Links

ARQUITETURA E DESIGN




Zaha Hadid. Foto: Courtesia The Irving Penn Foundation


Objectos impressos em missão espacial com impressora 3D.


Protótipo de dirigível.


Favela da Rocinha. Foto: Richard Heathcote/Getty Images


Palácio da Cultura e da Ciência em Varsóvia, época comunista.


Last Futures: Nature, Technology, and the End of Architecture, 2016, de Douglas Murphy.

Outros artigos:

2018-11-06


PARTE II - FOZ VELHA E FOZ NOVA: PATRIMÓNIO CLASSIFICADO (OU NEM POR ISSO)


2018-09-28


PARTE I - PORTO ELEITO TRÊS VEZES O MELHOR DESTINO EUROPEU: PATRIMÓNIO AMEAÇADO PARA UNS, RENOVADO PARA OUTROS. PARA INGLÊS (NÃO) VER


2018-08-07


PAULO PARRA – “UMA TRAJECTÓRIA DE VIDA” NA GALERIA ROCA LISBON


2018-07-12


DEPOIS, A HISTÓRIA: GO HASEGAWA, KERSTEN GEERS, DAVID VAN SEVEREN


2018-05-29


NU LIMITE


2018-04-18


POLAROID


2018-03-18


VICO MAGISTRETTI NO DIA DO DESIGN ITALIANO


2018-02-10


GALERIA DE ARQUITETURA


2017-12-18


RHYTHM OF DISTANCES: PROPOSITIONS FOR THE REPETITION


2017-11-15


SHAPINGSHAPE NA BIENAL DA MAIA


2017-10-14


O TEATRO CARLOS ALBERTO DIALOGA COM A CIDADE: PELA MÃO DE NUNO LACERDA LOPES


2017-09-10


“VINTE E TRÊS”. AUSÊNCIAS E APARIÇÕES NUMA MOSTRA DE JOALHARIA IBEROAMERICANA PELA PIN ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE JOALHARIA CONTEMPORÂNEA


2017-08-01


23 – JOALHARIA CONTEMPORÂNEA NA IBERO-AMÉRICA


2017-06-30


PASSAGENS DE SERRALVES PELO TERMINAL DE CRUZEIROS DO PORTO DE LEIXÕES


2017-05-30


EVERYTHING IN THE GARDEN IS ROSY: AS PERIFERIAS EM IMAGENS


2017-04-18


“ÁRVORE” (2002), UMA OBRA COM A AUTORIA EM SUSPENSO


2017-03-17


ÁLVARO SIZA : VISÕES DA ALHAMBRA


2017-02-14


“NÃO TOCAR”: O NOVO MUSEU DO DESIGN EM LONDRES


2017-01-17


MAXXI ROMA


2016-12-10


NOTAS SOBRE ESPAÇO E MOVIMENTO


2016-11-15


X BIAU EM SÃO PAULO: JOÃO LUÍS CARRILHO DA GRAÇA À CONVERSA COM PAULO MENDES DA ROCHA E EDUARDO SOUTO DE MOURA


2016-10-11


CENAS PARA UM NOVO PATRIMÓNIO


2016-08-31


DREAM OUT LOUD E O DESIGN SOCIAL NO STEDELIJK MUSEUM


2016-06-24


MATÉRIA-PRIMA. UM OLHAR SOBRE O ARQUIVO DE ÁLVARO SIZA


2016-05-28


NA PEGADA DE LE CORBUSIER


2016-04-29


O EFEITO BREUER – PARTE 2


2016-03-24


O EFEITO BREUER - PARTE 1


2016-02-16


GEORGE BEYLERIAN CELEBRA O DESIGN ITALIANO COM LANÇAMENTO DE “DESIGN MEMORABILIA”


2015-11-30


BITTE LEBN. POR FAVOR, VIVE.


2015-10-30


A FORMA IDEAL


2015-09-14


DOS FANTASMAS DE SERRALVES AO CLIENTE COMO ARQUITECTO


2015-08-01


“EXTRA ORDINARY” - JOVENS DESIGNERS EXPLORAM MATERIAIS, PRODUTOS E PROCESSOS


2015-06-25


PODE A TIPOGRAFIA AJUDAR-NOS A CRIAR EMPATIA COM OS OUTROS?


