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<title>Críticas artecapital.net</title>
<description>A Revista da Arte Contemporânea</description>
<link>http://www.artecapital.net/</link>
<language>pt-pt</language>
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<title><![CDATA[COLETIVAS | Scultura Fantasma ::: Sob Fogo/Under Fire]]></title>
<link>http://artecapital.net/criticas.php?critica=344</link>
<description><![CDATA[A Galeria Baginski abre o ano com a exibição simultânea de duas exposições coletivas: <i>Scultura Fantasma</i> e <i>Sob Fogo/Under Fire</i>, respetivamente organizadas pelos artistas Gonçalo Sena e André Romão.  <br> <br><i>Scultura Fantasma</i> apresenta obras de André Sousa (1980, Porto, PT), Ben Rivers (1972, Somerset, UK), Gino de Dominicis (1947, Ancona, IT - 1998, Roma, IT) e Thomas Zipp (1966, Heppenheim, DE). Como ponto de partida a peça de Gino de Dominicis estabelece o mote para a exposição. Trata-se de uma fotomontagem incerta quanto à data e título. Com uma margem temporal vaga, cerca de vinte anos (1970-1990), e com um título que embora irreflexivo por vontade do artista acaba por tomar outra dimensão, concretamente pela mão do galerista da l’Attico em Roma, que se referia à peça como “il fantasmino”. Trabalhando a preto e branco e com dimensões reduzidas, é visível em primeiro plano uma grande escultura em sombra e ao fundo um evento social que decorre numa galeria. Uma composição ambígua e de subtil estranheza, que parte da introdução de uma mancha negra bidimensional, reportando-se a uma escultura produzida pelo artista anteriormente. A sombra realça a silhueta de um guerreiro sumério, convertendo-a num objeto imaterial e efémero, que subverte dos princípios escultóricos. Esta alteração da forma traduz-se num exercício de simbiose entre dois momentos temporais diferentes, ambos de difícil definição e distinção cronológica aos olhos do espetador, conduzindo à liberdade de criação de um outro momento. <br>A questão temporal está também patente no filme de Ben Rivers - <i>House</i>, um trabalho de continuidade com <i>Old Dark House</i> de 2003, onde é perceptível uma intencional proximidade quer ao nível concetual como formal. Esta relação entre peças transmite uma ideia de prolongamento no tempo por meio da fragmentação em duas partes concebidas em épocas diferentes. <i>House</i> mostra um percurso no interior de uma casa velha, sombria, em ruínas e desabitada à primeira vista. As imagens chegam ao espetador através da iluminação pontual, feita por meio de focos especificamente direcionados que condicionam a visão. A luz propicia um jogo de contrastes, que ganham maior complexidade quando aliados a acontecimentos de difícil explicação, como o aparecimento de uma vela que flutua ou a repentina aceleração da destruição da casa. A sucessão de acontecimentos leva a uma complicada perceção do espaço, possivelmente porque aquilo que é dado a conhecer não é a representação de um lugar, mas antes a representação da memória desse lugar, uma memória desgastada pelo tempo. Esta interpretação pretende justificar através de uma método racional as incongruências de alguns acontecimentos, um comportamento semelhante à posição de Thomas Zipp. <br> <br>]]></description>
<dc:creator>artecapital.net</dc:creator>
<dc:date>2012-02-04</dc:date>
<dc:subject><![CDATA[Scultura Fantasma ::: Sob Fogo/Under Fire]]></dc:subject>
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<title><![CDATA[VASCO ARAÚJO | Trabalhos para nada: O Modelo]]></title>
<link>http://artecapital.net/criticas.php?critica=343</link>
<description><![CDATA[Com curadoria de Luís Serpa, o trabalho que constitui a mostra de Vasco Araújo no Espaço de Artes Decorativas da Fundação Carmona e Costa, em Lisboa, intitulado <i>Trabalhos para nada: O Modelo</i>, partiu de um convite realizado diretamente por Maria da Graça Carmona e Costa e por Luís Serpa (curador e responsável pela arquitetura de interiores do espaço). A proposta dirigiu-se para a criação de uma intervenção, numa parede precisa do espaço de artes decorativas - recentemente remodelado e reestruturado - que cruzasse as artes decorativas (a coleção de porcelanas e faianças da Coleção Carmona e Costa) e a prática artística contemporânea. Foi dada carta branca ao artista para a apresentação do projeto. <br> <br>A