COLÓQUIO INTERNACIONALOs Museus e a RepúblicaMUSEU NACIONAL DE ARTE ANTIGA Rua das Janelas Verdes 1249-017 LISBOA 19 MAI - 20 MAI 2010 COLÓQUIO INTERNACIONAL: OS MUSEUS E A REPÚBLICA Auditório do Museu Nacional de Arte Antiga 19 e 20 de Maio de 2010, no Museu Nacional de Arte Antiga PRESS RELEASE A proclamação da República em 5 de Outubro de 1910 constituiu um momento importante da história de Portugal que marcou profundamente a sociedade, e as instituições do país. O Instituto dos Museus e da Conservação, organismo responsável pela execução da política museológica nacional, irá realizar em parceria com o Centro de Estudos de História e Filosofia da Ciência da Universidade de Évora, e com o apoio institucional da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da Implantação da República em Portugal, um colóquio internacional subordinado ao tema, “Os Museus e a República”, a ter lugar nos dia 19 e 20 de Maio de 2010, no Museu Nacional de Arte Antiga. O Programa do Colóquio contempla os seguintes temas: Museus ou colecções formados entre 1910 e 1932; Museus ou colecções formados em período anterior e posterior; Personalidades marcantes; Labor legislativo e Política Cultural da 1ª República; Colecções e Museus em Espanha, França, e Grã-Bretanha. PROGRAMA 19 de Maio / Manhã 9h 30m - 13h 9h 30m Acolhimento 10h Sessão de Abertura ◦ João Brigola - Director do Instituto dos Museus e da Conservação (IMC) ◦ 10h 30 m José-Augusto França - Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa • “1836 – Os primeiros museus liberais” ◦ 11h Raquel Henriques da Silva - Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa • “O Museu Nacional de Arte Contemporânea” 11h 30 m Pausa ◦ 11h 45 m Jorge Custódio – Instituto para a Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, (IGESPAR), Museu Nacional Ferroviário ◦ “Os museus portugueses da 1ª República à luz da Lei da Separação do Estado e das Igrejas” 12h 15m Debate 13h 00m Encerramento Moderador: Graça Filipe (Instituto dos Museus e da Conservação) 19 de Maio / Tarde 14h30m - 17h30m 15h 00 m (a anunciar) 15h 30m Helen Rees Leahy - University of Manchester, School of Arts Histories and Cultures ◦ “Issues of heritage and museum acquisition in the UK during the first decades of the 20th century” 16h Pausa 16h 15m Maria Bolaños – Museo Nacional Colegio de San Gregorio, Valladolid, Spain "La república de los museos (1931-1936)" 16h 45 m Debate 17m 30h Encerramento da sessão Moderador: João Brigola (Instituto dos Museus e da Conservação) 20 de Maio / Manhã 9h 30m - 13h ◦ 9h 30m Henrique Coutinho Gouveia - Centro de Estudos de História e Filosofia Ciência, Universidade de Évora ◦ Luís Pequito Antunes – Câmara Municipal da Moita ◦ “Angola e Moçambique no contexto museológico da 1ª República” ◦ 10h Joana Baião – Doutoranda da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) ◦ “Um museu na 1ª República. O Dr. José de Figueiredo e o Museu Nacional de Arte Antiga” 10h 30m Luís Raposo - Museu Nacional de Arqueologia Ana Cristina Martins - IICT - Instituto de Investigação Científica Tropical “Arqueologia e Museus no ideal e na prática republicanas” 11h Pausa ◦ 11h 15m Sandra Leandro – Universidade de Évora ◦ “Joaquim de Vasconcelos (1849-1936) e o Museu Industrial e Comercial do Porto” ◦ 11h 45m Duarte Freitas - Doutorando da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra ◦ “António Augusto Gonçalves e a fundação do Museu Machado de Castro” ◦ 12h 15m Debate 13h 00m Encerramento Moderador: António Filipe Pimentel (Museu Nacional de Arte Antiga) 20 de Maio / Tarde 14h 30 - 17h 30 m 14h 30m Carlos Fiolhais - Universidade de Coimbra ◦ “O património científico e as colecções universitárias: Coimbra, Lisboa e Porto desde a implantação da República até aos dias de hoje” ◦ 15h 00m José Brandão – Centro de Estudos de História e Filosofia da Ciência, Universidade de Évora • “Horizontes do saber em História Natura na transição de regimesl” 15h 30m Pausa para café (15m) 15h 45m Joaquim Caetano – Museu de Évora • “A Génese do Museu de Évora na convulsão da 1ª República” 16h 15m José Manuel de Oliveira – Casa de Camilo - Museu . Centro de Estudos • “A República e Camilo” 16h 45m Debate 17h 30m Encerramento do Colóquio Moderador: Raquel Henriques da Silva (Universidade Nova de Lisboa) ::::: Enquadramento Histórico Com a implantação da República Portuguesa, a 5 de Outubro de 1910, foi reforçada a vontade política e legal de dar corpo e coerência a uma rede de museus nacionais e regionais, de acordo com uma visão pedagógica, patrimonial e artística que se queria essencialmente divulgadora e descentralizadora. Entre 1912 e 1924 criaram-se vários museus regionais (de arte, arqueologia, história e numismática), ainda que quase todos derivados de iniciativas já conhecidas em período anterior. Criaram-se dois museus nacionais (o de Arte Antiga e o de Arte Contemporânea), assim como museus de tipologia inovadora, como é exemplo a Casa-Museu do escritor Camilo Castelo Branco, em S. Miguel de Seide, bem como a construção da Casa dos Patudos de Alpiarça, concebida pelo arquitecto Raúl Lino para albergar a colecção de arte de José Relvas e aberta ao público depois da sua morte. O Museu dos Coches, criado em 1905 por iniciativa da rainha D. Amélia, foi elevado em 1911 à categoria de museu nacional. A primeira república estabeleceu assim uma coerente e promissora rede de museus nacionais e regionais. Da importante documentação legal produzida neste período deve ser destacado o Decreto n.º 1 do Governo Provisório, datado de 26 de Maio de 1911, visando a reorganização do ensino de Belas Artes, dos serviços de Museus e da protecção do Património artístico e arqueológico. A sua redacção foi da responsabilidade de uma comissão, cujo relator era o Dr. José de Figueiredo. Este museólogo, com intensas ligações aos meios museológicos europeus, pôde contar com a colaboração do pedagogo e museólogo coimbrão, António Augusto Gonçalves, cujos pareceres influenciaram, por exemplo, a instituição do Museu Machado de Castro. Considerando, pois, a pertinência de se proceder à avaliação do labor cultural, patrimonial e museológico deste período histórico, pretende-se transmitir a este Colóquio um carácter científico e internacional, apostando no convite exclusivo a investigadores de créditos já firmados, incluindo algumas personalidades europeias com obra reconhecida nesta área disciplinar, de modo a que se possa estabelecer um panorama coevo da museologia europeia da primeira república portuguesa. |

















