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ENTREVISTA



RACHEL KORMAN


A 11ª edição do festival anual de videoarte FUSO teve lugar de 27 de Agosto a 1 de setembro deste ano, em Lisboa. Concebido para criar um espaço de encontro a partir da videoarte, o evento aconteceu durante seis noites de verão lisboetas do lado de fora de museus e outros espaços de arte. Por trás do FUSO estão António Câmara Manuel, diretor da produtora DuplaCena (também responsável pelo festival lisboeta Temps d'Images), Jean-François Chougnet, diretor do MUCEM, em Marseille, e Rachel Korman, a brasileira que, desde 2007, integra e agita a cena artística portuguesa e que hoje vive nos Açores.
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O ESTADO DA ARTE



HENRIQUE MENEZES


36º PANORAMA DA ARTE BRASILEIRA
Nesta edição que traz os mais claros contornos políticos de seus últimos 10 anos (precedida por temas como uma reflexão sobre a arquitetura ou uma ode aos minerais), somam-se obras concebidas a partir de memórias de luta, resgates de feridas históricas e conjecturas sobre um futuro consciente das identidades até então veladas. Dos 29 artistas convidados para a mostra, 22 deles nasceram nos anos 1980 e 1990: uma geração que agora chega ao MAM trazendo referências revigoradas, ao espelho do desenvolvimento social nas primeiras décadas do século XXI no país.
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PERSPETIVA ATUAL

VICTOR PINTO DA FONSECA


VITALINA: UMA DESACELERAÇÃO ESTÉTICA
Pedro Costa parte de uma história real para definir o real - a dureza da pobreza e como é penoso o sobreviver para os que sofrem de desfavorecimento -, com uma empatia magnífica com Vitalina Varela. Rege o filme [como uma escritura] fiel aos seus ideais de se opor à indústria do cinema, através de uma recorrente persona ética, sujeito silencioso, e cria de novo um filme auto-referencial — conceito que lhe permite abordar os seus filmes com a maior precisão possível.
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OPINIÃO

NUNO LOURENÇO


O CENTRO INTERPRETATIVO DO MUNDO RURAL E AS NATUREZAS-MORTAS DE SÉRGIO BRAZ D´ALMEIDA
No Centro Interpretativo do Mundo Rural do Vimieiro as paredes brancas anulam a rudeza implícita das ferramentas, objetos domésticos e alfaias agrícolas, elevando a sua condição de objetos de trabalho a uma dimensão estética. Apesar de não serem obras de arte, a sua descontextualização “clean” integrada num ambiente museológico contemporâneo, força o nosso olhar e consequentemente a nossa mente, para a transformação do objeto enquanto coisa, num objeto intocável donde ressalta mais que tudo a sua dimensão aurática. Neste centro interpretative está patente até 24 de novembro uma verdadeira exposição de arte contemporânea. Sérgio Braz d´Almeida apresenta-se com um projeto fotográfico de naturezas-mortas desconcertante, em colaboração com Cortex Frontal, uma organização de residências artísticas sediada em Arraiolos.
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ARQUITETURA E DESIGN

PATRÍCIA SILVA COELHO


PRÁTICAS PÓS-NOSTÁLGICAS / POST-NOSTALGIC KNOWINGS
As práticas artísticas contemporâneas têm revelado um papel fulcral para incitar diálogos e ações que visem a requalificação da cidade e da urbanidade. Principalmente quando se trabalha sobre territórios invisíveis ou paisagens em estados profundos de amnésia, a arte é determinante para expandir as potencialidades dos lugares e dos seus contextos. A nostalgia e as memórias do que se perdeu tornam-se, muitas vezes, em forças de inércia que condicionam a construção de novas narrativas urbanas. Os projetos artísticos não têm o poder de resolver a ausência, o abandono ou a fragmentação de espaços e territórios mas têm a capacidade de interagir, questionar e refletir sobre as múltiplas possibilidades que estes constituem.
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MÚSICA

MIGUEL PINTO


R.I.P HAYMAN: DREAMS OF INDIA AND CHINA
Na tentativa de desenhar uma separação entre o autor e a sua obra, Dreams of India and China apresenta-se de imediato como um problema: não só foi composto pela desmontagem de arquivos que R.I.P Hayman produziu entre 1973 e 1986, como parece trabalhar com a iconografia do seu autor, construindo-lhe um percurso possível. No entanto este afastamento nunca faria sentido: a mistura da vida com a arte é inerente ao legado de Hayman, um homem que se interessou tanto pela marinha e jardinagem como pela performance artística, parecendo tratá-los no caráter beuysiano da vida enquanto pedaço da arte (e não o contrário).
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:: Exposição Alto Nível Baixo | 8 Nov 2019 - 11 Jan 2020, ZDB
A exposição mostra dois núcleos de obras: uma seleção de 29 filmes e vídeos de artistas e cineastas brasileiros realizados entre 1968 e 1978; e uma série de 19 “Desenhos de Guerra” do artista português Manoel Barbosa (n. 1953), realizados durante a sua participação na guerra colonial entre 1973-75.



