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AUTENTICIDADE DE QUADRO DE VELÁZQUEZ GERA POLÉMICA2006-12-27Um quadro tradicionalmente atribuído a Velázquez (1599-1660), actualmente emprestado pelo Museu do Louvre ao Atlanta High Museum of Art (EUA), está a suscitar acesas polémicas em torno da sua autenticidade. Trata-se de um retrato da infanta Margarida, encomendado em 1653 por Ana de Áustria (rainha de França) ao seu irmão Filipe IV (rei de Espanha). O monarca requisitou Velázquez para executar a obra que, desde 1654 e durante um século, decorou os aposentos da rainha de França. Só recentemente deixou o palácio (actual Museu do Louvre) para integrar exposições no estrangeiro, caso de deslocações ao México, Moscovo e Tóquio. O jornal francês Libération tem servido de cenário para esta polémica que opõe conceituados especialistas em História de Arte. Publicou recentemente uma carta de réplica assinada pelo administrador geral do Museu do Louvre (Didier Sélès) que defende a autenticidade do quadro, argumentando com o facto de, entre as 53 publicações que lhe são dedicadas, 47 o catalogarem como uma obra exclusivamente pintada por Velázquez; quatro referirem-se a uma criação partilhada com membros do seu atelier (em particular por Mazo) e somente uma atribuir a globalidade da sua autoria a ajudantes do mestre espanhol. O direito de resposta do jornal ficou a cargo do colaborador que suscitou a polémica: Vincent Noce que refere o facto de destacados especialistas (entre os quais Javier Portus, que representa o Museu do Prado) o considerarem uma pintura de atelier. Refere-se também ao facto de Pierre Rosenberg (antigo presidente do Louvre que durante 32 anos se dedicou ao seu departamento de pintura) ter afirmado que a ausência de um Velázquez era a mais cruel lacuna do museu. Recordamos que uma das curiosidades em torno da obra foi o facto de Manet e Degas se terem conhecido precisamente ao admirarem em simultâneo a pintura (no Museu do Louvre). Disponível em: www.liberation.fr |














