|
|
OBRA DE JORGE PARDO NO MOCA DE MIAMI2007-11-29A obra de Jorge Pardo (Havana, 1963) move-se entre escultura, pintura, arquitectura e design, desde o seu inÃcio, em finais dos anos 80, até hoje. A experiência estética que o espectador pode viver perante os seus trabalhos representa a inquietude mais relevante deste artista, o que o leva a conceber a maioria das suas peças como instalações ou site-specifics. Uma demonstração disso mesmo poderá disfrutar-se ao longo do Museum of Contemporary Art North Miami, MOCA, na exposição “Jorge Pardo: Houseâ€, de 4 de Dezembro de 2007 a 2 de Março de 2008. Aqui ficam claras as fronteiras difusas dos formatos distintos que o artista utiliza para construir o seu discurso, acção que se torna evidente na transformação total dos espaços e salas da instituição americana. São muitos os projectos de importantes dimensões que Pardo produziu em museus, galerias e outro tipo de espaços, no entanto, é de destacar que esta exposição obedece à apresentação mais exaustiva que até agora se realizou sobre ele nos Estados Unidos. Cozinha, jardim, quartos, salão ou sala de jantar são recriados no MOCA Miami, seguindo-se a mesma ideia da famosa instalação que, anos atrás, Pardo realizara para o Museum of Contemporary Art de Los Angeles, quando criou um espaço que constitui hoje a sua casa. Grandes murais de fotos coladas nas paredes são integradas nesta exposição com objectos reais (cadeiras, mesas, candeeiros), que desconcertam o espectador num jogo entre o tridimensioanl e o bidimensional e entre o real e o representado, como uma via de exploração da experiência estética. Estratégias deste tipo, que durante os primeiros anos da obra de Pardo, vinham acompanhadas de um sentido anedótico, querem servir agora para guiar o discurso para um carácter mais objectivo, que levou o artista a eliminar das suas peças o tÃtulo, para evitar qualquer tipo de associação ou referência a ideias que intervenham na sua aproximação ou apreciação e estimulando assim uma experiência estética mais própria. A partir de uma relação próxima com objectos quotidianos, Pardo costuma surpreender o espectador com o seu discurso ao introduzir certas contradições entre a forma e o conteúdo, já que une elementos pensados a partir de um ponto de vista moderno, mas também a partir de um tratamento pessoal do minimalismo. Ambos os aspectos se misturam com constantes referências autobiográficas, fazendo com o que o carácter aparente das peças nem sempre corresponda ao sentido conceptual que possuem. DisponÃvel em: www.masdearte.com |














