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EXPOSIÇÕES ATUAIS


Teresa Gonçalves Lobo.


Búzio, Caderno literário, Edição de António Aragão, 1956.


Patrícia Lino e 1950-2012 Selected Poems de Adrienne Rich.


Metamorfoses de Ovídio, em tradução de Paulo Farmhouse Alberto.


Dayana Lucas.


Pedro Tudela.


Coleção de areia, de Italo Calvino.


Catarina Domingues.


Sérgio Bráz d’Almeida.


O Sabor das Trevas: Romance-alegoria dos tempos amargos de José Gomes Ferreira.


António Olaio.


Why I’m Still A Communist, um livro de artista de Pedro Pousada.


Verifique se o mesmo de Nuno Ramos.


Ana Vidigal.


Diana Policarpo.

Outras exposições actuais:

MAJA ESCHER

UM DIA CHOVEU TERRA


Galeria Municipal de Arte de Almada, Almada
CATARINA REAL

COMPETIÇÃO EXPERIMENTAL

CURTAS VILA DO CONDE IFF 2020


Teatro Municipal de Vila do Conde, Vila do Conde
DASHA BIRUKOVA

ANGELO GONÇALVES

ESTANQUE


Galeria TREM, Faro
MIRIAN TAVARES

DOROTHEA LANGE

WORDS & PICTURES


MoMA - The Museum of Modern Art, Nova Iorque
MAURO SANTOS GONÇALVES

COLECTIVA

A IDADE DE OURO DO MOBILIÁRIO FRANCÊS. DA OFICINA AO PALÁCIO


Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa
CARLA CARBONE

TÚLIA SALDANHA

UMAHORA VI


Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, Bragança
LAURA CASTRO

DIOGO TUDELA

VOCAL TRACT / BLACK HOLE / VENT SHAFT (PART I)


gnration, Braga
CATARINA REAL

COLECTIVA

FAZER DE CASA LABIRINTO


Balcony, Lisboa
DIOGO GRAÇA

JAMES NEWITT

FOSSIL


Carpintarias de São Lázaro, Lisboa
DIOGO GRAÇA

COLECTIVA

PAUSA | LIVROS - PARTE III


PLATAFORMAS ONLINE,
SÉRGIO PARREIRA

ARQUIVO:


COLECTIVA

PAUSA | LIVROS - PARTE IV




PLATAFORMAS ONLINE



23 MAR - 31 AGO 2020


 

[for the English version click here]

 

 


Quarta e última parte da “exposição” literária visual, resultante da participação de mais de quarenta artistas e que fomos publicando no nosso Instagram artecapital.net a partir do dia 23 de Março 2020.

O projeto PAUSA teve a autoria e curadoria de Sérgio Parreira.

 

 

TERESA GONÇALVES LOBO

"Búzio" Caderno literário, Edição de António Aragão, 1956. Fui apanhada nestes dias de quarentena numa das minhas vindas à Madeira, longe de casa e dos meus livros. No entanto há livros que pela sua e minha história, faço questão de os ter, ler, reler, tocar… no meu atelier no Funchal. Destaco BÚZIO, Caderno literário, uma edição de António Aragão de 1956, com colaboração de Edmundo Bettencourt, David Mourão-Ferreira, Eurico de Sousa, Esther de Lemos, Herberto Helder, Jorge Sumares e J.Escada, além do próprio António Aragão. “Fonte” de Herberto Helder é para ser lido, lido, relido no silêncio da voz alta… Funchal, 30.04.2020

 

PATRÍCIA LINO 

'1950-2012 Selected Poems' de Adrienne Rich e as 'Metamorfoses' de Ovídio, em tradução de Paulo Farmhouse Alberto, foram dois dos livros a que voltei durante a quarentena. O primeiro compila alguns dos poemas que Rich publicou até à sua morte, em 2012. "The Burning of Paper Instead of Children", "North American Time" e "Tonight No Poetry Will Serve" são três dos textos que lhes recomendo. O segundo, sem o qual não se pode entender a mitologia clássica nem a pintura e escultura do século XV ao XIX, reúne, em 15 livros, grande parte dos mitos mais fundamentais do mundo antigo greco-latino.