peça criada pelo artista traduz-se numa proposta <i>site-specific</i> que tem como ponto de partida, uma seleção de peças de porcelana e faianças do séc. XVII desta coleção. A sua investigação começa nos motivos e nas personagens que surgem representadas na decoração destas peças que, como é relevado no trabalho do artista, contêm elementos que lhe surgem como dicotómicos, eu acrescentaria, incongruentes. As peças portuguesas criadas com inspiração oriental, neste caso, chinesa, contêm, em essência, os mesmos elementos. No entanto, nas cópias portuguesas os elementos perdem claramente a sua carga simbólica, mantendo apenas o lado decorativo. Vasco Araújo joga com o confronto entre a visão oriental, as narrativas e simbologias retratadas e a perspectiva ocidental, mais restrita e literal, dado cingir-se a uma cópia destes motivos tradicionais chineses, criando uma imagética próxima da oriental, contudo vazia de sentido.]]></description>
<dc:creator>artecapital.net</dc:creator>
<dc:date>2012-01-18</dc:date>
<dc:subject><![CDATA[Trabalhos para nada: O Modelo]]></dc:subject>
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<title><![CDATA[DORIS SALCEDO  | Plegaria Muda ]]></title>
<link>http://artecapital.net/criticas.php?critica=341</link>
<description><![CDATA[<i>Plegaria Muda</i> é o título da instalação mais recente de Doris Salcedo, mas também a primeira exposição que a artista colombiana realiza em Portugal, numa co-produção do Centro de Arte Moderna-Fundação Calouste Gulbenkian com mais quatro instituições internacionais: o Moderna Museet Malmö; o MUAC – Museo Universitario Arte Contemporáneo, Cidade do México; o MAXXI – Museo nazionale delle arti del XXI secolo, Roma e a Pinacoteca do Estado de São Paulo. <br> <br>O trabalho de Doris Salcedo (n.1958, Bogotá), até hoje pouco conhecido entre nós, remonta ao final da década de 1980, adquirindo porém maior visibilidade no decorrer dos anos 1990, altura em que vários artistas redirecionam a prática escultórica e da instalação para um questionamento crítico da ideia de monumento e de memória associado aos problemas de exclusão inerentes aos desenvolvimentos do capitalismo global. Doris Salcedo surge assim a par de outros nomes, como Mona Hatoum, Rachel Whiteread ou Santiago Sierra, produzindo um corpo de trabalho diversificado que interroga a fragilidade da vida humana em particular, através da rememoração de atos de opressão, violência e morte política ou de traumas coletivos e pessoais. No entanto, os processos de rememoração em causa não atuam meramente como testemunho ou simples evidência de um mal. Eles recuperam antes a história com a vontade de fraturar e também de cancelar as ordens e hierarquias que configuram determinados poderes. Enquanto os seus trabalhos iniciais se resolviam em pequenas e médias esculturas, constituídas geralmente por combinações dos mesmos materiais: cimento, portas, cadeiras, mesas e armários de madeira e outros objetos quotidianos em metal, nos anos 2000 Salcedo recorre com mais frequência a instalações de grande escala que se inscrevem no espaço público ou se articulam com os espaços de apresentação, como é caso de <i>Plegaria Muda</i> (2008-10) que ocupa com grande eficácia toda a nave central do CAM ou de outras instalações anteriores como <i>Abyss</i> (2006) e <i>Shibboleth</i> (2007) exibidas no <i>foyer</i> do museu em forma de documento fotográfico.]]></description>
<dc:creator>artecapital.net</dc:creator>
<dc:date>2012-01-03</dc:date>
<dc:subject><![CDATA[Plegaria Muda ]]></dc:subject>
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<title><![CDATA[COLETIVA | Antic Measures]]></title>
<link>http://artecapital.net/criticas.php?critica=340</link>
