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OS SEGREDOS DE DIEGO RIVERA2007-11-14Cinquenta anos depois da morte do pintor mexicano Diego Rivera (Guanajuato, 1886 – México, 1957), os enigmas daquele que foi o grande visionário, revolucionário e provocador da primeira metade do século XX no México compõem um quebra-cabeças que continua a alimentar o mito. No próximo mês de Dezembro irá abrir-se aos investigadores o arquivo do artista, zelosamente guardado durante quase cinco décadas pela sua amiga e mecenas Dolores Olmedo: 34.761 peças, entre cartas, fotografias, esboços, livros, desenhos, documentos, vestuário, recortes de imprensa, cartazes e objectos pessoais que ajudarão a reconstruir o universo de Diego e da sua terceira esposa, a também pintora Frida Kahlo, a sua relação tempestuosa e os seus vÃnculos polÃticos, sociais e culturais. Doado ao povo do México por vontade de Diego, o arquivo permaneceu protegido, selado e fechado em caixotes, cómodas e na casa-de-banho da vivenda em que nasceu e morreu Frida, a Casa Azul de Coyoacán. Pouco antes de morrer, o pintor encarregou a sua salvaguarda a Dolores Olmedo e ordenou que não se fizesse público até que passassem 15 anos. No entanto, aquela decidiu não abrir a colecção até à sua própria morte, em 2002. O motivo, segundo Juan Coronel Rivera, crÃtico de arte e neto do artista, pode ter sido “o temor de que a correspondência de Diego acarretasse implicações polÃticas e de corrupção em assuntos não muito claros†aos seus contemporâneos. Depois de três anos de catalogação e coincidindo com a dupla celebração do centenário do nascimento de Frida (6 de Julho de 1907) e o 50º aniversário da morte de Rivera (24 de Novembro de 1957), foi apresentada, no passado dia 5 de Julho, a exposição “Os tesouros da Casa Azulâ€, uma pequena mostra do que significará o arquivo, disponÃvel no final deste ano. “É inesgotável, estamos na etapa inicial de investigaçãoâ€, explica Ricardo Pérez Escamilla, chefe dos curadores de “Os Tesouros da Casa Azulâ€, que assinala como primeira grande descoberta o achado de dez stencils do primeiro fresco de Diego, “A criação†(1921). “Estamos diante do nascimento da pintura de frescos no México. Ninguém sabia que existiamâ€, acrescenta Pérez Escamilla. Um óleo inédito datado entre 1910 e 1911, que mostra a paisagem da Cañada de Contreras, assim com um grande número de desenhos e esboços também inéditos multiplicam o valor artÃstico do arquivo. DisponÃvel em: www.elpais.com |