2015-05-20


BIJOY JAIN, STUDIO MUMBAI


2015-04-14


O FIM DA ARQUITECTURA


2015-03-12


TESOURO, MISTÉRIO OU MITO? A ESCOLA DO PORTO EM TRÊS EXPOSIÇÕES (PARTE II/II)


2015-02-11


TESOURO, MISTÉRIO OU MITO? A ESCOLA DO PORTO EM TRÊS EXPOSIÇÕES (PARTE I/II)


2015-01-11


ESPECTADOR


2014-12-09


ARQUITECTAS: ENSAIO PARA UM MANUAL REVOLUCIONÁRIO


2014-11-10


A MARCA QUE TEM O MEU NOME


2014-10-04


NEWS FROM VENICE


2014-09-08


A INCONSCIÊNCIA DE ZENO. MÁQUINAS DE SUBJECTIVIDADE NO SUPERSTUDIO*


2014-07-30


ENTREVISTA A JOSÉ ANTÓNIO PINTO


2014-06-17


ÍNDICES, LISTAGENS E DIAGRAMAS: the world is all there is the case


2014-05-15


FILME COMO ARQUITECTURA, ARQUITECTURA COMO AUTOBIOGRAFIA


2014-04-14


O MUNDO NA MÃO


2014-03-13


A CASA DA PORTA DO MAR


2014-02-13


O VERNACULAR CONTEMPORÂNEO


2014-01-07


PÓS-TRIENAL 2013 [RELAÇÕES INSTÁVEIS ENTRE EVENTOS, ARQUITECTURAS E CIDADES]


2013-11-12


UMA SUBTIL INTERFERÊNCIA: A MONTAGEM DA EXPOSIÇÃO “FERNANDO TÁVORA: MODERNIDADE PERMANENTE” EM GUIMARÃES OU UMA EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA NUMA ESCOLA EM PLENO FUNCIONAMENTO


2013-09-24


DESIGN E DELITO


2013-08-12


“NADA MUDAR PARA QUE TUDO SEJA DIFERENTE”: CONVERSA COM BEYOND ENTROPY


2013-08-11


“CHANGING NOTHING SO THAT EVERYTHING IS DIFFERENT”: CONVERSATION WITH BEYOND ENTROPY


2013-07-04


CORTA MATO. Design industrial do ponto de vista do utilizador


2013-05-20


VÍTOR FIGUEIREDO: A MISÉRIA DO SUPÉRFLUO


2013-04-02


O DESIGNER SOCIAL


2013-03-11


DRESS SEXY AT MY FUNERAL: PARA QUE SERVE A BIENAL DE ARQUITECTURA DE VENEZA?


2013-02-08


O CONSUMIDOR EMANCIPADO


2013-01-08


SOBRE-QUALIFICAÇÃO E REBUSCO


2012-10-29


“REGIONALISM REDIVIVUS”: UM OUTRO OLHAR SOBRE UM TEMA PERSISTENTE


2012-10-08


LEVINA VALENTIM E JOAQUIM PAULO NOGUEIRA


2012-10-07


HOMENAGEM A ROBIN FIOR (1935-2012)


2012-09-08


A PROMESSA DA ARQUITECTURA. CONSIDERAÇÕES SOBRE A GERAÇÃO POR VIR


2012-07-01


ENTREVISTA | ANDRÉ TAVARES


2012-06-10


O DESIGN DA HISTÓRIA DO DESIGN


2012-05-07


O SER URBANO: UMA EXPOSIÇÃO COMO OBRA ABERTA. NO CAMINHO DOS CAMINHOS DE NUNO PORTAS


2012-04-05


UM OBJECTO DE RONAN E ERWAN BOUROULLEC


2012-03-05


DEZ ANOS DE NUDEZ


2012-02-13


ENCONTROS DE DESIGN DE LISBOA ::: DESIGN, CRISE E DEPOIS


2012-01-06


ARCHIZINES – QUAL O TAMANHO DA PEQUENÊS?


