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ENTREVISTA



INÊS TELES


Inês Teles, artista plástica, é uma artista que para além de um currículo vasto em exposições e prémios, está a tirar doutoramento na FBAUL. Atualmente, vemos cada vez mais artistas interessados na ideia de investigação. É uma palavra que se vai normalizando no mundo artístico em Portugal, mesmo que ainda não seja recebido por um público mais à arte pela arte da mesma forma que pelos próprios artistas. Afinal de contas, são os artistas que determinam que arte é que se produz, e as ecologias artísticas, ainda que (muito) devagar, vão-se desdobrando.
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O ESTADO DA ARTE



JOANA CONSIGLIERI


ÁLBUM DE FAMÍLIA – UMA RECORDAÇÃO DE MARIA DA GRAÇA CARMONA E COSTA
Maria da Graça Carmona e Costa edifica por uma história de imagens uma narrativa estética que vislumbra um gosto muito peculiar, em que tece entre suaves fios de seda a passagem pela arte contemporânea. Presencia-se um gesto e um gosto na experiência artística, mais do que uma coleção, reflete-se uma intensa jornada da atividade da colecionadora e o seu amor pela arte, que se desenlaça em galerista (Giefarte), colecionadora e mecenas (Fundação Carmona e Costa [FCC]). Assim, mergulhamos através do seu olhar num tempo suspenso na arte, onde no gesto vibra a memória, do seu olhar, o outro.
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PERSPETIVA ATUAL

FÁTIMA LOPES CARDOSO


EDUARDO GAGEIRO: FACTUM
O que encontramos em Factum é a história e os diversos retratos de um país antes, durante e depois da Revolução, mas é, acima de tudo, a projeção de todos os valores que conduziram Eduardo Gageiro à fotografia e, particularmente, a lealdade às causas que acredita, assim como pelos ideais que o acompanham desde sempre. Algumas dessas imagens – as preferidas do autor – são os ícones da Revolução de 1974, mas também se identifica um olhar atento às condições de vida da classe operária, na linha do construtivismo russo, de Aleksandr Ródtchenko, às desigualdades sociais representadas pela corrente neorrealista e a força visual da fotografia humanista francesa.
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OPINIÃO

PEDRO CABRAL SANTO


NO TIME TO DIE
Muito cedo percebi a tremenda influência que as imagens visuais exerciam em mim. Desde logo, as imagens em movimento, sobretudo aquelas que provinham do cinema, e também da televisão. Aliás, ainda hoje estou refém dessas diatribes – quase sempre imagens por imagens, sem jugo ou grande valia, mas com um impacto direto, incisivo, na minha resolução e providência. Gostaria, por isso de evocar três momentos, diferentes entre si, mas relevantes para a consciencialização do fenómeno em causa, nomeadamente com retornos efetivos no modo como ainda hoje, de certa forma, tento percecionar o Mundo, e também pensá-lo em termos artísticos – coisas decisivamente diferentes.
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ARQUITETURA E DESIGN

MADALENA FOLGADO


EXOUSIA — É POSSÍVEL, É PERMITIDO...MAS NÃO, NÃO PODE
A proposta do texto é esta: Acercarmo-nos do assunto, como se estivéssemos a construir uma cerca para um Jardim; i.e., um espaço seguro. Porém, pensando este limite enquanto um limiar, um extravasamento: Aberto à presença de um maior número possível de corpos; acolhendo os seus constrangimentos, mas também e principalmente, aberto às suas inesperadas Possibilidades. Tratar-se-á, uma vez mais, de nos aventurarmos pelos significantes e menos pelos significados.
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ARTES PERFORMATIVAS

LIZ VAHIA E CATARINA MIRANDA


ΛƬSUMOЯI, DE CATARINA MIRANDA
Em ΛƬSUMOЯI, Catarina Miranda, uma das nomeadas para o Salavisa European Dance Award, parte da peça de teatro japonesa noh ΛƬSUMOЯI, escrita por Zeami Motokiyo no século XV, para criar um espetáculo ancorado no movimento, na luz e no som, onde se cruzam espectros e memórias, passado e presente, técnicas ancestrais e linguagens futuristas. ΛƬSUMOЯI é um jovem samurai que morre em combate e cujo espírito regressa ao campo de batalha, onde acaba por encontrar apaziguamento em vez de vingança.
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PREVIEW

