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ENTREVISTA



ANTÓNIO OLAIO


Esta é a segunda entrevista que acompanha o Ciclo de Reenactments - Performance Arte Portuguesa, que será apresentado na Plataforma Revólver, em Lisboa. Este ciclo tem por objectivo partilhar episódios da história da performance portuguesa. No dia 9 de dezembro, pelas 19h, foi transmitida em live streaming a performance GRAÇAS À LUZ ELÉCTRICA, de António Olaio, artista plástico, performer, músico, professor universitário e investigador, director do Colégio das Artes, em Coimbra.
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O ESTADO DA ARTE



SÉRGIO PARREIRA


TEORIA DE UM BIG BANG CULTURAL PÓS-CONTEMPORÂNEO - PARTE II
Foi em março e abril deste ano que tivemos oportunidade de presenciar o universo das artes a reagir freneticamente na procura de soluções para dar resposta ao confinamento forçado pela pandemia da Covid-19. Da implosão involuntária inesperada, reemergiu um novo universo cultural e artístico, na grande maioria dos casos e numa fase inicial, frágil e incerto; com o passar dos meses, cuidadoso e realista, ou noutros casos, assustado, descuidado e em perpétua negação. Nove meses depois e num momento em que a vacinação mundial contra o vírus dá os primeiros passos, somos capazes de fazer uma análise das consequências deste big bang cultural, repleto de ideias e soluções, e questionar, que mundo cultural desejamos ter num futuro próximo? Que sequelas nos deixa o ano de 2020? O que é na verdade o tão desejado regresso à normalidade?
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PERSPETIVA ATUAL

MANUELA HARGREAVES


LOUISE BOURGEOIS – DESLAÇAR UM TORMENTO
Penso que o trabalho de Louise Bourgeois é indissociável das questões de género que dominaram as artes visuais dos anos 60, 70 e depois, masculino/feminino, amor/ódio (nas suas relações com a mãe e o pai), o corpo e as suas dores, no entanto vai mais longe. Já nos anos 40, numa década ainda embrionária para as questões feministas, realiza uma série de obras a que chamou “Femmes Maison”, figuras femininas cujos corpos consistiam parcialmente numa casa, referência ao estatuto social das mulheres e ao seu estatuto de domésticas, explorando o mesmo tema na escultura. Mas englobar a obra de Bourgeois no estereótipo feminista parece-me demasiado restrito; a sua vasta criação artística não cabe nessa tipologia.
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OPINIÃO

FILOMENA SERRA


SEED/SEMENTE DE ISABEL GARCIA
É estimulante encontrar algo inesperado e que nos dê esperança num momento em que nos encontramos encerrados nas nossas habitações, com limites de horários e de deslocações, impedidos de ver e abraçar familiares e amigos, ou com essas relações reduzidas a breves encontros. Falo dos recentes trabalhos de Isabel Garcia, realizados em plena pandemia e mostrados na exposição SEMENTE / SEED. A ideia de «Seed» que opera como matriz no processo de trabalho da artista é um convite urgente a pensar a negociação entre natureza e ambiente.
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ARQUITETURA E DESIGN

DASHA BIRUKOVA


SURENDER, SURENDER
Podemos nunca saber a verdadeira razão pela qual Nikolai Nekh decidiu criar um "Museu", mas é óbvio que todo o artista sonha em ter o seu próprio museu. O Museu é uma agência de legitimação, um palco para problematizar a realidade e estructurar o conhecimento e a prática. A fim de musealizar a sua prática artística, Nekh criou o Museu da Gentrificação (MoG), com a sua clara visão conceptual e uma narrativa muito realista. O artista explica claramente: “eu trabalho muito com a questão das narrativas de produção e distribuição da imagem, que é o pano de fundo para o que em última análise vemos.”
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MÚSICA

MIGUEL PINTO


LOURENÇO CRESPO
Surgida no início da década passada, a Cafetra terá sido um dos exemplos mais claros da efervescência juvenil em Lisboa, no que respeita à escrita de canções: nela surgiram bandas como Pega Monstro, caracterizadas por um punk-rock sujo e desobstinado, e escritores de canções como Éme ou Lourenço Crespo. Ao anúncio desta nova década, o coletivo parece ter inaugurado uma séria dobra: Lourenço é capaz de ter anunciado à editora o seu primeiro grande passo de maturidade.
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PREVIEW

