Links

ENTREVISTA



JOHN AKOMFRAH


John Akomfrah é um artista e cineasta altamente respeitado, cujas obras são caracterizadas pelas suas investigações sobre memória, pós-colonialismo, temporalidade e estética, explorando muitas vezes as experiências das diásporas migrantes. Foi membro fundador do influente Black Audio Film Collective, director do British Film Institute e do Film London. Por ocasião da instalação "Purple", patente até Março no Museu Colecção Berardo, Dasha Birukova conversou com o artista sobre o seu percurso desde o cinema até às grandes instalações de ecrãs múltiplos que marcam a sua obra.
LER MAIS

O ESTADO DA ARTE



VICTOR PINTO DA FONSECA


A IDENTIDADE ENTRE SEXO E PODER
2018 foi um ano de exposições marcantes da obra de Paula Rego, que me suscitaram uma nova interpretação crítica da sua obra! Ficou-me claro que Paula Rego combina o imaginário das fábulas e narrativas das histórias com as suas aventuras pessoais: Paula inspira-se na leitura de contos admiráveis da literatura universal e no jogo real da história pessoal. Ficou-me igualmente claro que as diferentes práticas que a artista foi experimentando ao longo das inúmeras obras que foi criando e que se traduziram em reformulações do seu processo de trabalho, são parte do universo narrativo das obras e do tratamento formal das personagens ao mesmo tempo que estabelecem a distinção entre colagem, pintura e desenho na obra da Paula Rego.
LER MAIS

PERSPETIVA ATUAL

JOANA CONSIGLIERI


PURPLE
Purple de John Akomfrah, apela-nos para um despertar através de um movimento imparável e fragmentário de múltiplas paisagens, cujo assombro e desolação emitidos pelas imagens em seis ecrãs entrelaçam linhas de um mapa orgânico desenhado pela devastação da natureza e do ser humano. O artista retrata uma visão entrópica contemporânea da Natureza, em que a mutabilidade culmina no aquecimento global, transformações dos padrões meteorológicos, destruição dos animais, poluição nos oceanos e solos, ou em desastres nucleares e industriais. Akomfrah agita a sensibilidade e as emoções dos espectadores com nascimento, arquivos de memórias, histórias e catástrofes naturais e humanas, «corpos» que submergem em águas, morte.
LER MAIS


OPINIÃO

BEATRIZ COELHO


JOSEP MAYNOU - ENTREVISTA
Josep Maynou (1980) é um artista plástico espanhol, baseado nos últimos treze anos em Berlim. Formou-se na Universidade de Barcelona, tendo realizado erasmus em Londres e no Porto. Desde então, participou em diversas residências artísticas, entre elas, em Barcelona, Berlim, Nova Iorque, Istambul e Toulon, contando ainda com exposições pela Europa e nos EUA. Em Espanha, é representado pela Galeria Bombon Projects e em Portugal, pela Galeria Lehmann + Silva, onde se encontra patente a sua primeira exposição individual no país, intitulada Populaire, com curadoria de Arielle Bier, visitável até ao dia 29 de dezembro.
LER MAIS

ARQUITETURA E DESIGN

CARLA CARBONE


VICARA: A ESTÉTICA DA NATUREZA
A estética da natureza pode ser benéfica para a sociedade e para o ambiente? Pode. A natureza humana versus a “natureza artificial dos mecanismos”, parece ser uma eterna disputa. Branzi (1985) salienta o conceito de “neoprimitivismo”, um conceito que não pertence ao design moderno, no sentido da moda, e que não deseja ser o último “grito” de “avan-garde”, mas um conceito que representa “precisamente uma condição em que várias linguagens e atitudes depressa se fundem”, convergem e interagem. Aliás, é nesta atitude, que neste preciso momento, volta a ser permitido um elogio ao “decorativismo" naturalista e que, no decorrer do tempo, desde esse escrito de Branzi, até hoje, se tem vindo, a introduzir, a pouco e pouco, uma linguagem naturalista na cultura do design.
LER MAIS

MÚSICA

RICARDO ESCARDUÇA


COSEY FANNI TUTTI – “TUTTI”
A britânica Christine Carol Newby, ou aliás, Cosey Fanni Tutti, icónica e multifacetada personalidade que, atravessando décadas desde os anos ‘60, tão controversa quão incontornavelmente critica do materialismo e do consumismo em criações e práticas avant-garde da performance, happening, dança, improvisação, literatura, artes plásticas e música, entre outras, e onde cabe ainda a sua participação na indústria do sexo enquanto intervenção artística onde questões de poder e género emergem evidentes, disponibilizou a 9 de Fevereiro, "Tutti", o seu segundo álbum a solo.
LER MAIS