2011-12-02


STUDIO ASTOLFI


2011-11-01


TRAMA E EMOÇÃO – TRÊS DISCURSOS


2011-09-07


COMO COMPOR A CONTEMPLAÇÃO? – UMA HISTÓRIA SOBRE O PAVILHÃO TEMPORÁRIO DA SERPENTINE GALLERY E O PROCESSO CRIATIVO DE PETER ZUMTHOR


2011-07-18


EDUARDO SOUTO DE MOURA – PRITZKER 2011. UMA SISTEMATIZAÇÃO A PROPÓSITO DA VISITA DE JUHANI PALLASMAA


2011-06-03


JAHARA STUDIO


2011-05-05


FALEMOS DE 1 MILHÃO DE CASAS. NOTAS SOBRE O CONCURSO E EXPOSIÇÃO “A HOUSE IN LUANDA: PATIO AND PAVILLION”


2011-04-04


A PROPÓSITO DA CONFERÊNCIA “ARQUITECTURA [IN] ]OUT[ POLÍTICA”: UMA LEITURA DISCIPLINAR SOBRE A MEDIAÇÃO E A ESPECIFICIDADE


2011-03-09


HUGO MADUREIRA: O ARTISTA-JOALHEIRO


2011-02-07


O QUE MUDOU, O QUE NÃO MUDOU E O QUE PRECISA MUDAR


2011-01-11


nada


2010-12-02


PEQUENO ELOGIO DO ARCAICO


2010-11-02


CABRACEGA


2010-10-01


12ª BIENAL DE ARQUITECTURA DE VENEZA — “PEOPLE MEET IN ARCHITECTURE”


2010-08-02


ENTREVISTA | FILIPA GUERREIRO E TIAGO CORREIA


2010-07-09


ATYPYK PRODUCTS ARE NOT MADE IN CHINA


2010-06-03


OS PRÓXIMOS 20 ANOS. NOTAS SOBRE OS “DISCURSOS (RE)VISITADOS”


2010-05-07


OBJECTOS SEM MEDO


2010-04-01


O POTENCIAL TRANSFORMADOR DO EFÉMERO: A PROPÓSITO DO PAVILHÃO SERPENTINE EM LONDRES


2010-03-04


PEDRO + RITA = PEDRITA


2010-02-03


PARA UMA ARQUITECTURA SWISSPORT


2009-12-12


SOU FUJIMOTO


2009-11-10


THE HOME PROJECT


2009-10-01


ESTRATÉGIA PARA HABITAÇÃO EVOLUTIVA – ÍNDIA


2009-09-01


NA MANGA DE LIDIJA KOLOVRAT


2009-07-24


DA HESITAÇÃO DE HANS, OU SOBRE O MEDO DE EXISTIR (Parte II)


2009-06-16


DA HESITAÇÃO DE HANS, OU SOBRE O MEDO DE EXISTIR


2009-05-19


O QUE É QUE SE SEGUE?


2009-04-17


À MESA COM SAM BARON


2009-03-24


HISTÓRIAS DE UMA MALA


2009-02-18


NOTAS SOBRE PROJECTOS, ESPAÇOS, VIVÊNCIAS


2009-01-26


OUTONO ESCALDANTE OU LAPSO CRÍTICO? 90 DIAS DE DEBATE DE IDEIAS NA ARQUITECTURA PORTUENSE


2009-01-16


APRENDER COM A PASTELARIA SEMI-INDUSTRIAL PORTUGUESA OU PORQUE É QUE SÓ HÁ UMA RECEITA NO LIVRO FABRICO PRÓPRIO


2008-11-20


ÁLVARO SIZA E O BRASIL


2008-10-21


A FORMA BONITA – PETER ZUMTHOR EM LISBOA


2008-09-18


“DELIRIOUS NEW YORK” EXPLICADO ÀS CRIANÇAS


2008-08-15


A ROOM WITH A VIEW


2008-07-16


DEBATER CRIATIVAMENTE A CIDADE: A EXPERIÊNCIA PORTO REDUX


2008-06-17


FOTOGRAFIA DE ARQUITECTURA, DEFEITO E FEITIO


2008-05-14


A PROPÓSITO DA DEMOLIÇÃO DO ROBIN HOOD GARDENS


2008-04-08


INTERFACES URBANOS: O CASO DE MACAU


2008-03-01


AS CORES DA COR


2008-02-02


Notas sobre a produção arquitectónica portuguesa e sua cartografia na Architectural Association


