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CÉZANNE, VAN GOGH, DEGAS E MONET ROUBADOS EM ZURIQUE

2008-02-13




Quatro quadros de Van Gogh, Cézanne, Degas e Monet, no valor estimado de 180 milhões de Francos Suíços (113 milhões de euros), foram roubados de um museu suíço no passado domingo, naquele que a polícia considera ser o maior roubo de arte da história do país.

Homens armados ameaçaram o staff do museu antes de saírem com Champ de coquelicots près de Vétheuil (1879), de Claude Monet, Ludovic Lepic et ses filles (1871), de Edgar Degas, Branches de marronier en fleurs (1890), de Vincent Van Gogh e L\'enfant dans une veste rouge (1888-90), de Paul Cézanne, afirmou a polícia de Zurique. O “espectacular roubo de arte” foi um dos maiores de sempre na Europa, segundo Marco Cortese, porta-voz da polícia de Zurique. “Estamos satisfeitos por nenhum funcionário ou visitante se ter magoado”, disse Gloor. Afirmou também que as pinturas roubadas estavam protegidas por um vidro e o alarme de segurança disparou assim que lhe tocaram.

Uma recompensa de 100 mil Francos Suíços (63 mil euros) foi oferecida por qualquer informação que possa ajudar à recuperação dos quadros. Os detectives disseram que três homens disfarçados, com roupas escuras, entraram na Fundação Emil Bührle meia-hora antes de fechar. Um dos homens, armado com um revólver, forçou o staff do museu a deitar-se no chão, enquanto os outros dois entraram na exposição e roubaram as quatro obras. Os ladrões colocaram os quadros num veículo branco estacionado em frente ao museu. A polícia, apelando a que potenciais testemunhas se apresentem, disse ser possível que os quadros pudessem estar parcialmente à vista na carrinha em que os ladrões escaparam.

A Emil Bührle é uma colecção privada – fundada por um industrial de Zurique, que viveu entre 1890 e 1956 – que possui muito bons trabalhos Impressionistas. As peças que a Bührle comprou formam uma das mais importantes colecções privadas de arte europeia do século XX, em que o Impressionismo e Pós-impressionismo francês constituem o núcleo central. Lukas Gloor, o director do museu, disse que os ladrões levaram quatro dos mais importantes quadros da colecção. Acrescentou, no entanto, que eles pareceram levar as primeiras quatro obras que viram, deixando para trás obras mais valiosas que estavam na mesma sala. O museu possui também Little Irene, de Auguste Renoir e Little Dancer, de Degas.

O roubo aconteceu poucos dias depois de dois óleos de Picasso (Cabeça de Cavalo e Copo e Jarra), que tinham sido emprestados pelo museu Sprengel, na Alemanha, terem sido roubados, na passada quarta-feira, de uma exposição no Seedamm-Kulturzentrum na pequena cidade de Pfaeffikon, perto de Zurique.

Maja Pertor Bernard, da Art Loss Register, disse que as pequenas galerias eram alvos fáceis para ladrões porque normalmente não têm meios para pagar os elaborados sistemas de alarme e o pessoal de segurança que possuem os grandes museus.

Disponível em: www.guardian.co.uk