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PAVILHÃO DE ARTE MÓVEL DE ZAHA HADID EM HONG KONG2008-03-14Uma concha branca de caracol acossada por arranha-céus. É a primeira impressão que provoca sobre o terreno o edifício curvilíneo de seis metros de altura erguido à beira-mar, sobre o parque de estacionamento do velho Star Ferry e frente a esse vestígio colonial que é o Conselho Legislativo, a ponto de ser devorado pelas montanhas de cristal. Encravado, como se de uma premonição se tratasse, no coração desta homenagem à opulência decadente que representa o distrito central da ilha de Hong Kong. Porém, a sua criadora, a arquitecta Zaha Hadid (Bagdad, 1950), não pareceu sentir vertigem alguma durante a apresentação desta nova obra que começou a construir-se em finais de 2006. “De facto, dei um passeio muito agradável pelos arredores. Mas a melhor vista, desfrutei-a a partir do meu quarto de hotel, a muitos metros de altura. Este edifício tem de ser visto de cima para obter a sua melhor perspectiva”. “Parece-se com um caracol, com uma espiral”. Assim resumiu Hadid o seu novo projecto durante a passada edição da Bienal de Arte Contemporânea de Veneza, em Junho de 2007. Curvas infinitas que levam o visitante ao mesmo lugar por onde entrou, depois de guiá-lo através de uma exposição com obras de 20 artistas contemporâneos, chamada Mobile-Art. Porque no final de contas, este edifício branco, cujas formas orgânicas de fibra de vidro ocupam 700 metros quadrados e pesam 95 toneladas, não é mais nem menos do que um contentor; a pele de um museu nómada que se prevê viajar até 2010 desde Hong Kong a Tóquio, Nova Iorque, Londres, Moscovo e Paris. Disponível em: www.elpais.com |














