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ENTREVISTA



FÁTIMA MOTA


Fátima Mota nasceu em Lagoa, São Miguel, Açores. Desde 2000 é directora da Galeria Fonseca Macedo - Arte Contemporânea, sediada em Ponta Delgada, onde já realizou inúmeras exposições de artistas açorianos ou não, representados pela galeria ou convidados. A Artecapital conversou com Fátima Mota sobre o programa curatorial e as actividades actuais e futuras da Galeria Fonseca Macedo, e ainda sobre o papel que pode ter uma galeria de arte num contexto insular, como esta pode ser uma forma de projecção dos artistas locais, tanto no arquipélago como internacionalmente, num momento de progressiva “quebra” do isolamento cultural dos Açores.
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O ESTADO DA ARTE



LIZ VAHIA


FALAR DE DESENHO: TÃO DEPRESSA SE COMEÇA, COMO ACABA, COMO VOLTA A COMEÇAR
Na última edição da feira de arte Drawing Room, que teve lugar de 26 a 30 de outubro na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa, regressaram as Millennium Art Talks, com programação da curadora Maria do Mar Fazenda. Foram quatro conversas e a apresentação do livro de Rui Chafes, Diários, que juntaram artistas, curadores e críticos para falar desse tema que nunca se fecha: o que é o desenho? A conversa começou com Emília Ferreira a afirmar que "o desenho está em todo o lado, em tudo à nossa volta. Mas o desenho é muito humilde, apaga-se. É o pai de todas as artes."
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PERSPETIVA ATUAL

MARC LENOT


CATÁLOGO MUNCH: UM POEMA DE VIDA, DE AMOR E DE MORTE
A França, ainda que tenha sido um país crucial para Munch no final do século XIX e onde passou muito tempo entre 1885 e 1914, não tem pinturas de Munch (apenas duas, e não muito boas), temos muito poucos livros originais sobre ele em francês (a maioria são traduções), mas temos catálogos de exposições, e de bastante boa qualidade. E agora o catálogo da actual exposição no Musée d'Orsay, com o subtítulo "Um poema de vida, de amor e de morte".
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OPINIÃO

MARC LENOT


MUNCH EM DIÁLOGO
Houve relativamente poucas exposições sobre a influência que Edvard Munch pode ter tido sobre os artistas contemporâneos. Parece-me que a única exposição que estabeleceu um diálogo entre Munch e os artistas contemporâneos foi Munch Revisited (Dortmund 2005), um rastreio amplo com 36 artistas mais ou menos conhecidos. Por outro lado, várias exposições se interessaram pelas relações entre Munch e um contemporâneo: Jasper Johns em 2016, Andy Warhol em 2018, Marlene Dumas em 2018 e Tracey Emin em 2021. A exposição que esteve patente até 19 de Julho no Albertina em Viena foi, portanto, bem vinda, pois, ao lado de mais de 60 obras de Munch, e não menos importante, apresentou em perspectiva os trabalhos de sete artistas contemporâneos.
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ARQUITETURA E DESIGN

MADALENA FOLGADO E JONAS HØINESS


JONAS AND THE WHOLE
Whole…E não the Whale. Esta troca de vogais, que descobri por ato falho, enquanto escrevia, fez-me colocar em relação duas palavras na lingua inglesa; respetivamente, em lingua portuguesa, todo e baleia. Jonas é simultaneamente Jonas Høiness, o co-autor norueguês deste espaço e do projecto ganhador do Prémio Universidades na categoria de Mestrados — pela primeira vez na história da Trienal de Arquitetura de Lisboa, dirigido a instituições do mundo inteiro. E, é também uma referência à história bíblica. Mas o Jonas, enquanto parte do todo, é infinitamente maior, inclusive maior que o todo Trienal de Arquitectura de Lisboa 2022, Terra.
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ARTES PERFORMATIVAS

LIZ VAHIA, CAROLINA SANTOS, LETÍCIA BLANC E ULIMA ORTIZ


SAMOTRACIAS: ENTREVISTA A CAROLINA SANTOS, LETÍCIA BLANC E ULIMA ORTIZ
“Canto de sobrevivência, manifesto de uma horda em movimento, SAMOTRACIAS é o grito de três mulheres que se agarram à sua ânsia de emigrar.” É assim que começa a sinopse do espectáculo “SAMOTRACIAS”, que estará a 12 e 13 de Novembro no Teatro Ibérico, em Lisboa, depois de ter estreado em Loulé e ter passado por Lagoa e Faro. A Artecapital teve a oportunidade de conversar com as três actrizes, de diferentes nacionalidades, que dão verdadeiramente corpo e movimento a esta viagem teatral que pretende mostrar tantas viagens que não vemos.
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PREVIEW

