linguagem brutalista da arquitetura da Solar, o artista cria uma nova instalação em quatro capítulos, quatro partes de uma única obra. O projeto tem vindo a ser desenvolvido desde 2017 e foi apresentado enquanto performance, em novembro de 2018, no Pequeno Auditório Culturgest, em Lisboa para o Festival Temps d’Image e em Janeiro de 2019 na Sala Rivoli TMP, no Porto, onde serviu de partitura visual a um grupo de intérpretes surdos.

A cooperativa Curtas Metragens CRL tem vindo a seguir o trabalho do artista desde a sua primeira colaboração, em 2015, constituindo agora “Locus Amoenus, Locus Horribilis” um corolário desta relação. Ainda este ano Jonathan Uliel Saldanha integrou a exposição coletiva de homenagem ao centenário da produção do filme “O Gabinete do Dr. Caligari”, do cineasta Robert Wiene, figura marcante do expressionismo alemão. A exposição “O Caso Caligari”, que teve lugar também na Solar — Galeria de Arte Cinemática e decorreu em paralelo ao 27º Curtas Vila do Conde, contou com trabalhos inéditos dos artistas Daniel Blaufuks, Eduardo Brito e Reiner Kohlberger. “Anoxia”, de Jonathan Uliel Saldanha, que foi apresentada numa nova fórmula, com som em quatro canais e imagem vídeo em dupla projeção, foi elaborada a partir de filmagens realizadas numa “ruína contemporânea de um passado recente”, o Palácio São João Novo, no Porto. Ainda antes, Jonathan Uliel Saldanha tinha já participado na programação da Solar – Galeria de Arte Cinemática com uma performance a propósito de uma exposição que arrancou com o Curtas Vila do Conde de 2015, Ruins/Rites/Runes, de Ben Rivers e Ben Russell. E em 2018, durante o mês de julho, o artista trabalhou em conjunto com Moor Mother, artista norte-americana, numa residência promovida pela Curtas Metragens CRL e pela MAD Summer School/IPP. O trabalho resultou numa composição musical inédita, que teve estreia na secção “Stereo” do 26º Festival Curtas Vila do Conde.

Jonathan Uliel Saldanha
Construtor sonoro e cénico, Jonathan Uliel Saldanha, opera sistemas onde pré-linguagem e cristalização, animismo e eco, deslocam-se entre a luz, som, espaço e gesto. As suas obras constroem-se a partir da junção de áreas artísticas como a música, performance e vídeo, de forma sui generis, quase mística e sempre surpreendente. Neste momento, entre os artistas cuja base de atividade se situa no Porto, é dos que alcança maior projeção a nível internacional, participando, individual ou coletivamente, em diversos tipos de eventos, dedicados às artes performativas, à música ou, até, às artes plásticas.