PREVIEW

Miami Art Week 2019 | 2-8 Dez, Miami, EUA


Sérgio Parreira faz um acompanhamento dia a dia da Semana de Arte de Miami, um evento que marca há anos o calendário das feiras de arte contemporânea.
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EXPOSIÇÕES ATUAIS

JÚLIO POMAR

JÚLIO POMAR: VER, SENTIR, ETC. – OBRAS DO ACERVO DO ATELIER-MUSEU JÚLIO POMAR


Centro Interpretativo do Tapete de Arraiolos (CITA), Arraiolos

Das tradições podemos dizer que ou morrem porque as pessoas não vêem mais interesse ou utilidade nelas, ou se mantêm porque há um grupo de “loucos” ou “iluminados” que as mantêm por vezes contra a cultural da maioria, ou se resgatam de uma forma mais consensual porque essa mesma cultura da maioria, também terá os seus dias e é preciso relembrar aquilo que se aprendeu e conquistou. Deste clássico debate tradição versus novidade, as novas mentalidades exigem, no entanto, a destruição de alguns aspetos da tradição por serem causa de preconceito ou por serem destrutivos em si mesmo.
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ELISA STRINNA

SOL CEGO


Espaço Fidelidade Mundial Chiado 8 - Arte Contemporânea, Lisboa
Através da exposição Sol Cego, Elisa Strinna emerge-nos numa nova Era contaminada pelo desgaste de uma comunicação invisível, cuja paisagem agrega o natural à tecnologia. A artista apresenta-nos um ambiente apocalítico como lugar fugaz, paisagístico, anteriormente habitado pelo ser humano, onde a deterioração possui uma forma quase arqueológica do lugar e do ser.
LER MAIS JOANA CONSIGLIERI

FRANCIS BACON

BACON EN TOUTES LETTRES


Centre Pompidou, Paris
Esta exposição é suposto apresentar as relações entre a pintura de Francis Bacon e a literatura, ou mais precisamente, algumas das suas leituras. Veremos, de facto, cerca de sessenta pinturas de Bacon e, ouviremos, nas salas dedicadas à relação da literatura com as diversas pinturas pequenas passagens de seis livros provenientes da sua biblioteca.
LER MAIS MARC LENOT

PAULA REGO

PAULA REGO. O GRITO DA IMAGINAÇÃO


Museu de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto
Encontrando-se Serralves a celebrar, no presente ano 2019, o trigésimo aniversário da sua coleção, é precisamente da artista Paula Rego que o museu conta com um número de obras muito significativo. É a partir deste espólio que se concebeu a mais recente ocasião expositiva, à qual ainda se acrescentaram algumas outras peças selecionadas pela curadora Marta Moreira de Almeida.
LER MAIS CONSTANÇA BABO

Sara Mealha

TANGO


O Armário, Lisboa
A exposição de Sara Mealha, Tango - inaugurada a 05 de Outubro e patente no Armário até dia 28 de Novembro, visitável sob marcação e com a atenta e disponível companhia da Benedita - traz-nos o gesto expositivo de esconder o evidente. Não disfarçar, não fingir: velar. Há um acondicionamento do armário e do espaço-ele-mesmo que torna evidente a incapacidade do proposto: é impossível esconder-se não só as evidências como aquele armário, e aquele espaço, ou o espaço vazio que entre eles se forma e que nós, enquanto corpos, ocupamos.
LER MAIS Catarina Real

Gonçalo Pena e Leonardo Rito

BITRIBI


O Armário, Lisboa
O Sindicato dos Pintores é um projecto nómada fundado por Mariana Gomes, pintora, e que, como é dito na sua página, não é nem um sindicato nem uma associação. Bate-se pela pintura de qualquer das formas: apenas a pintura se faz mostrar. Juntam-se pintores, redescobrem-se pinturas, chamam-se pintores à cena de Lisboa onde já não eram avistados faz uns anos, discutem-se pincéis, trocam-se pinceladas por dá cá aquela palha.
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PATRÍCIA SERRÃO E RODRIGO ROSA

SABOTAGE


Galeria TREM, Faro
Há uma sensibilidade comum que os une, um sentimento de desespero otimista: mesmo sem acreditar em mais nada, ainda acreditam na arte como portadora de uma mensagem, como meio capaz de falar ao mundo, como um meta-texto que se reinventa a cada instante.
LER MAIS MIRIAN TAVARES