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ENTREVISTA



NUNO CENTENO


Em conversa com Sérgio Parreira, e a semanas da inauguração do novo espaço da galeria no Porto, o galerista Nuno Centeno reflecte, com um olhar no futuro, sobre a sua história pessoal e profissional. Discute ainda o estado da arte a nível internacional, assim como a posição de Portugal neste complexo mapa.
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O ESTADO DA ARTE



VICTOR PINTO DA FONSECA


PARTILHAMOS DA CRÍTICA À CENSURA, MAS PARTILHAMOS DA FALTA DE APOIO ÀS ARTES?
Reverter os graves problemas que afetam a actividade artística e toda a injustiça que se pratica anualmente nos concursos dos apoios às artes implica termos de ir buscar mais dinheiro ou pelo menos a DGArtes partilhar o dinheiro de uma forma diferente, de forma a que as verbas cheguem a todos os projectos competentes, porque a cultura é uma necessidade imprescindível de toda uma vida, à semelhança do serviço nacional de saúde e da educação!
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PERSPETIVA ATUAL

MIRIAN TAVARES


SHALL WE DANCE? ROCCO – A PHOTO ROMAN
Hanspeter Amman usa o vídeo na contramão da História para contar histórias através das imagens, histórias que prescindem do texto, da fala. Histórias que são cartografias de corpos, que criam paisagens culturais através do movimento lento, do movimento contido, do não-movimento. As suas imagens exigem, do espectador, tempo de contemplação, de compreensão e de apreensão do que não é dito, mas que se diz por se apresentar no ecrã, que se expõe.
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OPINIÃO

CONSTANÇA BABO


CHRISTIAN BOLTANSKI NO FÓRUM DO FUTURO
O artista francês é altamente ativo no seu tempo a partir de uma aproximação que nutre com o passado, patente em toda a sua obra, esta que se revela enquanto história, memória e tempo, em relação com determinados espaços e/ou acontecimentos. O conceito que intitulou a sessão de Boltanski, Transmissão, foi, precisamente, o ponto de partida da sua conferência.
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ARQUITETURA E DESIGN

HELENA OSÓRIO


PARTE II - FOZ VELHA E FOZ NOVA: PATRIMÓNIO CLASSIFICADO (OU NEM POR ISSO)
A Foz Velha, típica pelo casario baixo e ruas assimétricas e estreitas, encontra-se cada vez mais ameaçada por construções em altura e em permanente desrespeito pelos volumes vizinhos. Pior é o panorama da Foz Nova. As casas antigas já se contam pelos dedos. Vão-se preservando fachadas, fazendo crescer prédios em altura e moradias “encavalitadas” em condomínios fechados. Alguns construtores têm o cuidado de colocar tapumes elevados e de pintar vidraças para não se ver a destruição de interiores; outros exibem à descarada a má direção das obras, onde são reis o betão e o tijolo (esquecendo o tijolo maciço artesanal – o tradicional tijolo burro).
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MÚSICA

RICARDO ESCARDUÇA


SRSQ – “UNREALITY”
SRSQ, o projecto a solo da vocalista e teclista californiana Kennedy Ashlyn, talvez não existisse sequer, ou porventura existiria em outra dimensão que não aquela da qual afinal emerge, a de acertar contas com o passado. O álbum de estreia encorpa o trauma e a purga do luto pela amiga e guitarrista Cash Askew. O que este contexto íntimo, exposto nu e cru às custas da coragem para o enfrentar, imprime em “Unreality” é a agregação da dimensão sublime desta esfera pessoal e trágica à da beleza da obra lírica e musical.
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PREVIEW

LEFFEST – Lisbon & Sintra Film Festival, 12ª edição | 16 a 25 Nov, Lisboa e Sintra


O Festival aposta na interligação de propostas culturais diversas - do cinema à literatura, passando pela música e pelas artes plásticas - e afirma-se enquanto lugar propício à reflexão e discussão dos temas que marcam a actualidade.
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EXPOSIÇÕES ATUAIS

