GOETHE-INSTITUT E NORWEGIAN FILM INSTITUTESemana de Cinema NorueguêsGOETHE-INSTITUT PORTUGAL Campo dos Mártires da Pátria, 37 1169-016 LISBOA 09 JUL - 13 JUL 2012 SEMANA DE CINEMA NORUEGUÊS NO GOETHE-GARTEN Os jardins do Goethe-Institut servirão de palco à Semana de Cinema Norueguês, iniciativa da Embaixada da Noruega em parceria com o Goethe-Institut e Norwegian Film Institute, que terá lugar entre os dias 9 e 13 de Julho. Todos os dias, pelas 19h30, será possível conhecer mais profundamente o cinema Norueguês, hoje uma indústria mais amadurecida e global, quer na oferta como na procura. O acesso à exibição é gratuito e a projecção dos filmes será ao ar livre, prometendo um programa cultural de eleição para os finais de tarde de Verão da Semana de Cinema Norueguês. A Semana de Cinema Norueguês é composta por uma combinação dos mais diversos e consensuais géneros cinematográficos que vão desde o histórico, drama, documentário e, numa projecção para as famílias, um filme de animação, culminando com um documentário sobre uma forma ímpar de vida. CARTAZ SEMANA DE CINEMA NORUEGUÊS Escolhido para o dia inaugural da Semana de Cinema Norueguês, “The Kautokeino Rebellion” (Kautokeino-opprøret) é um filme histórico que retrata a luta dos povos nórdicos indígenas - os Samis - contra a sociedade moderna norueguesa, quando esta se instalou nas suas áreas. A tentativa de revolução termina em tragédia e é um dos eventos mais dramáticos da história da Escandinávia do norte. Passado no Norte da Noruega, em 1852, o filme foi realizado por Nils Gaup, curiosamente descendente desse povo indígena. Gaup conta já com um abrangente portefólio de filmes realizados, três deles premiados. Uma história intensa de amor, drama, traição e tentação, vai tomar o dia 10 de Julho, através da projecção de “Limbo”, uma obra com o cunho feminino da realizadora Maria Sødahl e premiada pelo célebre festival de cinema de Montreal, em 2010. “Limbo” retrata a história de uma jovem família dos anos 70 que, habituada à pacífica e tradicional realidade norueguesa, muda-se para um novo destino, com um ambiente e lifestyle cosmopolita, luxurioso e carregado de vazio e frustração. Quando Sonia – a protagonista - apercebe-se que o marido lhe foi infiel, entra em pane, perdendo o controle sobre a sua vida. Na quarta-feira, dia 11 de Julho, poderá ser apreciado um dos filmes mais populares e premiados na Noruega. Baseado no conhecido romance de Tore Renberg, The Man who Loved Yngve (Mannen som elsket Yngve) o filme passa-se em Novembro 1989 – data da queda do muro de Berlim – e é um drama que retrata a vida de um adolescente de 17 anos que tem todo um mundo perfeito nas suas mãos, tudo o que um adolescente poderia sonhar. Porém, tudo isto muda com a entrada de um novo rapaz na sua turma de escola, por quem o personagem se apaixona e, graças à confusão das suas emoções, de um momento para o outro a sua vida vira-se completamente do avesso, levando o jovem à total solidão. O dia 12 de Julho é dedicado especificamente à animação e à projecção cinematográfica dirigida às famílias: com a direcção de Rasmus Sivertsen, “Kurt Turns Evil” (Kurt blir grusom) é baseado numa obra de Erlend Loe e tem como mote o mais importante activo nas histórias infantis - o bem e o mal. Kurt, um pacato “chefe de família” e motorista de empilhadora, leva uma vida feliz e normal com a sua mulher e filhos, mas esta vê-se arruinada com a chegada de um novo vizinho que é médico, dizendo que a sua profissão é bem mais importante que a de Kurt. Incitado por esta afirmação, pela ganância e mundo materialista, Kurt, como o título do filme indica, torna-se mau. A encerrar com “chave de ouro” a Semana de Cinema Norueguês, sexta-feira, dia 13 de Julho, acolhe a obra realizada por Fritdjof Kjæreng, o filme documental e altamente filosófico “The Snow Cave Man” (Snøhulemannen) que narra sobre um homem que vive há 30 anos nas duras e enregeladas montanhas da Noruega. Este homem conseguiu libertar-se do mundo materialista que nos envolve a todos, vivendo em absoluta autonomia e em contacto com a natureza. Este documentário é uma homenagem à coragem deste peculiar padrão de vida e à palavra “liberdade” na sua verdadeira essência. |




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