2008-01-03


TARZANS OF THE MEDIA JUNGLE


2007-12-04


MÚSICA INTERIOR


2007-11-04


O CIRURGIÃO INGLÊS


2007-10-02


NÓS E OS CARROS


2007-09-01


Considerações sobre Tempo e Limite na produção e recepção da Arquitectura


2007-08-01


A SUBLIMAÇÃO DA CONTEMPORANEIDADE


2007-07-01


UMA MITOLOGIA DE CARNE E OSSO


2007-06-01


O LUGAR COMO ARMADILHA


2007-05-02


ESPAÇOS DE FILMAR


2007-04-02


ARTES DO ESPAÇO: ARQUITECTURA/CENOGRAFIA


2007-03-01


TERRAIN VAGUE – Notas de Investigação para uma Identidade


2007-02-02


ERRARE HUMANUM EST…


2007-01-02


QUANDO A CIDADE É TELA PARA ARTE CONTEMPORÂNEA


2006-12-02


ARQUITECTURA: ESPAÇO E RITUAL


2006-11-02


IN SUSTENTÁVEL ( I )


2006-10-01


VISÕES DO FUTURO - AS NOVAS CIDADES ASIÁTICAS


2006-09-03


NOTAS SOLTAS SOBRE ARQUITECTURA E TECNOLOGIA


2006-07-30


O BANAL E A ARQUITECTURA


2006-07-01


NOVAS MORFOLOGIAS NO PORTO INDUSTRIAL DE LISBOA


2006-06-02


SOBRE O ESPAÇO DE REPRESENTAÇÃO MODERNO


2006-04-27


MODOS DE “VER” O ESPAÇO - A PROPÓSITO DE MONTAGENS FOTOGRÁFICAS



RESOLUÇÕES DE ANO NOVO PARA A ARQUITETURA E DESIGN EM 2016

WILL WILES


 

 

Vamos chamar a estas as minhas resoluções de Ano Novo, em nome da arquitetura e do design, as coisas que eu gostaria de deixar para trás em 2016.


Ódio a Hadid

Em 2015 Zaha Hadid foi condecorada com a Real Medalha de Ouro RIBA, a primeira mulher a consegui-lo sozinha. Isto, parece-me, completa o seu álbum Panini de realização arquitectónica com a Real Medalha de Ouro, o Pritzker, Praemium Imperiale, Mies van der Rohe, Commandeur de l'Ordre des Arts et des Lettres.

Isto foi de certeza uma alegre nota de boas vindas naquele que foi um tórrido 2015; o estádio de Tóquio, uma ação judicial (resolvida) contra um jornalista, entrevistas de rádio abandonadas a meio, os projetos chineses a acabarem. Tudo isso juntamente com uma torrente agora familiar de críticas contra os países em que ela trabalha e os seus edifícios. Em outubro, por exemplo, Stephen Bayley protestou contra as suas "opiniões intratáveis, comportamento agressivo, a falta de charme e um mar de amargura".

A lista de clientes da ZHA às vezes é desagradável e a sua ideologia paramétrica é indigesta. Mas será que ela merece ser tão odiada? A atmosfera em torno do seu trabalho ficou envenenada com o rancor mais extraordinário, inclusive dos seus defensores - que, deve-se dizer, têm algum motivo para se sentirem em guerra. As minhas simpatias políticas quase sempre recaem nos detratores de Hadid, e esteticamente não estou convencido do parametricismo na teoria ou na prática. No entanto, passei 2015 seriamente preocupado com o espírito e a base dos ataques implacáveis a Hadid.

O furor crónico que envolve a prática tem-se tornado, ao que parece, auto-sustentável e está cada vez mais divorciado das ações da prática. Uma negatividade constante - por exemplo, num estúdio da BBC Radio - leva a uma certa animosidade natural por parte de Hadid, que incendeia ainda mais os seus críticos.

Ataques como o de Bayley deviam fazer-nos ter uma pausa séria, uma vez que se concentram tão duramente nas maneiras de Hadid. Isto resume-se a desejar que se comporte de forma diferente - ser um pouco mais sociável, menos assertiva, ignorar o que é dito sobre ela um pouco mais facilmente.

Um arquiteto com uma origem diferente não seria, penso eu, tratado desta forma. E ela podia não ter realizado metade do que fez se tivesse acatado este conselho mais cedo na sua carreira. As origens de Hadid não a isentam de críticas. No entanto, este ciclo de negatividade tem de ser quebrado, e acho que o discurso arquitectónico tem sido um pouco mais rápido a ignorar as deficiências dos seus Grandes Homens do que as desta Grande Mulher.


