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ENTREVISTA



FABÍOLA PASSOS


À frente da ‘Casa Armanda Passos’, projetada pelo arquitecto Álvaro Siza, amigo da artista, a filha da pintora, Fabíola Passos – investigadora, conservadora e curadora do legado – abriu pela primeira vez a casa-atelier ao público para assinalar os 80 do nascimento da grande pintora Armanda Passos, sua mãe, “mais alta do que a casa” (nas palavras de Álvaro Siza) – o templo – e não completamente divulgada na sua amplitude e dimensão. O percurso de Armanda Passos (1944-2021) – pintora portuense de criação, vida e alma – anuncia por si só a missão de um ser maior, visionário, que pinta o que está para além da visão humana, quiçá em forma de espécie de seres titânicos dum mundo paralelo.
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O ESTADO DA ARTE



FILIPA BOSSUET


NAEL D’ALMEIDA: “UMA COISA SÓ É GRANDE SE FOR MAIOR DO QUE NÓS”
O seu lema é crescer e fazer crescer com trabalhos independentes. A sua identidade - aquilo que conhece melhor - marcada pela origem angolana e nascimento em Portugal em 1997 e a formação em psicologia pelo Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida (ISPA), ramificou-se no interesse pelas artes, construindo uma estrutura que se foi desenvolvendo pelas vivências ancestrais e coletivas. Funda-se a Kubata, uma casa de potencialização artística fundada por várias mãos, tais como, a de Nael D’Almeida. Curadora e diretora artística que partilha com a Artecapital o seu percurso de vida e aprendizagem através de um olhar circular, demonstrando como “a cultura é um meio de expressão que movimenta muito o panorama social”.
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PERSPETIVA ATUAL

CONSTANÇA BABO


ARCOLISBOA 2024: DO MERCADO À ESTÉTICA
A ARCO consiste, sobretudo, num evento de mercado que procura estimular e nutrir o colecionismo. No entanto, importa igualmente debruçarmo-nos sobre a feira de arte sob uma perspetiva atenta e crítica do valor artístico e da qualidade estética do que nela se expõe. Recorde-se que a ARCO é também ocasião de uma apresentação pública da criação artística contemporânea e que, cada vez mais, se vê representada pelas galerias. Com efeito, os galeristas solidificam a sua importância e o seu valor no panorama artístico, nomeadamente ao contribuírem para a visualização e expansão de obras e artistas. As feiras têm um inegável impacto na exibição, disseminação e desenvolvimento da criação artística e a ARCO afirma-se como um relevante exemplo disso mesmo.
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OPINIÃO

FREDERICO VICENTE


MARINA TABASSUM: MODOS E MEIOS PARA UMA PRÁTICA CONSEQUENTE
A arquitetura subiu ao piso zero do recém-inaugurado MAC-CCB. Depois de habitar a Garagem Sul, a disciplina partilha agora o chão-comum com as outras artes, para falar de movimentos migratórios forçados e cada vez mais frequentes, moradas temporárias, campos de refugiados e abrigos em situação de emergência climática. “Marina Tabassum: materiais, movimentos e arquitetura no Bangladesh” é uma exposição que foca o processo da arquiteta, numa seleção de trabalhos e escalas desenvolvidos desde o início da sua atividade nos anos 90, até aos nossos dias. Não é, porém, uma exposição retrospectiva ou biográfica; a mostra é um gesto (simples) de como a arquitetura é, em primeiro lugar, um serviço e uma ferramenta ao dispor da população.
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ARQUITETURA E DESIGN

MADALENA FOLGADO


EXOUSIA — É POSSÍVEL, É PERMITIDO...MAS NÃO, NÃO PODE
A proposta do texto é esta: Acercarmo-nos do assunto, como se estivéssemos a construir uma cerca para um Jardim; i.e., um espaço seguro. Porém, pensando este limite enquanto um limiar, um extravasamento: Aberto à presença de um maior número possível de corpos; acolhendo os seus constrangimentos, mas também e principalmente, aberto às suas inesperadas Possibilidades. Tratar-se-á, uma vez mais, de nos aventurarmos pelos significantes e menos pelos significados.
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ARTES PERFORMATIVAS

LIZ VAHIA E CATARINA MIRANDA


ΛƬSUMOЯI, DE CATARINA MIRANDA
Em ΛƬSUMOЯI, Catarina Miranda, uma das nomeadas para o Salavisa European Dance Award, parte da peça de teatro japonesa noh ΛƬSUMOЯI, escrita por Zeami Motokiyo no século XV, para criar um espetáculo ancorado no movimento, na luz e no som, onde se cruzam espectros e memórias, passado e presente, técnicas ancestrais e linguagens futuristas. ΛƬSUMOЯI é um jovem samurai que morre em combate e cujo espírito regressa ao campo de batalha, onde acaba por encontrar apaziguamento em vez de vingança.
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PREVIEW