18.ª edição KINO - Mostra de Cinema de Expressão Alemã | 21-27 Jan, Online (Filmin.pt)


Pela primeira vez online na plataforma de streaming Filmin.pt, 16 longas-metragens de expressão alemã, na sua maioria em estreia nacional.
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EXPOSIÇÕES ATUAIS

CRISTINA ATAÍDE

DAR CORPO AO VAZIO


Museu Coleção Berardo, Lisboa

Dar corpo ao vazio revela-se como uma jornada de conhecimento existencial do ser humano. Através do ver, do sentir e do estar na natureza, Cristina Ataíde proporciona ao espetador um caminho transcendental.
LER MAIS JOANA CONSIGLIERI

JOÃO FERRO MARTINS

OBJECTOS EM ETERNO COLAPSO


Galerias Municipais - Pavilhão Branco, Lisboa
Universo autónomo criado por João Ferro Martins com o seu próprio colapso gravitacional, superfícies aprisionadas e buracos negros. Relatividade Geral do artista baseada na inversão, mudez ou som imaginativo e confusão simultânea como 'Gesamtkunstwerk'.
LER MAIS DASHA BIRUKOVA

COLECTIVA

ACTO DE ESTADO. O REGIME ISRAELITA DE OCUPAÇÃO, UM ARQUIVO FOTOGRÁFICO (1967-2007)


Arquivo Municipal de Lisboa | Fotográfico, Lisboa
Exposição/instalação da filósofa e historiadora Ariella Aïsha Azoulay, mostrando pouco mais de 700 fotografias, tiradas entre 1967 e 2005, sobre a ocupação israelita da Palestina. Em vez de detalhar as violências, os prisioneiros, os feridos, os mortos, as humilhações, as destruições, as expulsões ao longo destas imagens, eu gostaria de mostrar apenas um aspeto, aquele do retrato voluntário, como, precisamente, uma interação entre os atores da fotografia.
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JOSEF KOUDELKA

RUINES


Bibliothèque Nationale de France - Bibliothèque François-Mitterrand, Paris
Não há lógica geográfica ou histórica para o esquema de apresentação destas imagens, mas apenas agrupamentos formais e estéticos. Às vezes a ruína mal é visível, como no grande Grand Saint Bernard enevoado. A cenografia pretende ser "um andar rítmico mas aleatório, favorecendo as surpresas visuais e a renovação do olhar". Em vez de descobrirmos AS ruínas, nós vemos aqui UMA ruína única, genérica, polimórfica e ubíqua.
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JORGE SANTOS

A ILUSÓRIA VERDADE


Galeria Quattro, Leiria
Os trabalhos que Jorge Santos apresenta em Leiria, refletem uma experienciação romântica que o artista acolheu de forma genuína, pura e legítima, ao se entregar a um isolamento criativo intemporal, que unicamente um espaço de natureza activa protegida, se revela apto a germinar. Jorge Santos expõe trabalhos de múltiplas fases de criação que, ao contrário do que se possa antever, e não sendo trabalhos recentes, assoalham intemporalidade, à semelhança da natura capturada.
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PEDRO CALHAU

DO INESGOTÁVEL


Fundação Eugénio de Almeida - Centro de Arte e Cultura, Évora
Abrir a mente de modo a que os seus próprios mecanismos possam sondar, tanto o mundo das pequenas formas como o que está imensuravelmente distante, através do potencial de diversas linguagens e anulando a fronteira entre terra e cosmos, tal parece ser a ambição de Pedro Calhau.
LER MAIS NUNO LOURENÇO

KORAKRIT ARUNANONDCHAI & ALEX GVOJIC

NO HISTORY IN A ROOM FILLED WITH PEOPLE WITH FUNNY NAMES 5


Museu de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto
Tal como Dante, descemos para um lugar desconhecido e obscuro com destino aos 3 ecrãs de vídeo. Acompanhados do som latejante e intenso, das máquinas de fumo, dos lasers verdes chegamos até um espaço de paragem e observação. Esta é uma experiência sonora, visual e quase táctil.
LER MAIS MAURO SANTOS GONÇALVES