:: Once in a Lifetime [Repeat] - antológica de João Onofre na Culturgest



PREVIEW

Retrospectiva "O Cinema de Michael Snow" | 16 a 28 Fev, Cinemateca


Michael Snow, músico, artista multifacetado e figura fundamental da História do cinema experimental, está na Cinemateca em fevereiro a apresentar uma retrospetiva integral da sua obra cinematográfica.
LER MAIS

EXPOSIÇÕES ATUAIS

TACITA DEAN

TACITA DEAN


Museu de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto

Tacita Dean é uma artista que sensibiliza, influencia e conquista diversos públicos e gerações. A complexidade plástica, formal e visual e a ampla carga simbólica da sua obra assim o permitem. Reconhece-se internacionalmente a rara e distinta qualidade imagética presente nos filmes, as suas peças mais conhecidas, bem como, de igual modo, nas fotografias e intervenções pictóricas.
LER MAIS CONSTANÇA BABO

MANUEL CASIMIRO

MANUEL CASIMIRO - DA HISTÓRIA DAS IMAGENS


Museu Arpad Szenes - Vieira da Silva, Lisboa
Casimiro é antes de tudo um pintor, e o seu trabalho é também uma obliteração da história da arte, um questionamento do ícone: a maioria das imagens obliteradas são pinturas clássicas, por vezes retomadas em grande formato, e às vezes reagrupadas em painéis de cartões postais vulgares: museu imaginário como todos nós tivemos nas nossas paredes de estudantes, de que o artista se reapropria com o seu pincel.
LER MAIS MARC LENOT

INÊS NORTON

DO MEU LUGAR, O QUE EU VEJO


quARTel da Arte Contemporânea de Abrantes, coleção Figueiredo Ribeiro, Abrantes
A exposição da artista Inês Norton, "Do meu lugar, o que eu vejo", leva-nos precisamente até ao lugar em que a artista se refugiou nos últimos anos. Um lugar onde a Natureza ainda impera e pode ser contemplada a seu tempo e, talvez por isso, ponha a nu toda a ação humana que a tenta dominar e, em simultâneo, replicar. Esta relação esquizofrénica do Homem com a Natureza tão premente no mundo capitalista em que vivemos aparece-nos aqui, em Abrantes, representada, por vezes, de forma irónica através de uma seleção de obras da artista feita pelo curador Hugo Dinis.
LER MAIS SUSANA RODRIGUES

BARRY CAWSTON

BANKSY'S DISMALAND AND OTHERS


Alfândega do Porto, Porto
As imagens de Banksy invadem o espaço em que são colocadas de um modo que tanto marca e sobressai, como, simultaneamente, as enquadra com uma certa discrição. Esta dupla valência é nítida nos registos fotográficos de Barry Cawston que tem vindo a acompanhar o trabalho do artista nos últimos anos, apesar de não o conhecer pessoalmente.
LER MAIS CONSTANÇA BABO

RUI CHAFES

DESENHO SEM FIM


Centro Internacional das Artes José de Guimarães, Guimarães
O corpo é o ponto de partida e a base concetual do trabalho de Chafes. A obra do escultor é feita também de ausências, numa relação entre o visível e o invisível das formas e dos sentimentos. Percebemos as ausências nas esculturas de Chafes através da leitura dos seus desenhos, que ganham corpo e forma no espaço bidimensional, como um reflexo do pensamento do escultor.
LER MAIS LUÍS RIBEIRO

MARIANA SILVA

PAVILHÃO DAS FORMAS SOCIAIS


Museu da Cidade - Pavilhão Branco, Lisboa
Mariana Silva vai colocar lado a lado a pesquisa entomológica sobre comportamentos sociais dos insectos e a pesquisa sociológica sobre comportamentos colectivos humanos. A partir dos insectos, a metáfora da organização, a “sociedade perfeita” concretizada pela “mão invisível” da selecção natural, mas também o temor do alheio, massas de pequenos seres hiper-comunicantes são uma ameaça latente ao domínio da humanidade.
LER MAIS BRUNO CARACOL

ZULMIRO DE CARVALHO

ZULMIRO DE CARVALHO: ESCULTURA 1968-2018


Auditório Municipal de Gondomar, Gondomar
Uma obra domina esta exposição de Zulmiro de Carvalho: Ruptura, 1968-2018, série de 10 elementos metálicos, projectada em 1968 e só agora concluída. Na arte portuguesa constatam-se com alguma frequência obras que permanecem durante longo tempo no seu estado de potência, sem materialização imediata, por falta de oportunidade ou de recursos.
LER MAIS LAURA CASTRO