14º InShadow – Lisbon Screendance Festival | 15 Nov a 15 Dez, Vários locais, Lisboa


O festival apresenta-se com uma diversidade de propostas e encontros entre a dança, cinema e tecnologia que contará com a presença de filmes provenientes de 27 países, desde Portugal a Hong Kong.
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EXPOSIÇÕES ATUAIS

COLECTIVA

NOVAS NOVAS CARTAS PORTUGUESAS


Galerias Municipais - Galeria Quadrum, Lisboa

Com os cinquenta anos que leva, e que esta exposição assinala, o “caso Novas Cartas Portuguesas” está dado a muitas flutuações. Sobretudo no que se refere ao modo como está recortado, dizendo de forma muito sumária, pelos feminismos e pelas problemáticas de género. Eis o que tornou a obra combustível para apropriações dissonantes e nem sempre alinhadas por igual sentido doutrinário.
LER MAIS JOÃO BORGES DA CUNHA

MIKHAIL KARIKIS

SOMOS O TEMPO


Sismógrafo, Porto
Mikhail Karikis pertence a uma linhagem de artistas que usam a ecologia do som e a sonoplastia – quer seja através da biofonia, antropofonia, geofonia e sons de instrumentos e outros objetos – para abordar desafios, questões e problemáticas da ecologia como o aquecimento global e o degelo, o ruído antropogénico e a poluição marítima, a extinção das espécies e as forças da natureza e as suas alterações.
LER MAIS SANDRA SILVA

EDVARD MUNCH

EDVARD MUNCH. UN POÈME DE VIE, D’AMOUR ET DE MORT


Musée d'Orsay, Paris
O problema que tenho com a exposição Munch no Musée d'Orsay (até 22 de janeiro), é que poderia escrever páginas e páginas, um livro quase. Os comissários fizeram uma escolha temática e não cronológica, o que tem a vantagem de fazer compreender melhor a essência do seu trabalho (e o inconveniente, lá chegarei, de ocultar a dimensão biográfica, necessária à percepção de certas obras, uma vez que a arte e a vida nele são indissociáveis).
LER MAIS MARC LENOT

CINDY SHERMAN

CINDY SHERMAN: METAMORFOSES


Museu de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto
Com um discurso concetual irónico, recorrendo à fotografia enquanto medium e ao próprio corpo como suporte dos seus trabalhos, Sherman explora e desconstrói estereótipos em imagens fictícias e poderosas, reminiscentes da cultura em que vivemos. Atuando como diretora artística, fotógrafa, maquilhadora, cabeleireira e intérprete do papel a desempenhar, as suas obras não são autorretratos, mas uma cópia sem um original em que examina a construção da identidade, a natureza da representação e o artifício da fotografia.
LER MAIS MAFALDA TEIXEIRA

CARLOS NUNES

ABASEDOTETODESABA


3 + 1 Arte Contemporânea, Lisboa
A exposição de Nunes compreende uma experiência formal de linhas horizontais, verticais, e oblíquas, mas não sem tirar a atenção do papel social da arte, e de uma possível influência no futuro. As primeiras impressões do lugar são justamente essas, as de uma sugestão de lugares paralelos ao mundo em que vivemos, alternativos a um mundo que se vislumbra, cada vez mais, obscuro e pesado.
LER MAIS CARLA CARBONE

TIAGO BAPTISTA

THE TALE


Rialto6, Lisboa
A profundidade do espaço e o jogo de luz, nesta performatividade em potência, neste cenário que também é casa e conforto silencioso, oferece-me, generosamente, uma dimensão sensorial e imersiva. Estou a entrar num plano maior do que aquele que vejo. Liberto-me do peso das coisas e pressinto um horizonte mais amplo, mais vasto, que se alarga e se estende para fora destas paredes — porque não estou só a assistir. Sou parte. Entro na pele das coisas, percorro a pele das coisas. Esta exposição é epidérmica. É pele com pele.
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COLECTIVA

MY FATHER IS A DIRTY SLUTTY TRANSCENDENTAL GIRLIE


Espaço Caramujo, Almada
Sou deveras entusiasta do Bololô como auto-escritura performativa. Como expressão das coisas que mesmo estando juntas e misturadas dentro de nós, do nosso ser artista, do nosso ser estético, do nosso ser poético (e por isso mesmo social), não sabemos muito bem definir, quantificar ou separar. Quem dera houvesse mais Bololô nas artes. Quem dera houvesse mais esse tipo de propostas que nos leva a pensar sobre a implicação direta, no nosso derredor, das posições que assumimos ou defendemos, talvez os movimentos totalitários e segregacionistas que assolam o mundo não estivessem tão espalhados e fortes.
LER MAIS ANDREZZA ALVES