Claque do 3D

Por favor, deixem 2016 ser o fim da moda da impressão 3D. Não é a impressão 3D em si. É útil e está aqui para ficar. Mas as aplicações da tecnologia, até agora, dividem-se em duas categorias: funcionais e chatas, ou glamourosas e inúteis.

Coisas que são funcionais e chatas ainda têm o potencial de serem revolucionárias, é claro, embora de uma forma muito discreta. Aquele pino em falta na sua estante Billy do Ikea, por exemplo – um pedaço de metal de um centímetro que faz uma prateleira inteira ficar inutilizável. Não há necessidade de correr para o supermercado mais próximo ou abrir uma veia e cortar um bocado. Pode ser impresso em 3D.

Ser capaz de substituir uma pega ou um canto poderia estender a vida de numerosos objetos domésticos baratos. Isto acontecerá se a tecnologia baixar de preço para, digamos, £ 200 a £ 300, o que faz sentido economicamente em comparação com uns anos de Billys estragadas. Para isto é necessário a adoção pelo mercado de massas, e algum trabalho pode ter de ser feito no software de interface para ajudar a isso.

Assim, poderíamos todos ter impressoras 3D em casa. O que elas não farão é produzir vasos e sapatos paramétricos. O tipo de bugigangas e truques atualmente produzidos para mostrar a tecnologia são quase sempre triviais e feios.

Os designers estão errados em esperar que a impressão 3D irá produzir a sua própria estética, ou que pode impor uma. Um dos pontos fortes da tecnologia é que ela não tem estética inerente.
Correm o risco de sequestrar uma tecnologia que pode reduzir os resíduos do consumidor e usá-la para produzir um fluxo inútil, bugigangas baratas em linha reta para o aterro. Como o autor e designer Ian Bogost disse, as pessoas que pensam que as impressoras 3D serão revolucionárias devem perguntar-se o que há de tão revolucionário nas impressoras de papel.

No estaleiro de construção, a lição é similar. O precedente histórico é a pré-fabricação, que experimentou meio século de ser a "próxima grande coisa", enquanto furtivamente se tornou numa parte importante da construção sem a transformar ou a levar a uma revolução estética.


Dirigíveis

Requereria muito mais espaço do que eu aqui tenho para explorar plenamente o apelo dos dirigíveis. Uma tecnologia testada e abandonada na década de 1930, os dirigíveis combinam o exotismo da estrada não viajada com o glamour da Art Deco. Dos romances de Michael Moorcock à Fringe, eles permanecem o veículo emblemático da história alternativa.

Na nossa história real, porém, eles merecem pouco mais do que uma melancólica nota de rodapé. E ainda assim permanecem surpreendentemente populares na arquitetura e no design especulativo. Mais lentos que os aviões, mais caros que os navios e ferrovias, muito menos promissores do que os drones para micro-carga, os dirigíveis não têm vantagens para além do fascínio do retrocesso.

Os dirigíveis são os discos de vinil do céu, para lá do facto do vinil ter sido bem sucedido e dominante durante um tempo. O Minidisc dos céus.

O que realmente perfura a bolha dirigível é o problema do hélio. Hélio acessível é uma fonte finita e a diminuir, e precisamos realmente das reservas que temos para um número de tecnologias mais vitais, tais como aparelhos de ressonância magnética. Usá-lo para o arranque de um novo modo de transporte com pouco mais do que razões estéticas duvidosas é loucura. E quando se rejeita os argumentos ecológicos para os dirigíveis - que tendem a patinar sobre o problema do hélio - a estética é tudo o que resta.

Não temam! Há tecnologia muito bonita para mover cargas de forma mais barata - mas lentamente - ao redor do mundo, que tem um potencial fascinante para reduzir o consumo de combustível durante a utilização de um recurso abundante e totalmente renovável. É chamada vela, e está a ser explorada por empresas incluindo a Rolls Royce. Vendam os dirigíveis, comprem veleiros.


Diversão na Favela

Em agosto de 2015, o Instituto Adam Smith deixou cair o que deve ser o assunto mais quente em todo o urbanismo: o pedido de favelas na Grã-Bretanha.

