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O TORMENTO E ÊXTASE DE FRIDA KAHLO2008-03-25O voo cru e atemporal de Frida Kahlo conquista os Estados Unidos. Na primeira grande retrospectiva dedicada à pintora mexicana em 20 anos, o público acolhe com reconhecimento, disposto a comungar com uma obra tão distante da cultura anglo-saxónica como, por isso mesmo, hipnótica. Em Filadélfia, onde chegaram os quadros, formam-se filas, todos querem saudar a musa vestida de Tehuana. “Como no caso dos mestres do renascimento (Leonardo, Miguel Ângelo, Rafael), referimo-nos a Frida usando só o nome próprio” (Víctor Zamudio-Taylor) O detalhe revela o seu triunfo, mas só pouco antes de morrer, transportada em ambulância, é que Frida contemplou a sua primeira retrospectiva. Cem anos depois do seu nascimento, em 1907 (ela falava de 1910, por coincidir com a revolução mexicana e atribuir-se qualidades míticas), o culto a Frida Kahlo floresce exponencialmente. Arrancou, como recorda Taylor, a princípios dos anos 70, da mão de um grupo de artistas mexicanas, encabeçadas por Amalia-Mesa Baims; logo enfeitiçou as feministas dos Estados Unidos, que a elegeram musa “underground”. Hoje, Frida brilha mais forte que nenhum outro artista hispano-americano, e os seus quadros batem records de quotização. Junto ao bangaleiro do museu, em Filadélfia, dois esplêndidos murais de Diego Rivera, marido de Frida, saúdam o visitante. Ninguém repara neles, ironicamente, já que em vida, Diego monopolizou a pintura hispânica, rivalizando em popularidade, a nível mundial, com Picasso. Disponível em: www.elmundo.es |














