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JEANNE MOREAU

Jules et Jim




CINEMA MONUMENTAL
Edifício Monumental Av. Praia da Vitória, 72
1050-183 LISBOA

07 AGO - 07 AGO 2017


Homenagem a JEANNE MOREAU com a exibição de JULES ET JIM – 7 de Agosto, Cinema Medeia Monumental
Deixou-nos hoje JEANNE MOREAU, uma das maiores actrizes do cinema francês, e a MEDEIA FILMES presta-lhe homenagem através da exibição de JULES ET JIM, de François Truffaut, um dos papéis mais icónicos da sua carreira.

A sessão está marcada para a próxima segunda-feira, 7 de Agosto, às 22h00, e o filme será exibido em cópia 35mm.

Bilhetes: 5€

Se JULES ET JIM (1962) é um dos papéis mais marcantes da sua carreira, foi com Recusa (1960), de Peter Brook, que venceu no Festival de Cannes o Prémio de Melhor Actriz. Em 1992, recebeu um Leão de Ouro pela sua carreira, no Festival de Veneza, seguiu-se um Urso de Ouro Honorário no Festival de Berlim em 2000, a distinção com a Palma de Ouro Honorária em 2003 e um César Honorário em 2008, pelos 60 anos dedicados ao cinema.

Para além de actriz, JEANNE MOREAU era também cantora e a sua interpretação da música Le Tourbillon de la vie em JULES ET JIM permanece inesquecível até hoje.

«Houve um tempo em que me deixei levar por ela, senão com a totalidade de mim, com alguns dos meus melhores bocados. Foi o tempo em que ela cantava a canção do Jules et Jim. “Elle avait des yeux / des yeux d’opale / qui fascinaient / qui fascinaient.” Em noites de lua, subia às árvores, de calças brancas, convocando o turbilhão da vida. […] Mostrou-me, pela primeira vez, coisas que nessas épocas ainda eram boçalmente excitantes nos nomes latinos que as rodeavam.»
João Bénard da Costa, Muito lá de Casa, Assírio & Alvim

«JULES ET JIM é um título fundamental, não só da Nouvelle Vague mas de toda a obra de Truffaut, que ousou realizar um filme “de época”, o que era absolutamente insólito para o jovem cinema de então, abordando o tema da liberdade sexual, uma das marcas da Nouvelle Vague. Baseado num romance de Henri-Pierre Roché, o filme conta a história da relação triangular entre dois homens e uma mulher, numa construção em espiral, espécie de “pathos” eufórico, rumo a um final tão trágico quanto pacificador. Para Jeanne Moreau, Henri Serre e Oskar Werner bastava este filme como garantia de imortalidade.»