O seguinte guia de eventos é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando conferências, seminários, cursos ou outras iniciativas. Envie-nos informação (press-release, programa e imagem) dos próximos acontecimentos. Seleccionamos três eventos periodicamente, divulgando-os junto dos nossos leitores.
A Casa de Wittgenstein: Visualidade, sentido e recepção na arte
ISCTE-IUL
Av.ª das Forças Armadas
1649-026 LISBOA
10 JUL - 10 JUL 2012
SESSÃO ABERTA: 10 de julho, terça feira, 17h30 ISCTE-IUL - Auditório Afonso de Barros, Ala Autónoma
PRESS RELEASE
Esta sessão aborda processos de conversão da visualidade em visibilidade, ie. sentido, na recepção da arte, e entendendo-a também em dois horizontes. Não apenas a recepção dos públicos mas ainda a dos próprios autores relativamente à cadeia das referências e referentes que mobilizam, reapropriam ou transfiguram nas suas práticas criativas. O sentido, melhor dizendo, sentidos, tanto implicados nesta criatividade como na sua compreensão ultrapassa a gramática das emoções, nomeadamente como é convocada para as relações dos públicos com a arte. Requer a racionalidade e reflexividade interpretativa que depende de duas condições essenciais. Por um lado, o acesso à chave de códigos complexos com a intertextualidade (e intervisualidade) das práticas artísticas. Por outro, a literacia ou in/formação artística, necessária para lidar com situações e objectos herméticos ou só ilusoriamente legíveis pela primeira percepção.
A sessão retoma e amplia um trabalho antes apresentado no King’s College (Londres, 2009) sobre um projecto do artista Paulo Mendes (The Wittgenstein House, 2003-2004), Agora, com mais exemplos e imagens para variações entre os dois limites que Susan Sontag e Umberto Eco designaram, respectivamente, por “contra a interpretação” e “sobreinterpretação”, a sessão divulga um segundo trabalho a apresentar proximamente numa conferência de sociologia da arte em Viena. Precisamente, a cidade da Casa de Wittgenstein, a que ele construiu como arquitecto em 1926-28, e que aqui também serve de metáfora para esses “jogos de linguagem”.