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ENTREVISTA



RUI HORTA PEREIRA


Rui Horta Pereira é formado em Escultura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Apesar de afirmar que os formatos variam com o projecto a que se propõe, Rui Horta Pereira reconhece que é o desenho a prática mais constante e regular no seu percurso artístico. Este desenho é entendido não só como uma proposta formal, mas também como um caminho para as outras disciplinas sobre as quais se debruça o seu trabalho. Partindo da sua exposição “Mapa Luga, uma lacuna”, patente até 20 de Abril no Centro Cultural de Cascais, Sérgio Parreira conversou com o artista sobre o processo de concepção e produção que o levou às obras que se mostram agora, passando também pelos projectos paralelos e ritmos de trabalho.
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O ESTADO DA ARTE



MIRIAN TAVARES


JOSÉ MAÇÃS DE CARVALHO – O JOGO DO INDIZÍVEL
Da fotografia, seu meio primordial, José Maçãs de Carvalho encontra na imagem em movimento, sobretudo na imagem em movimento instalada, o lugar onde o pathos do seu trabalho anterior se pode, finalmente, aconchegar. Recolector de imagens, colecionador de histórias breves, a sua experiência num país outro, a China, mas num espaço quase caseiro, Macau, provocou-lhe a inquietação arquivística. O arquivo é o espaço privilegiado da memória, e da preservação da História ou das histórias, mas é, sobretudo, o espaço do esquecimento: arquivamos para guardar, para não termos que memorizar e, muitas vezes, para nunca mais voltar a ver. As imagens fotografadas que habitavam o arquivo pessoal do artista incomodaram-no ao ponto de o porem a pensar num dispositivo de exibição, de “mostração” deste manancial de imagens que mereciam, ou que precisavam de vir à luz.
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PERSPETIVA ATUAL

JOANA CONSIGLIERI


PURPLE
Purple de John Akomfrah, apela-nos para um despertar através de um movimento imparável e fragmentário de múltiplas paisagens, cujo assombro e desolação emitidos pelas imagens em seis ecrãs entrelaçam linhas de um mapa orgânico desenhado pela devastação da natureza e do ser humano. O artista retrata uma visão entrópica contemporânea da Natureza, em que a mutabilidade culmina no aquecimento global, transformações dos padrões meteorológicos, destruição dos animais, poluição nos oceanos e solos, ou em desastres nucleares e industriais. Akomfrah agita a sensibilidade e as emoções dos espectadores com nascimento, arquivos de memórias, histórias e catástrofes naturais e humanas, «corpos» que submergem em águas, morte.
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OPINIÃO

ISABEL COSTA


CURADORIA DA MEMÓRIA: HANS ULRICH OBRIST INTERVIEW PROJECT
Neste artigo, analiso Interview Project, um projeto de entrevistas de Hans Ulrich Obrist, centrado na performatividade do diálogo. Através de entrevistas a protagonistas da história de arte do século XX, Obrist tem acesso à memória dos processos artísticos deste século. Pretendo mostrar que este projeto é uma prática curatorial em que a entrevista é explorada como uma ferramenta que desafia os modelos tradicionais da escrita da história de arte.
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ARQUITETURA E DESIGN

CARLA CARBONE


VICARA: A ESTÉTICA DA NATUREZA
A estética da natureza pode ser benéfica para a sociedade e para o ambiente? Pode. A natureza humana versus a “natureza artificial dos mecanismos”, parece ser uma eterna disputa. Branzi (1985) salienta o conceito de “neoprimitivismo”, um conceito que não pertence ao design moderno, no sentido da moda, e que não deseja ser o último “grito” de “avan-garde”, mas um conceito que representa “precisamente uma condição em que várias linguagens e atitudes depressa se fundem”, convergem e interagem. Aliás, é nesta atitude, que neste preciso momento, volta a ser permitido um elogio ao “decorativismo" naturalista e que, no decorrer do tempo, desde esse escrito de Branzi, até hoje, se tem vindo, a introduzir, a pouco e pouco, uma linguagem naturalista na cultura do design.
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MÚSICA

RICARDO ESCARDUÇA


COSEY FANNI TUTTI – “TUTTI”
A britânica Christine Carol Newby, ou aliás, Cosey Fanni Tutti, icónica e multifacetada personalidade que, atravessando décadas desde os anos ‘60, tão controversa quão incontornavelmente critica do materialismo e do consumismo em criações e práticas avant-garde da performance, happening, dança, improvisação, literatura, artes plásticas e música, entre outras, e onde cabe ainda a sua participação na indústria do sexo enquanto intervenção artística onde questões de poder e género emergem evidentes, disponibilizou a 9 de Fevereiro, "Tutti", o seu segundo álbum a solo.
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PREVIEW

