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52ª BIENAL DE VENEZA: ÂNGELA FERREIRA NA FONDACO MARCELLO2007-01-25De acordo com o noticiado pela ARTECAPITAL o Instituto das Artes confirmou ontem, em conferência de imprensa, a escolha de Ângela Ferreira para representar Portugal na 52ª edição da Bienal de Veneza (a realizar entre 10 de Junho e 21 de Novembro). A grande novidade desta edição é que a representação nacional passa a dispor de um pavilhão próprio: a Fondaco Marcello, antigo armazém totalmente reestruturado, localiza-se na margem do Grande Canal (entre as pontes da Academia e de Rialto) e foi arrendado pelo período de três anos durante os quais acolherá também a representação nacional na Bienal de Arquitectura (em 2008), para além da próxima edição da Bienal de Artes Visuais (2009) – estando prevista a possibilidade de renovação do contrato. Trata-se de um espaço extremamente bem situado e com óptima visibilidade que coloca Portugal na linha da frente, conjuntamente com os restantes países que detém espaços expositivos próprios – reflectindo a estratégia de internacionalização, apontada como prioritária pelo actual executivo. Ângela Ferreira vai desenvolver um projecto de raiz, totalmente inédito e de fundo, para o qual tem vindo a desenvolver uma longa investigação; não querendo revelar muitos pormenores garantiu que tudo o que estiver exposto será sustentado por essa investigação exaustiva. Conhecendo o trabalho da artista (nasceu em Maputo em 1958 e residiu na África do Sul) é natural que, uma vez mais, se venha a centrar na investigação da relação África/Europa numa perspectiva essencialmente geopolítica que conduz ao questionamento das designadas verdades em História (especial enfoque na realidade colonial e pós-colonial). A Arquitectura, sobretudo de cariz modernista, pode ser considerada central no seu trabalho na medida em que os edifícios reflectem a conjuntura político-social de um determinado contexto histórico. Todos os projectos que desenvolve traduzem um profundo enraizamento no espaço geográfico e arquitectónico em que surgem e a Fondaco Marcello não será excepção, sendo este um espaço com características muito específicas (proliferação de colunas, por exemplo) perfeitamente adequado às suas pesquisas e concretizações. Igualmente pertinente a selecção da artista, por parte de Jürgen Bock (director da escola Maumaus), num ano em que o comissário do evento, Robert Storr, definiu a Diáspora Africana enquanto temática da Bienal. |














