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MUSÉE D’ART MODERNE DE BRUXELAS HOMENAGEIA ALECHINSKY2007-11-22Graças ao apoio de colecções belgas e instituições internacionais de grande envergadura, foi possível reunir um conjunto considerável de pinturas, desenhos, gravuras e ilustrações de livros de um dos artistas mais destacados na Europa do pós-guerra: Pierre Alechinsky (Bruxelas, 1927). A obra deste criador, amplamente conhecido pela sua participação no grupo CoBrA, representa uma das contribuições mais renovadoras da linguagem plástica de meados do século XX e agora, com o motivo da celebração dos seus 80 anos, o Musée d’Art Moderne de Bruxelas – pertencente aos Musées Royaux des Beaux-Arts da Bélgica – quer prestar-lhe homenagem através da exposição retrospectiva \"Alechinsky de A à Y\", patente de 23 de Novembro de 2007 a 30 de Março de 2008. Durante os primeiros anos de estudo, Alechinsky centrou-se na ilustração e na fotografia, interessando-se também especialmente pelas propostas dos pintores surrealistas. Isto coincidia perfeitamente com uma das ideias principais que definem as orientações do CoBrA, ou seja, a exploração das possibilidades que, a partir do inconsciente, podem traduzir-se num trabalho plástico, pelo que a adesão de Alechinsky ao grupo, em 1948, foi muito fácil. As implicações directas de tal liberdade tinham a ver com um uso muito livre da cor e da rapidez do traço, que estimularam a transformação da figuração até à denominada “nova figuração”. Ainda que seja necessário dizer que essa liberdade foi também alimentada por diferentes influências no artista belga, além da surrealista, como as expressões infantis, a pintura rupestre e a cultura popular, entre outras. Sabe-se que, entre 1949 e 1951, Alechinsky trabalhou nos Ateliers du Marais, explorando o guache e a litografia para mais tarde, após a separação do grupo em 1951, mudar-se para Paris, onde estudaria mais profundamente a técnica de gravura, fundamental na sua obra desde então. No entanto, o criador manteve-se sempre próximo do carácter dinâmico, cromático e inconsciente que os CoBrA desenvolveram, encontrando na caligrafia japonesa uma forma de expressão com a qual poderia aprender muito para o seu trabalho, o que o motivou a estudá-la profundamente. Isto leva-o, pouco a pouco, a substituir o óleo pela tinta, já que esta lhe permitia uma maior facilidade de traço e uma expressão mais directa do inconsciente. Anos depois, Alechinsky começa a trabalhar com acrílicos que, graças à sua secagem rápida, estimulavam o sentido dinâmico das suas peças. Disponível em: www.masdearte.com |














