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LUGARES INSÓLITOS PARA A ARTE QUE CHEGA2008-01-04Paris inaugura numa velha tipografia, Le Laboratoire, e numa casa fúnebre, Le 104. Num sítio – Le Laboratoire, na rua Bouloi – nasceu o cardeal Richelieu, no outro - Le 104, entre a rua Curial e d’Aubervilliers, saíram desde 1873 até 1997, milhares de comitivas fúnebres até aos distintos cemitérios da cidade. Durante o século XIX, Le Laboratoire acolheu uma grande tipografia na qual trabalhavam 600 pessoas; Le 104, no século XIX e durante boa parte do século XX, empregava 1400 pessoas e dava abrigo a 400 cavalos. Hoje, estes dois espaços, Le Laboratoire e Le 104, querem converter-se em centros dedicados à criação, distintos de todos os demais. Le Laboratoire abriu parcialmente as suas portas ao público. A sua primeira exposição reúne Fabrice Hyber e Robert Langer. O primeiro é artista, o segundo professor do MIT (Massachusetts Institute of Technology). A iniciativa é de David Edwards, um químico que melhorou os sistemas de administração de insulina. É um homem da ciência a quem interessa a arte e que quer retomar o fio que rompeu desde o Renascimento, quando os desenhadores, escultores ou pintores deixaram de ser também físicos, matemáticos ou engenheiros. Como Leonardo. Disponível em: www.elpais.com |














