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TUBARÃO DE HIRST EM PERIGO2006-06-29A famosa obra de Damien Hirst “A impossibilidade física da morte na mente de alguém vivo” (1991), considerada um dos principais ícones do movimento Young British Artists – que emergiu na cena artística londrina durante a década de 90 – está a deteriorar-se. Mais concretamente, está a decompor-se o tubarão com cerca de 4 metros de comprimento, suspenso num tanque transparente e emergido numa solução de formol. O artista iniciou conversações com o proprietário da obra com o intuito de substituir o cadáver animal por outro exemplar da mesma espécie. O trabalho, inicialmente na colecção de Charles Saatchi, foi vendido a Steve Cohen (multimilionário americano, gestor do US Hedge Fund) em 2004 por cerca de 9 milhões de euros - o preço mais elevado pago por um trabalho de um artista vivo (com excepção dos primeiros trabalhos de Jasper Johns). Este caso é bastante ilustrativo das dificuldades de conservação com que se confrontam algumas das obras da contemporaneidade, compostas por matrerias deterioráveis que podem comprometer a sua autenticidade e longevidade. O artista tem, actulamente, uma instalação na Gagosian Gallery (Londres): “A tranquilidade da solidão” - um tríptico inspirado em Francis Bacon em que utiliza 3 cadáveres de ovelhas. Disponível em: www.theartnewspaper.com |














