LILLY BANIWA, ELLEN PIRá WASSU & RITó NATáLIO, OLINDA TUPINAMBá & ZIEL KARAPOTó E JUãO NYNNosso WayuriGALERIAS MUNICIPAIS - GALERIA QUADRUM Palácio dos Coruchéus, Rua Alberto Oliveira nº 52 1700-019 LISBOA 15 NOV - 16 NOV 2025 PERFORMANCES: 15 e 16 de novembro (sábado e domingo), às 15h, nas Galerias Municipais de Lisboa - Galeria Quadrum A entrada é livre sujeita à lotação. Programa de performances NOSSO WAYURI no âmbito do Alkantara Festival. Nos dias 15 e 16 de novembro (sábado e domingo), sempre às 15h, nas Galerias Municipais de Lisboa - Galeria Quadrum, o encontro performativo coletivo inclui criações de Lilly Baniwa, Ellen Pirá Wassu & Ritó Natálio, Olinda Tupinambá & Ziel Karapotó e Juão Nyn, no espaço da exposição retrospetiva de Denilson Baniwa, coletivizando-a. A programação propõe um encontro ao longo de uma tarde e resulta do processo de investigação convocado pela plataforma Terra Batida, uma plataforma orientada a desconstruir as noções de ecologia face ao entrelaçamento de visões e responsabilidades. A pesquisa, que durou cerca de dois anos, foi marcada por residências de encontro, investigação e criação com artistas indígenas em museus históricos e etnográficos em Lisboa e Coimbra, pensando estratégias de convivência, resposta e cuidado. Neste encontro performativo coletivo, diferentes ações e gestos performativos se tecem e se misturam entre si e com os trabalhos de Denilson Baniwa. Entre a poesia e a performance, serão lidos excertos de Cartas do Fogo, colaboração curatorial e artística entre Ellen Pirá Wassu e Ritó Natálio, que convida a uma experiência de transmutação e digestão do encontro com estas coleções históricas. Um diálogo em torno de processos de desflorestação e das políticas institucionais de desaparecimento, conservação e memória, aplicados ao território brasileiro e português. Outra perspetiva é a do caminho ou do retorno, como indica a palavra em baniwa diakhe, que dá nome à performance da atriz Lilly Baniwa, do Alto Rio Negro. Nas palavras da artista, “entre águas e memórias, o diakhe chama: um percurso do retorno, onde territórios e saberes ancestrais se encontram para tecer cura e conexões, rompendo o silenciamento imposto aos objetos sagrados que carregam nossas histórias.” Já Contra-feitiço a escrita maldita é uma ação de resposta de Olinda Tupinambá e Ziel Karapotó ao encontro presencial dos artistas com a Carta de Pêro de Vaz de Caminha, de 1 de Maio de 1500, no Arquivo Nacional da Torre do Tombo. Olinda e Ziel realizarão uma performance/ritual, por meio de seus corpos-territórios, que estabelecerá uma contra-narrativa sobre a primeira escrita descritiva portuguesa sobre os povos indígenas do Brasil, a fim de desfazer as amarras do olhar colonizador sobre os povos originários. Juntos, invocarão um cenário de disputa de narrativas, de tensão entre o visível e invisível, do dito e não dito. Olinda e Ziel irão imprimir histórias gravadas muito antes da chegada das caravelas portuguesas, marcas que atravessam séculos e florescem no agora. Passado, presente e futuro se entrelaçam, e a história, enfim, é questionada, recontada e reescrita com protagonismo e autoria indígena, por quem sempre a viveu. Por fim, como desdobramento da sua obra anterior, Contraxawara, o artista Potyguara Juão Nyn propõe uma ação performativa intitulada Branqueologya, uma reperformance do primeiro contato entre o “homem branco” e os povos nativos de Abya Yala. “Que troca ainda precisa ser (des)feyta?”, pergunta o artista. No programa de Nosso Wayuri há ainda lugar para uma conversa com o público e para uma instalação de vídeo que apresenta o processo de pesquisa deste grupo de artistas em acervos museológicos — no Museu Nacional de Etnologia, no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, na Academia das Ciência e no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra. |