Forçar as pessoas a viver em casas com janelas e instalação eléctrica não-letal é, afinal, uma ultrajante restrição da liberdade de mercado. Se um pouco de nutritivo bolor negro nos pulmões do bebé é o preço a pagar para uma habitação realmente acessível, quem somos nós para interferir? Mas quem é você, algum tipo de comunista?

É uma das grandes conquistas das chamadas políticas de habitação "falhadas" dos anos 1950 e 1960, que muitas pessoas no Ocidente parecem ter-se esquecido exatamente o quão horríveis as favelas realmente são. Os arquitetos e os reformadores sociais da primeira metade do século XX estavam certos ao considerá-las o rei das pragas. Foram um pesadelo de falta de saúde e de vidas atrofiadas - e permanecem assim nas partes do mundo onde persistem.

O Brasil, por exemplo. Com os Jogos Olímpicos no Rio a apenas sete meses de distância, seria bem vindo se designers pudessem pensar muito cuidadosamente sobre projetos apoiados no "inventividade" e "pujança" das favelas do Brasil.

As favelas não são, é claro, áreas vazias de tristeza e degradação - eles são o lar de tanta engenhosidade humana e ambição como em qualquer outro lugar. Mas também não são alegres oficinas de elfos para o mundo rico. Não estou a pedir muito, apenas um pouco de cuidado e nuance.


Livros longos

Alguns soberbos livros de arquitetura foram publicados em 2015. Espaço, esperança e brutalismo: Arquitetura Inglesa 1945-1975, de Elaine Harwood; Paisagens do Comunismo de Owen Hatherley; Cidades Imaginárias de Darran Anderson; Glória Caída, de James Crawford.

Estes são melhores do que bons - todos eles têm igual direito a serem clássicos no fazer, e não apenas excelentes, mas essenciais. E todos eles são muito longos. Estes quatro livros excedem 2500 páginas no total.

O dedicado leitor de arquitetura deixará 2015 consideravelmente mais experiente, mas também exausto. A década de 2010 não deveria ser uma idade de ouro do panfleto e do ensaio longo? O que aconteceu a isso? Onde estão as expressivas cem páginas?

Últimos Futuros: Natureza, Tecnologia e o Fim da Arquitetura, de Douglas Murphy, pela Verso em Janeiro de 2016, são umas perfeitamente respeitáveis 240 páginas, mas parece-se com uma bolacha fina em comparação com o festim anterior. Mal posso esperar. Só espero que não prove muito, como o fez para o Monsieur Creosote.

 


Will Wiles
É escritor e editor colaborador da revista Ícone, além de jornalista freelance na área do design.

 

:::

Este artigo é uma versão do originalmente publicado na revista digital Dezeen, a 29 de Dezembro de 2015.

Canada generic propecia cialis levitra vs uk drugs price levitra http://www.socgeografialisboa.pt/vardenafil-online-uk/ buy vardenafil 20mg, 20mg levitra 10mg levitra tablets.
Buy propecia generic i can where buy viagra bulk cheap sildenafil buy online viagara cialis levitra, buy paypal via viagra tab 20mg vardenafil hcl.
Bulk in viagra buy uk viagra discount viagra vs cialis cialis vs viagra cost at walmart uk sale tablets levitra best ed meds order ed drugs, levitra buy india jelly sildenafil.
Pay paypal with viagra tadalafil indian propecia 1mg online http://www.socgeografialisboa.pt/buy-tadalafil-online-pharmacy/ research tadalafil capsules, better than cialis viagra where viagra buy in to mumbai.
Cialis cost of without insurance viagra chip vs reviews viagra levitra http://www.socgeografialisboa.pt/cialis-paypal/ cialis sandoz, price viagra citrate 100mg sildenafil buy no levitra generic prescription.
Cialis tadalafil generic generic safe is tadalafil generic viagra with paypal pay buy generic cialis online, levitra plus viagra uk suppliers.
Tadalafil india brands sales online sildenafil http://www.saludos.com/healthcare/hchome.htm cialis vs viagra reviews 20mg tablets tadalafil http://www.saludos.com/award.htm ed pills pack otc, price rupees tablet viagra indian in cialis of picture generic.
Prescription uk without buy viagra tadalafil discount kaufen 20mg levitra http://www.socgeografialisboa.pt/propecia-help/ buy cheapest propecia online, daily 20mg cialis levitra viagra o.