 

DAYANA LUCAS 

“Escritos dos mestres zen” Penguin Books - Great Ideas | THE TRUE PATH. “Pouco antes de Ninakawa falecer, o mestre zen Ikkyu visitou-o. 'Deverei guia-lo?', Perguntou Ikkyu. Ninakawa respondeu: 'Vim aqui sozinho e vou sozinho'. Que ajuda achas que poderias fornecer? 'Ikkyu respondeu: 'Se crees que realmente pode ir e voltar, isso é uma ilusão. Deixa-me mostrar-te o caminho em que não existe ida ou regresso'. Com estas palavras, Ikkyu revelou o caminho tão claramente que Ninakawa sorriu e faleceu. Histórias Zen. Algumas tradicionais, outras de Mujū.”

 

 

 

PEDRO TUDELA 

"Coleção de areia", de Italo Calvino. Para quem, como eu, tanto estima a memória e a influência sedutora dos ‘objetos’, este belo livro, originalmente publicado em 1984 e que reúne uma série de ensaios das décadas de 70 e 80, oferece-nos uma sequência de ensaios para entender o diferente, aquilo que se mostra como culturalmente esquisito, afastado no lugar e no tempo.

 

CATARINA DOMINGUES 

"Sonhos" de Walter Benjamin, Edições Sr. Teste. Os ‘Sonhos’ do Walter Benjamin deslocam-nos para o lugar extremo em que nos vemos como a um desconhecido, um ser diante da sua morte - o seu segredo. Entre a complexidade do inconsciente e consciente, transição entre sonho e consciência sem cisão, constituindo pensamento íntimo. A estes sonhos são associadas algumas imagens da Clara Sanchez Sala.

 

 

 

 

SÉRGIO BRAZ D’ALMEIDA 

“O Sabor das Trevas: Romance-alegoria dos tempos amargos” de José Gomes Ferreira. O sabor das trevas | romance-alegoria dos tempos amargos” um livro escrito por José Gomes Ferreira em 1976. Não sei bem qual foi a razão que me levou a folhear este livro agora. uma coisa é certa, as frases deste livro nunca deixaram de me surpreender… ‘Capítulo V - Agora seguiam ambos pela cidade, nus e de mãos dadas, perdidos naquela multidão de cegos tateantes que, graças a dispositivos ilusórios de cores várias, supunham que possuíam olhos e viam a realidade que lhes convinha ver.

 

ANTÓNIO OLAIO 

“Why I’m Still A Communist” um livro de artista de Pedro Pousada. Why I’m Still A Communist é um livro do artista plástico Pedro Pousada, meu colega no Colégio das Artes e no departamento de arquitectura da Universidade de Coimbra e foi editado pela Stolen Books. Ele diz que os desenhos deste livro “discutem o sujeito humano”, como “criatura suja e teimosa feita de biologia e cultura”. Ficamos esclarecidos quanto às razões pelas quais é, e continua, comunista. Pelo menos saberemos que, para ele, ser comunista é uma coisa que se pode explicar assim, na complexidade destes desenhos, nestas personagens de corpos de forma instável, atentos ao mundo e num permanente desejo de mudança.

 

ANA VIDIGAL 

“Verifique se o mesmo” de Nuno Ramos. Há artistas plásticos que são também escritores, bons escritores. Nuno Ramos é um deles.

 

DIANA POLICARPO 

“Full Surrogacy Now” (2019) de Sophie Lewis. Na utopia de Lewis, a família não desapareceu; ela é escolhida, mais selvagem, mais abundante e menos restrita. Bad news for heteronormative ideology.

 

Full Surrogacy Now (2019) de Sophie Lewis.

 



SÉRGIO PARREIRA