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PARIS INAUGURA MUSEU DE ARTE TRIBAL

2006-06-30




O Presidente francês Jacques Chirac revela o seu legado à nação francesa - 260 milhões de Euros investidos num Museu situado na margem do Sena e na sombra da Torre Eiffel - em Paris. A construção de um Museu de “Arte Indígena†proveniente de Ãfrica, Ãsia e Austrália, foi a forma encontrada pelo Presidente Chirac, de deixar o seu legado depois de 12 anos na presidência; mas o projecto foi controverso - abrindo debates em França - sobre como curar as cicatrizes do passado colonial e aceitar a nação multi-étnica. O secretário geral das Nações Unidas Kofi Annan esteve entre os convidados na inauguração do Museu du Quai Branly que abriu oficialmente ao público no dia 23 de Junho.
O museu esteve a ser construído durante uma década e foi desenhado pelo arquitecto francês Jean Nouvel; combinando paredes de vidro com cubos futuristas de brilho colorido e, no exterior, uma parede de densa vegetação verde, que sugere uma floresta ou a selva.
Segundo os curadores o museu celebra a diversidade cultural, uma maneira de mostrar como a Europa interagiu com outras civilizações. “Os museus normalmente divulgam a história do País, e não olham para a história de outros Paísesâ€, afirma Stephane Martin presidente da instituição. Os que criticam a nova instituição parisiense afirmam que esta não é suficiente, para explicar aos visitantes, o prejuízo provocado pelo colonialismo em muitas outras culturas; a maior parte dos 300,000 artefactos foram levados para França pelos antigos colonos. Ainda assim, artistas que contribuíram com trabalhos para o museu discordam; para eles o projecto do Presidente Chirac é uma boa maneira de juntar continentes e culturas.