RUI CHAFES E ALBERTO GIACOMETTI

GRIS, VIDE, CRIS


Fundação Calouste Gulbenkian – Delegação em França, Paris

Em primeiro lugar, a proximidade pode surpreender: qual a relação entre Alberto Giacometti e o escultor português Rui Chafes? Nem semelhança de formas, nem experiências comuns, nem uma qualquer filiação. Que ideia absurda de os reunir, de os fazer dialogar nesta exposição na Fundação Gulbenkian em Paris?
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PATRÍCIA SERRÃO

WELTSCHMERZ


CECAL – Centro de Experimentação e Criação Artística de Loulé, Loulé
Parece anacrónico falar-se de Romantismo quando queremos falar do trabalho de uma artista, nascida quase no século XXI, cuja obra somente começa a dar sinais de si em recentes exposições. Mas, Patrícia Serrão assumiu de forma consciente ou inconsciente o papel que este período histórico-artístico exerce nas suas criações.
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MARCELO BRODSKY

MARCELO BRODSKY. 1968: O FOGO DAS IDEIAS


Museu Coleção Berardo, Lisboa
Seguramente, Marcelo Brodsky é um artista engajado, uma testemunha da sua época: a sua série de obras de cerca dos anos 1968 (de Milão 1966 a Angola 1974) evoca essa época agitada, cheio de ruídos e de fúria, cheia de esperanças rapidamente decepcionantes e de utopias abortadas. Mas, contrariamente à maioria dessas exposições comemorativas, Brodsky não testemunha, não publica uma fotografia ou um documento em estado bruto: ele ajuda a ver, mostra o que não vimos, altera a percepção da imagem.
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ROBERT MAPPLETHORPE

ROBERT MAPPLETHORPE: PICTURES


Museu de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto
A principal prática de que se serviu foi a fotografia, cujas provas e impressões exibem um impressionante contraste de escala de cinzas, uma notável qualidade estética e composições igualmente sublimes. A qualidade fotográfica revela um olhar rigoroso, aprimorado e tão sensível quanto ousado. Contudo, o património que o artista construiu compreende muito mais do que, à partida, se atribui à técnica utilizada.
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Catarina Lopes Vicente

DESENHOS


Teatro da Politécnica - Artistas Unidos, Lisboa
Entrando num espaço de paredes escuras é a iluminação pontual que nos permite ver desenhos. A reminiscência a palco controla a atenção: o que é iluminado está em cena – é visto, ouvido, tem a nossa atenção. É, por fim, contemplado. Mas este pedido-exigência de atenção – de quem se coloca debaixo dos holofotes sabendo esse o comportamento das estrelas – é, ainda assim, subtil. São desenhos sérios, dizem-nos as escalas de brancos, cinzentos e negros alternadas com as variações de ocre, das manchas de óleo aos papéis envelhecidos (que culminam em certos casos na madeira da moldura). É simples e silencioso quem decide aparecer sob a luz forte.
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COLECTIVA

AFRICAN PASSIONS


Palácio Cadaval, Évora
Mesmo junto ao Templo Romano, a mostra reúne as obras de 16 artistas vindos de sete países da África subsariana. A selecção das obras consistiu num balanço de grandes nomes da cultura africana com artistas que estão agora a emergir.
LER MAIS MARIA LUÍSA FERRÃO

Eduardo Fonseca e Silva e Francisca Valador

SUBTERRÂNEO


Museu Geológico - LNEG , Lisboa
Eduardo Fonseca e Silva (Lisboa, 1993) e Francisca Valador (Lisboa, 1993) dão-nos a ver uma exposição cheia de mistérios, contrastes e balanços. Como se não nos quisessem contar a história que, de facto, nos contam. Sobre a alcatifa ocre peças escuras aparecem, evocando mitos, histórias e narrativas que vagamente reconhecemos.
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