<description><![CDATA[O galerista esloveno Gregor Podnar tem-se afirmado a nível internacional nos últimos anos, representando um elenco de artistas concetuais já estabelecidos da Europa de Leste – como Dan Perjovschi ou Vadim Fiskin, que previamente não eram representados pelas galerias devido ao mercado, que se encontrava subdesenvolvido –, e alguns artistas emergentes como Tobias Putrih, por exemplo, sediado em Nova Iorque. Desde 2004, Gregor Podnar tem uma galeria em Berlim- Kreuzberg, contudo, mantém um espaço mais experimental em Liubliana, reservado para a produção artística local, que se confirma muito inovadora.  <br> <br> <br>A exposição <i>Antic Measures</i>, comissariada por Chris Sharp, é uma exposição coletiva que junta obras que partilham o interesse por materiais pouco comuns, mudanças de escala divertidas, pelo espaço urbano e que de alguma forma se apropriam do cubo branco. Entretanto, são estabelecidas relações inesperadas entre elas. Na primeira sala encontramos uma pequena escultura, <i>Untitled</i> (1993) de B. Wurtz, feita de uma meia branca que está virada para cima, ou suspensa na vertical, em cima do suporte de alumínio e madeira. Em frente a ela está uma proposta simultaneamente monumental e minimalista, <i>Endnote pink (inflatable)</i> (2010), que vai do chão ao teto. Trata-se de uma estrutura de polieteno insuflada e transparente que parece demasiado grande para o espaço da galeria. Ao lado dela, na parede, aparece <i>Stadtstrukuren</i> (2004), dez fotos a preto e branco, com forte contraste, granuladas, que parecem antigas, mas de facto não o são, mostrando “casais” de pombas no espaço urbano vazio.]]></description>
<dc:creator>artecapital.net</dc:creator>
<dc:date>2011-12-26</dc:date>
<dc:subject><![CDATA[Antic Measures]]></dc:subject>
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<title><![CDATA[COLECTIVA | The World Belongs to You]]></title>
<link>http://artecapital.net/criticas.php?critica=339</link>
<description><![CDATA[A polémica em torno da ida para Veneza da colecção de arte contemporânea do bilionário francês François Pinault, considerado, em 2006 e 2007, uma das pessoas mais influentes no mundo da arte contemporânea pela revista <i>Art Review</i>, terminou com a aquisição em 2005 do Palazzo Grassi. Construído entre 1748 e 1772 para a rica família bolonhesa dos Grassi, é um edifício que se afasta dos palácios barrocos venezianos, devido ao seu classicismo académico. Em 1983 foi adquirido pelo grupo Fiat, que o transformou num espaço para exposições de arte. Depois de ter abandonado a ideia de construir um museu na Île Seguin, nos arredores de Paris, em pleno Sena, o município de Veneza apoiou Pinault na instalação da sua colecção, após as inconsequentes negociações com o estado francês. <br> <br>Punta della Dogana, também na cidade italiana de Veneza, foi o outro espaço adquirido por Pinault pouco depois do Palazzo Grassi, reabrindo ao público completamente remodelado pelo arquitecto japonês Tadao Ando (que também renovou o Palazzo Grassi), em Junho de 2009, com uma exposição conjunta entre os dois espaços: <i>Mapping the Studio</i>.  <br><i>The World Belongs to You</i> é a exposição comemorativa dos cinco anos desta colecção em águas venezianas, colecção que só pode ser entendida, pela sua dimensão e natureza, como um auto-retrato de um coleccionador. Apresentando trabalhos de 40 artistas de 22 nacionalidades, ao longo dos três pisos do edifício, cada autor expõe a sua obra numa sala específica, definida como um espaço individual para cada peça. <i>The World Belongs to You</i>, mostra comissariada por Caroline Bourgeois, vai ao encontro do contexto experimental em que a arte contemporânea se vê envolvida. Este cunho experimental vem justificar um número cada vez maior de exposições em que deixa de ser necessário um conceito que suporte a “organização” de uma exposição.  <br>]]></description>
<dc:creator>artecapital.net</dc:creator>
<dc:date>2011-12-19</dc:date>
<dc:subject><![CDATA[The World Belongs to You]]></dc:subject>
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<title><![CDATA[INDIVIDUAIS | Terceiro programa de exposições]]></title>
<link>http://artecapital.net/criticas.php?critica=338</link>
<description><![CDATA[Mais uma vez a galeria Carpe Diem inaugura uma exposição provida de um indubitável cariz multifacetado e dialogante com o espaço, promovendo um mesclado que coloca em contacto directo a arte contemporânea portuguesa com as tendências internacionais vigorantes.  <br> <br>Nuno Cera coloca o espaço a transbordar de oceano. A exploração do líquido e do rochoso compõe, no vídeo e nas fotografias que se apresentam, um díptico: a rudeza da pedra em coexistência com a fluidez marítima; a estaticidade em relação com a inquietude permanente. A água eternamente esculpindo a rocha. E o som desse acto de moldar a ecoar pelas salas da cave, dando-lhe uma humidade morna, maternal. Há algo de epifânico em vislumbrar um horizonte inteiro a derrubar a parede de uma cave sombria, como se o espaço a tornar-se infinito. E a luz que se reflecte na água, agora espelho; e a rocha que se reflecte na água, agora sombra. Em <i>O Passageiro</i> (2011), a viagem faz-se sem cansaços, algo nos leva. E a antiguidade daquelas paredes, arcos e colunas que nos rodeiam parece ser por fim devolvida à sua origem: pedra desumanizada, em carne viva, pois que apenas o mar a tocou. E navegando, nos vamos perdendo. Carlos Noronha Feio coloca-nos perante uma Natureza que nos faz frente, inexorável perante o ataque humano. <i>Trying to reach the point zero</i> (2009) é um vídeo projectado em <i>loop</i> no qual podemos ver um homem que, repetidamente, golpeia com um machado o tronco de uma árvore. O som do embate contra a madeira ecoa, compassado, sem que a catástrofe irrompa. A árvore permanece intacta, na sua altivez, perante a ameaça de perder parte de si, tornando manifesta a impotência humana perante a robustez do natural.]]></description>
<dc:creator>artecapital.net</dc:creator>
<dc:date>2011-12-12</dc:date>
<dc:subject><![CDATA[Terceiro programa de exposições]]></dc:subject>
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<title><![CDATA[EDGAR MARTINS | The Time Machine]]></title>
<link>http://artecapital.net/criticas.php?critica=337</link>
<description><![CDATA[Edgar Martins é um artista plástico que trabalha sobre fotografia. Uma definição que parece mais adequada do que a de fotógrafo. Isto porque Edgar Martins não trabalha a fotografia de forma purista, nem sequer explora qualquer tipo de naturalidade lumínica ou do objecto, antes optando por trabalhar a imagem em pós-produção consoante as suas necessidades artísticas. Isto aproxima-o muito mais de um pintor que de um fotógrafo e as questões artísticas que levanta com as suas obras estão mais próximas da pintura que da fotografia. <br>  <br>Compreendendo isto, pôr-se-ia rapidamente fim a polémicas que não aprofundam questões importantes acerca do papel da fotografia com <i>medium</i> artístico ou como um fim em si mesmo. Edgar Martins utiliza a fotografia de certa forma como um meio técnico auxiliar da mesma forma quase como era utilizada pelos pintores no século XIX. Mas se estes a usavam como forma de aceder às tão desejadas paisagens que não podiam visitar, Edgar utiliza-a como um meio de reproduzir ambientes, imagens que cria em jeito de pincelada, perfeitos e imaculados do ponto de vista formal. Aliás, essa é uma das suas características: o cuidado que é posto nas composições, com preocupações de simetria, de escala e de tonalidade, em que todo o descuido aparente é fruto de um trabalho meticuloso e calculado. Certamente Edgar Martins partilha a opinião de Doris Salcedo que em entrevista a Nuno Crespo refere que “o descuido não serve para a arte. A arte tem que ver com respeito, cuidado, devoção, atenção e precisão.” (1) ]]></description>
<dc:creator>artecapital.net</dc:creator>
<dc:date>2011-12-02</dc:date>
<dc:subject><![CDATA[The Time Machine]]></dc:subject>
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<title><![CDATA[CARLA FILIPE | Bordas de Alguidar]]></title>
<link>http://artecapital.net/criticas.php?critica=336</link>
<description><![CDATA[Em <i>Bordas de Alguidar</i>, exposição patente na Galeria Graça Brandão, Lisboa, Carla Filipe dá continuidade a uma reflexão que tem marcado profundamente o seu trabalho e que se prende com os desenvolvimentos do poder global e suas implicações nas estruturas sociais, culturais e comunitárias das sociedades atuais. Porém, não é a interpretação ou o comentário do mundo que lhe parece interessar, mas antes a possibilidade de operar criticamente sobre ele. Ora esta possibilidade no seu caso, como sabemos, é sempre pensada e formulada a partir de memórias pessoais e experiências vividas, pelo que o seu trabalho apresenta uma reversibilidade de sentido muito particular. Se, por um lado, convoca o mundo através de contingências vivenciais, estas, por sua vez, extravasam o plano pessoal já que se mistura nos dados do próprio mundo, gerando situações inesperadas. <br> <br>Para esta exposição em concreto, Carla Filipe apropriou-se da expressão popular <i>Bordas de Alguidar</i> (que significa os restos de comida que ficavam presos no alguidar da refeição), alargando o seu sentido ao contexto da atual crise económica para problematizar precisamente o modo como hoje o capitalismo celebra a obsolescência de certos saberes e práticas e os transforma em excedentes votados ao desaparecimento. <br><i>Se não há cultura, não há nada</i>, um dos trabalhos realizados para esta exposição, é a este respeito exemplar, já que se ocupa de uma atividade profissional quase extinta.]]></description>
