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BIENAL DE VENEZA: STORR EM ENTREVISTA2007-03-06O que é que podemos esperar da próxima Bienal de Veneza? O director Robert Storr revelou mais que meros detalhes sobre a próxima bienal, numa extensa entrevista concedida ao Die Süddeutsche Zeitung sob o curioso tÃtulo: “Pensar com os sentidos – sentir com a mente; a arte no presenteâ€. “É uma clara tentativa de romper com o contraste entre a estética e a análise, entre a orientação dos sentidos e a arte conceptual. Esta distinção foi inventada pela crÃtica da arte.†“Não existirão velhos mestres mortos, nem Beuys, nem Beckett, como na última ediçãoâ€. “Eu quero fazer uma mostra sobre a arte viva. Não quero criar genealogias artÃsticas, nem canones, nem árvores familiars estÃlisticas. Todos os artistas que seleccionei criam um background contemporâneo para os outros. É sempre o mesmo quer tenham trinta ou noventa anos – vivem todos no mesmo momentoâ€. A lista de artistas, que será oficialmente revelada dia 08 de Março, espera-se que seja concisa. “Procurei obras que requerem que o espectador invista tudo para as conseguir compreenderâ€, diz Storr. “Trabalhos que não satisfaçam apenas um dos requistos, por exemplo a beleza. E trabalhos que tenham um impacto particularmente forte. Se olharmos para a arte contemporânea com estes critérios a lista de candidatos será inevitavelmente curta. Não existe, de todo, demasiada arte que se possa considerar boaâ€. Em vez de trabalhar com uma extensa equipa curatorial, Storr seleccionou ele próprio os artistas enquanto simultaneamente reduziu o espaço geral da exibição. Foram, no entanto, concebidas duas mostras especiais: uma dedicada à arte africana e outra à arte turca, organizadas respectivamente por um curador de cada região. Infelizmente um terceiro projecto, centrado na arte indiana, não foi viabilizado. Storr não está minimamente preocupado com a posssibilidade da bienal se perder por entre as restantes mostras de arte contemporânea que irrompem durante o verão, nomeadamente com a quase simultaneidade com as inaugurações da Art Basel, Documenta 12 e Skulptur Projekte Munster. “Tanto eu como Roger M. Buergel não nos consideramos curadores de mega-showsâ€, afirma. “Realizaremos exposições completamente diferentes em consequência dos lugares, do espaço envolvente - o orçamento não pode ser comparávelâ€. “Proponho-me injectar arte contemporânea numa cidade cheia de arte antiga. Kassel não tem cena cultural e é uma cidade moderna, é uma espécie de lençol branco. O orçamento da Documenta é o dobro do nosso. Na pior das hipóteses vou apresentar aperitivos para o menu da arteâ€. O orçamento parece ser, efectivamente, o único grande problema do menu. “É completamente insufficientâ€, afirma. “As expectativas de que os artistas financiem os seus trabalhos ou que as suas galerias os ajudem são absolutamente ingénuas. Se a cidade não fornece o orçamento suficiente ao curador, estas exibições morrem. Actualmente há tantas bienais que o prestÃgio da de Veneza já não é o suficiente para a justificarâ€. DisponÃvel em: www.artforum.com |














