|
|
MUSAC DE LEÃO RECEBE PRÉMIO MIES VAN DER ROHE DE ARQUITECTURA CONTEMPORÂNEA2007-04-30O Museu de Arte Contemporânea de Castela e Leão, desenhado pela dupla Luis M. Mansilla e Emilio Tuñón, foi galardoado com o Prémio de Arquitectura Contemporânea Mies van der Rohe. A distinção, atribuída de dois em dois anos pela União Europeia em parceria com a Fundação Mies van der Rohe, destacou a claridade arquitectónica do edifício, a sua inteligente materialização e a base conceptual que lhe assistiu. A série de blocos interligados que permite criar espaços inteiores fléxiveis resolve eficazmente os problemas inerentes à exibição de arte contemporânea. Considerado pela generalidade do júri um edifício emblemático que contribui para a regeneração da sua envolvente urbana, o Museo de Arte Contemporânea de Castela e Leão (MUSAC) foi inaugurado em Abril de 2005 na zona mais modernizada da cidade de Leão e tem-se consolidado, nos últimos anos, como um dos centros artísticos de referência de Espanha. Trata-se de um edifício com uma planta bastante peculiar, herdada da geometria de alguns mosaicos romanos, cuja originalidade radica no facto de, mediante dois polígnos (um quadrado e um losango), permitir criar uma superfície contínua sobre o plano. Um dos sinais de identificação da sua singularidade é a fachada composta por mais de 3000 vidros coloridos, inspirados no vitral de “El Halconero”, um dos mais antigos da catedral de Leão, do século XIII. No interior, o cimento branco é o protagonista de um lugar em que os espaços fluem entre si. O esbanjamento de cor — mais de 500 vigas de ferro sustentam os 3351 vidros que moldam os muros externos do edifício — contrasta com o branco ascético do cimento com que está construído o interior, iluminado por luz natural em muitas das suas dependências. A superfície das cinco salas de exposições do museu é de 3400 metros quadrados. A elas deve somar-se os 180 metros quadrados da sala de projecções e os 50 do hall de entrada. A Fundação Mies van der Rohe foi criada em 1983 na cidade de Barcelona com o objectivo de levar a cabo a reconstrução do Pavilhão Alemão, desenhado pelo arquitecto Ludwig Mies van der Rohe (1886-1969) para a Exposição Internacional de Barcelona de 1929. A fundação concede o prémio homónimo, considerado o mais importante da Europa no domínio da arquitectura desde 1988. Nas últimas edições, foram contemplados a embaixada da Holanda em Berlim (OMA/Rem Koolhaas e Ellen van Loon – 2005); o estacionamento e terminal de Hoenheim Norte em Estrasburgo (Zaha Hadid – 2003) e o Kursaal em San Sebastián (Rafael Moneo – 2001). Disponível em: www.elmundo.es |