InArt – Community Arts Festival | 30 Mai - 29 Jun, Lisboa


O InArt tem como principal objectivo promover e divulgar as artes como trabalho profissional, pedagógico e social, sensibilizando os profissionais que intervêm com pessoas com e sem deficiência, e as diversas comunidades, para a importância das artes como ferramenta de combate à exclusão social.
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EXPOSIÇÕES ATUAIS

PILAR MACKENNA

CONSTELAÇÕES E DERIVAS


Galeria Pedro Oliveira, Porto

Pilar inclui-se no grupo de artistas cujo ímpeto para o seu trabalho advém do ambiente que a rodeia: transforma as suas percepções individuais do mundo que encontra e deseja, numa matriz diagramática, transferindo o que está em redor - e em nós - para algo passível de re-atenção, nessa tarefa (sobre)humana de “desvelar a complexidade que nos sobrevoa e subsiste”.
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PEDRO CABRITA REIS

ATELIER


Mitra – Polo de Inovação Social, Lisboa
Nenhuma cronologia, nenhuma temática, nenhuma legenda, vagamos de nariz no ar por oito pavilhões onde coabitam esculturas, instalações, telas, desenhos, aquarelas e algumas fotografias; obras da sua adolescência, e outras criadas na semana passada, lado a lado. Mais do que um Atelier, pensamos numa reserva particularmente desorganizada.
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PEDRO TUDELA

U MADE U


Kubikgallery, Porto
U” remete para a individualidade, a agência, a autoria e “made” para a produção. Anuncia-se, deste modo, a problematização da qual se ergue o projeto expositivo: a relação entre o sujeito e o que é por ele criado ou transformado. É a partir daqui, entre quem faz e o que é feito, quem cria e o que é criado, que o artista constrói um espaço estético e de reflexão, pautado pela multidisciplinaridade, pela composição e pelo que podemos apelar de sonoridades visuais.
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COLECTIVA

PRÉ/PÓS - DECLINAÇÕES VISUAIS DO 25 DE ABRIL


Museu de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto
A exposição, com extensão e densidade impressionantes, representa e convoca as várias condições que formaram e configuraram a época do 25 de Abril. As obras foram escolhidas organicamente, inúmeras delas foram objeto de recuperação e restauro, algumas das quais não eram exibidas desde a sua criação, dentro do espaço temporal que a exposição abrange, de 70 a 77.
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YAYOI KUSAMA

YAYOI KUSAMA: 1945-HOJE


Museu de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto
A retrospectiva, a maior de sempre dedicada à artista, conduz-nos por quase oito décadas de carreira de Kusama revelando-nos a amplitude de movimentos e linguagens artísticas da sua prática. Reunindo pinturas, esculturas, performances, imagens em movimento, instalações grandiosas e material de arquivo, a exposição organiza-se segundo seis temas que se interrelacionam – Infinito; Acumulação; Conectividade Radical; Biocósmico; Morte e Força de Vida - reveladores da profundidade e complexidade do pensamento filosófico e artístico de Kusama e que se entrelaçam com a sua própria biografia.
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ANTÓNIO FARIA

AS VIZINHAS


Centro Cultural Bom Sucesso, Alverca do Ribatejo
Oito bichos de proporções humanas, sem morfologia semelhante a nenhum inseto do mundo natural, mas estranhamente próximos de muitos seres que habitam o real, vivem por estes dias suspensos nas paredes brancas do Centro Cultural Bom Sucesso. Ao entrarem no edifício projetado pelo arquiteto Miguel Arruda, alguns visitantes irão recordar, numa primeira observação, os animais que lhes causavam repulsa ou atração, na infância, como os escaravelhos ou os grilos que se fechava numa caixa de fósforos ou numa gaiola para ouvir o seu cantar.
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MARIA DURÃO

EVAS


Kubikgallery, Porto
Uma coleção de livros herdados pela artista Maria Durão, após a morte da sua avó materna, serve de mote para a sua exposição “Evas”. Ao valor cultural e emocional, que estes objetos contemplam, a artista adiciona-lhes o valor artístico alicerçado numa dinâmica de exterior-interior e desconstrução-(re)construção. Tornando-os artefactos de contemplação da luta das mulheres pela igualdade de direitos, que vem persistindo até à atualidade.
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