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HOMENAGEM A PAUL THEK NO ZKM DE KARLSRUHE2007-12-14Na actualidade, a instalação ou o environment constitui-se como um dos formatos mais empregados na arte, graças à s amplas possibilidades, sobretudo formais, que oferece. Artistas das tendências mais diversas fazem deste meio o predilecto para criar propostas que estimulam uma aproximação ao espectador diferente das tradicionais pintura e escultura. No entanto, e apesar da relevância que possui hoje a instalação, a história nem sempre põe no seu lugar as figuras que desempenharam um papel primordial no seu desenvolvimento e prova disto se aprecia precisamente com Paul Thek (Brooklyn, 1933-1988), criador do movimento que reformularia os limites estabelecidos até aos anos setenta em torno do formato da obra de arte. O ZKM (Zentrum für Kunst und Medietechnologie) de Karlsruhe, na Alemanha, organizou em homenagem a Thek uma grande retrospectiva, que poderá ver-se de 15 de Dezembro a 30 de Março de 2008. A exposição compõe-se de mais de 300 peças onde, além de apresentar-se um percurso da sua obra, se demonstra a influência que o artista deixou em manifestações do seu tempo e posteriormente, a partir do trabalho de figuras particularmente destacadas do panorama artÃstico recente. Apelando ao uso de referências tão variadas como podem ser a religião, a literatura e a própria arte, Thek faz do vÃdeo, da pintura, da escultura e da instalação as vias para construir o corpo de uma obra muito sólida e de importantes consequências, que é aqui estudada a partir de perspectivas diferentes. A exaltação do carácter subjectivo e simbólico, acompanhado do sentido crÃtico, humorÃstico e irónico, é constante em Thek, que tenciona, em todos os momentos, ir mais além do estabelecido a nÃvel formal explorando também a natureza dos materiais para apoiar a expressividade que persegue. Sabe-se que em meados dos anos 60 o trabalho de Thek era inspirado pelo estilo e as teorias que definiram as construções de algumas das grandes catedrais europeias e das pirâmides egÃpcias. Estes aspectos serviram-lhe como forma de evocação de um conjunto de ideias de ampla profundidade mÃstica que se traduziriam em reflexões em torno do efémero, da aura, do natural, do orgânico, do profano e do religioso, chamando-se esta série, talvez a mais conhecida da sua carreira, Technological Reliquaries. Neste trabalho, cabelos, dentes ou ossos serviram a Thek para questionar, além disso, a aproximação em relação ao corpo humano no marco de um mundo cheio de comodidades e determinado pelas mudanças do quotidiano. DisponÃvel em: www.masdearte.com |