ARCOlisboa 2024 | 23 a 26 Maio, Cordoaria Nacional, Lisboa


A 7.ª edição da ARCOlisboa vai reunir este ano 84 galerias de 15 países, organizada em três áreas: o Programa Geral e as secções comissariadas, OPENING Lisboa e “As Formas do Oceano”.
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EXPOSIÇÕES ATUAIS

PEDRO TUDELA

U MADE U


Kubikgallery, Porto

U” remete para a individualidade, a agência, a autoria e “made” para a produção. Anuncia-se, deste modo, a problematização da qual se ergue o projeto expositivo: a relação entre o sujeito e o que é por ele criado ou transformado. É a partir daqui, entre quem faz e o que é feito, quem cria e o que é criado, que o artista constrói um espaço estético e de reflexão, pautado pela multidisciplinaridade, pela composição e pelo que podemos apelar de sonoridades visuais.
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COLECTIVA

PRÉ/PÓS - DECLINAÇÕES VISUAIS DO 25 DE ABRIL


Museu de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto
A exposição, com extensão e densidade impressionantes, representa e convoca as várias condições que formaram e configuraram a época do 25 de Abril. As obras foram escolhidas organicamente, inúmeras delas foram objeto de recuperação e restauro, algumas das quais não eram exibidas desde a sua criação, dentro do espaço temporal que a exposição abrange, de 70 a 77.
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YAYOI KUSAMA

YAYOI KUSAMA: 1945-HOJE


Museu de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto
A retrospectiva, a maior de sempre dedicada à artista, conduz-nos por quase oito décadas de carreira de Kusama revelando-nos a amplitude de movimentos e linguagens artísticas da sua prática. Reunindo pinturas, esculturas, performances, imagens em movimento, instalações grandiosas e material de arquivo, a exposição organiza-se segundo seis temas que se interrelacionam – Infinito; Acumulação; Conectividade Radical; Biocósmico; Morte e Força de Vida - reveladores da profundidade e complexidade do pensamento filosófico e artístico de Kusama e que se entrelaçam com a sua própria biografia.
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ANTÓNIO FARIA

AS VIZINHAS


Centro Cultural Bom Sucesso, Alverca do Ribatejo
Oito bichos de proporções humanas, sem morfologia semelhante a nenhum inseto do mundo natural, mas estranhamente próximos de muitos seres que habitam o real, vivem por estes dias suspensos nas paredes brancas do Centro Cultural Bom Sucesso. Ao entrarem no edifício projetado pelo arquiteto Miguel Arruda, alguns visitantes irão recordar, numa primeira observação, os animais que lhes causavam repulsa ou atração, na infância, como os escaravelhos ou os grilos que se fechava numa caixa de fósforos ou numa gaiola para ouvir o seu cantar.
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MARIA DURÃO

EVAS


Kubikgallery, Porto
Uma coleção de livros herdados pela artista Maria Durão, após a morte da sua avó materna, serve de mote para a sua exposição “Evas”. Ao valor cultural e emocional, que estes objetos contemplam, a artista adiciona-lhes o valor artístico alicerçado numa dinâmica de exterior-interior e desconstrução-(re)construção. Tornando-os artefactos de contemplação da luta das mulheres pela igualdade de direitos, que vem persistindo até à atualidade.
LER MAIS SANDRA SILVA

COLECTIVA

ENSAIOS DE UMA COLEÇÃO – NOVAS AQUISIÇÕES DA COLEÇÃO DE ARTE MUNICIPAL


Galeria Municipal do Porto, Porto
A exposição organiza-se e estrutura-se mediante três eixos: as cartografias que mapeiam o contexto sociopolítico do território da cidade do Porto, os gestos que convocam diferentes linguagens e materiais, e contranarrativas, ficcionais e autobiográficas, que ativam memórias e revisitam o passado. Não devemos, contudo, na exposição, procurar delimitar os três núcleos, pois eles dialogam, relacionam-se e articulam-se num mesmo corpo.
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TINA MODOTTI

L'ŒIL DE LA RÉVOLUTION


Jeu de Paume (Concorde), Paris
O objectivo desta exposição é apresentar principalmente a dimensão social e revolucionária do trabalho de Tina Modotti. As suas obras formais, notáveis em todos os sentidos são relegadas para o fundo de uma sala. As suas linhas de fios eléctricos, as suas flores, as suas escadas, os seus estudos de copos ou da máquina de escrever dão testemunho, a meu ver, de uma qualidade de composição muito mais elaborada que os seus retratos.
LER MAIS MARC LENOT