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AS MELHORES VISÕES DE FIONA TAN EM “TIME AND AGAIN”2007-11-28A pequena cidade sueca de Lund apresenta até 23 de Janeiro o trabalho de uma das criadoras actuais com maior projecção internacional, Fiona Tan (Indonésia, 1966), numa exposição organizada pela Konsthall daquela cidade em torno da obra mais representativa da artista durante os últimos anos. Desde que começou, Tan tem contado com a estima do público e da crítica, o que estimulou a sua presença frequente em eventos internacionais de grande envergadura, como a Bienal de Istambul, a Bienal de Veneza ou a Documenta de Kassel, além da sua participação em múltiplas exposições colectivas. Um dos elementos que mais caracteriza a obra de Tan é o impacto visual das suas imagens, apresentadas sobretudo através de vídeos, fotografias ou instalações. Em todos estes formatos confirma-se a influência que nela deixou o facto de ser filha de mãe australiana, pai chinês e viver na Holanda, já que o seu trabalho procura produzir no espectador uma reflexão em torno de questões particularmente relativas à identidade própria perante o peso que teve o colonialismo no desenvolvimento da história contemporânea. Tan pretende estabelecer um compromisso a partir da sua obra, apropriando-se de referentes etnográficos, que, sem negar a carga subjectiva que implicam as impressões das suas origens ancestrais, quer demonstrar com a objectividade possível uma visão referencial de tudo aquilo que nos define e nutre como seres sociais. A partir do seu carácter documental, as imagens de Tan vêem-se povoadas de asiáticos e africanos, ou de paisagens daqueles lugares, que mostram a sua essência mais originária. Tudo isto se reflecte em “Time and Again. Fiona Tan”, na qual a partir de duas peças recentes A Lapse of Memory (2007) e The Changeling (2006-07), se articula o discurso da exposição com peças que datam desde 1997 até hoje. Disponível em: www.masdearte.com |














