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O BRASILEIRO CILDO MEIRELES GANHA PRÉMIO VELÁZQUEZ

2008-02-21




O pintor, escultor e autor de instalações e “performances” brasileiro Cildo Meirelos (Rio de Janeiro, 1948) é o galardoado com o Prémio Velázquez 2008 de Artes Plásticas. É “uma figura esssencial da arte contemporânea, um dos grandes” no mundo, segundo declarou o ministro da cultura espanhol, que além disso sublinhou que é “uma grande alegria”, que o prémio, concedido pela primeira vez em 2002, se “vá estendendo” e que tenha chegado ao Brasil.

Dotado com 90.450 euros, o Prémio Velázquez reconhece a um criador cuja obra sobressaia com especial significação no âmbito das artes plásticas. Podem ser candidatos ao prémio os cidadãos de Espanha e dos Estados americanos da Comunidade Ibero-americana de Nações. Meireles é o segundo ibero-americano distinguido com este galardão, depois do mexicano Juan Soriano, que o obteve em 2005. Juntamente com a dotação económica, o Prémio Velázquez inclui também a organização de uma exposição no Museo Reina Sofia de Madrid.

Nascido no Rio de Janeiro em 1948, Cildo Meireles é conhecido por reformular a relação entre a arte e o público e pelo compromisso social da sua obra. Entre outros lugares, expôs na Tate Modern de Londres, no MoMA de Nova Iorque e no MACBA de Barcelona. A obra de Meireles inclui escultura, instalações e performances, testemunha as grandes mudanças da linguagem artística contemporânea desde os anos sessenta, e também percorre a história recente do Brasil. O próprio autor explica que, com a sua obra, quer trabalhar com a possibilidade de \"transgredir o real\".

Meireles realiza trabalhos “que não existem simplesmente num espaço sagrado e que não acontecem ao nível de uma tela, uma superfície, uma representação”. Trata-se “não de trabalhar mais com a metáfora da pólvora mas sim com a própria pólvora”, afirma. É frequente que o brasileiro apele, além da visão, ao olfacto e ao tacto, que faça participar o público e que investigue com as dimensões do tempo e do espaço.

Disponível em: www.elmundo.es