<dc:creator>artecapital.net</dc:creator>
<dc:date>2011-11-24</dc:date>
<dc:subject><![CDATA[Bordas de Alguidar]]></dc:subject>
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<title><![CDATA[ANDREAS FOGARASI | La ciudad de color/ Vasarely Go Home]]></title>
<link>http://artecapital.net/criticas.php?critica=335</link>
<description><![CDATA[A exposição <i>La ciudad de color/ Vasarely Go Home</i> de Andreas Fogarasi foi produzida para o programa <i>Fisuras</i> do Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia. Fogarasi foi o vencedor do Leão de Ouro na 52ª edição da Bienal de Veneza (2007), estudou arquitectura na Universidade de Artes Aplicadas de Viena, foi um dos organizadores da Freie Klasse (Free Class) e é coeditor da <i>dérive-Zeitschrift für Stadtforschung</i> (Revista de Estudos Urbanos). <br> <br>A exposição encontra-se dividida pelos dois edifícios do museu em três locais distintos, no piso um em dois “momentos” e no terceiro piso no terraço.  <br>Ao entrar no MNCARS pela sua porta principal e após dar entrada no primeiro corredor que compõe o enorme quadrado circundante ao pátio interior, o espectador depara-se à sua esquerda com um conjunto de improváveis biombos de mármore da mesma cor que o mármore do chão das salas do edifício Sabatini. Estas estruturas servem de suporte a fotografias de pequena dimensão como se de uma feira ou exposição temporária de baixo orçamento se tratasse. O mármore é o paradoxo nesta elaboração barata e situa a “instalação” entre o definitivo e o temporário, entre a lápide e o biombo. Os biombos que se encontram no corredor inicial mostram fotografias de edifícios cujas fachadas foram encomendadas a Victor Vasarely, artista húngaro que passou grande parte da sua vida activa em Paris. Uma das ocasiões em que voltou à Hungria foi por ocasião de uma retrospectiva da sua obra. <br> <br>]]></description>
<dc:creator>artecapital.net</dc:creator>
<dc:date>2011-11-17</dc:date>
<dc:subject><![CDATA[La ciudad de color/ Vasarely Go Home]]></dc:subject>
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<title><![CDATA[JOSÉ LOUREIRO | As piores flores: Desenho 1990 – 1996]]></title>
<link>http://artecapital.net/criticas.php?critica=334</link>
<description><![CDATA[<i>As piores flores</i> dá título à retrospectiva de José Loureiro actualmente em exposição na Culturgest. Com um carácter antológico e, pretendendo evidenciar uma rigorosa cronologia evolutiva, a exposição conta com mais de 300 desenhos criados pelo artista nos primeiros seis anos da década de 90. As mutações técnicas e conceptuais vividas ao longo destes seis anos do percurso artístico de José Loureiro estão manifestas numa descontinuidade não desprovida de sentido, pois que sentimos que é um caminho trilhado numa busca por algo de que nos vamos aproximando ao contemplar os seus desenhos, numa partilha da inquietação do artista em lá chegar.  <br>	O título da exposição parece ser uma alusão ao estatuto que o desenho geralmente evoca, tendo sido quase sempre encarado pelos artistas como uma ferramenta de trabalho: mero ensaio, tentativa, rascunho, esquiço de algo maior e tecnicamente mais complexo. “Os desenhos atingem um zénite de auto-derisão temática ainda mais agressiva, e é patente a urgência com que são feitos. Eles não são conclusivos, passo imediatamente de um desenho para outro, e essa rapidez torna-se predadora. Parece-me que queria abrir várias frentes, mesmo conflituantes entre si, e isso não me incomodava” (1), afirma o artista. A pungência do desenho está então no seu carácter de experimentação frenética. Deste modo, a exposição ganha a forma de um laboratório onde podemos penetrar nas oscilações criativas do artista.  <br>]]></description>
<dc:creator>artecapital.net</dc:creator>
<dc:date>2011-11-10</dc:date>
<dc:subject><![CDATA[As piores flores: Desenho 1990 – 1996]]></dc:subject>
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