Lançamento do livro Atlantica: Contemporary art from Angola and its diaspora, Hangar Books | 9 Março, 16h-2h, MAAT & Espaço Espelho d’Água


O Hangar – Centro de Investigação Artística lança o seu primeiro livro, Atlantica: Contemporary art from Angola and its diaspora, assinalando o início da editora Hangar Books, especializada em publicações no contexto das artes contemporâneas, com foco nas epistemologias do sul.
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EXPOSIÇÕES ATUAIS

CARLOS BUNGA

THE ARCHITECTURE OF LIFE. ENVIRONMENTS, SCULPTURES, PAINTINGS AND FILMS


MAAT, Lisboa

É no cruzamento estético de disciplinas que reside o conceptualismo do trabalho de Bunga: compõe-se a sugestão arquitectónica pelo imaginário das peças e a condição artística pelo que representam. Nas palavras do artista, manifestam uma ideia mental de arquitectura, conceito que se ramificará em diversas interrogações ao longo da mostra.
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JORGE MOLDER

JEU DE 54 CARTES


Carpintaria de São Lázaro, Lisboa
52 cartas em quatro naipes (ou 54 com os jokers). Um dispositif, um apparatus (Foucault, Flusser), uma estrutura bem definida. Um jogo pode ser uma competição, um desejo furioso de vencer, ou pode ser um jogo solitário, uma paciência, um jogo contra si mesmo; pode-se jogar por prazer ou pela glória, ou por dinheiro, ou por todos os três.
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Colectiva

WAIT


Museu Coleção Berardo, Lisboa
O artista Orlando Franco criou uma obra, em forma de exposição, à volta de um conceito muito caro à arte europeia pós-II Guerra Mundial: o conceito de espera. Wait, nome que deu à sua exposição, que como disse é um trabalho de curadoria, é, também, uma obra concebida num espaço - o Museu da Coleção Berardo, e que conjuga e confronta uma série de artistas, tendo como eixo central uma peça do dramaturgo irlandês Samuel Beckett.
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TACITA DEAN

TACITA DEAN


Museu de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto
Tacita Dean é uma artista que sensibiliza, influencia e conquista diversos públicos e gerações. A complexidade plástica, formal e visual e a ampla carga simbólica da sua obra assim o permitem. Reconhece-se internacionalmente a rara e distinta qualidade imagética presente nos filmes, as suas peças mais conhecidas, bem como, de igual modo, nas fotografias e intervenções pictóricas.
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MANUEL CASIMIRO

MANUEL CASIMIRO - DA HISTÓRIA DAS IMAGENS


Museu Arpad Szenes - Vieira da Silva, Lisboa
Casimiro é antes de tudo um pintor, e o seu trabalho é também uma obliteração da história da arte, um questionamento do ícone: a maioria das imagens obliteradas são pinturas clássicas, por vezes retomadas em grande formato, e às vezes reagrupadas em painéis de cartões postais vulgares: museu imaginário como todos nós tivemos nas nossas paredes de estudantes, de que o artista se reapropria com o seu pincel.
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INÊS NORTON

DO MEU LUGAR, O QUE EU VEJO


quARTel da Arte Contemporânea de Abrantes, coleção Figueiredo Ribeiro, Abrantes
A exposição da artista Inês Norton, "Do meu lugar, o que eu vejo", leva-nos precisamente até ao lugar em que a artista se refugiou nos últimos anos. Um lugar onde a Natureza ainda impera e pode ser contemplada a seu tempo e, talvez por isso, ponha a nu toda a ação humana que a tenta dominar e, em simultâneo, replicar. Esta relação esquizofrénica do Homem com a Natureza tão premente no mundo capitalista em que vivemos aparece-nos aqui, em Abrantes, representada, por vezes, de forma irónica através de uma seleção de obras da artista feita pelo curador Hugo Dinis.
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BARRY CAWSTON

BANKSY'S DISMALAND AND OTHERS


Alfândega do Porto, Porto
As imagens de Banksy invadem o espaço em que são colocadas de um modo que tanto marca e sobressai, como, simultaneamente, as enquadra com uma certa discrição. Esta dupla valência é nítida nos registos fotográficos de Barry Cawston que tem vindo a acompanhar o trabalho do artista nos últimos anos, apesar de não o conhecer pessoalmente.
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